Deus é Amor

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Cabana da Esperança

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Por que Caboclos e Pretos-Velhos ?

Por que Caboclos e Pretos-Velhos ?



Uma das incógnitas que ainda perduram, na Umbanda, é a verdadeira natureza dos Caboclos e Pretos-Velhos. Várias opiniões formaram-se a respeito dessas entidades que, através de uma linguagem simples, emitem, por vezes, conceitos que revelam o pensamento erudito de um mestre. No decorrer de vários anos de convivência com os nossos Velhos e Caboclos, observando-lhes os trabalhos, auscultando opiniões sobre os problemas da vida terrena, notamos que o grau de conhecimento, de evolução varia muito.
Encontramos Pretos Velhos aparentemente apegados aos bens materiais, fazendo questão do “tôco” e do “pito” que não cedem a ninguém, aborrecendo-se com facilidade, reagindo como simples criaturas humanas. Outros, porém, revelam no procedimento e nas palavras, no acatamento à disciplina imposta necessariamente pela direção espiritual dos trabalhos, a luz espiritual adquirida. Uns e outros referem-se às senzalas, à vida passada na escravidão ou nas aldeias. Se o freqüentador assíduo dos terreiros não procurasse o guia apenas para lhe expor as dificuldades da vida terrena, buscando somente o conselho para a solução mais fácil dos seus problemas materiais, teria ocasião de receber ensinamentos preciosos sobre a vida futura, as reencarnações, a necessidade de vencer, com o próprio esforço, a passagem difícil que se lhe apresenta e que será mais um grau conquistado na escola da vida.
Dizia José Álvares Pessoa que a Umbanda é, talvez, a única religião que se preocupa com os problemas materiais do homem. Não por ser um culto materializado. Pelo contrário: percebendo como o ser humano premido pelas dificuldades que o seu próprio Carma conduz, se afasta do criador, quando a enfermidade, a falta de recursos financeiros, a desarmonia no lar se tornam mais poderosos que a sua crença, os dirigentes espirituais do nosso planeta organizaram um movimento destinado a dar ao homem o conforto, o conselho, a ajuda através dos quais poderá ser, ainda uma vez, reconduzido aos caminhos da fé. Criaram-se legiões de missionários e para que mais facilmente fossem aceitos e compreendidos pelas classes menos favorecidas, assumiram a feição ainda mais simples, apresentando-se como escravos ou nativos.
Mas terão sido realmente, todos eles, pretos ou índios? Sabemos que a pobreza e a humanidade não afluem na escala espiritual; a história da nossa pátria evidencia a lealdade, o caráter do índio brasileiro, o valor de muitos escravos. Sabemos, igualmente que não existem fronteiras, no mundo astral.  Logo, não é de crer que haja um plano exclusivo para caboclos e pretos escravos. Preferimos, portanto, adotar o conceito de muitos espiritualistas, entre os quais o acima citado J. A. Pessoa: os guias participam desse movimento de socorro ao homem encarnado, neste final do segundo milênio e se apresentam como Caboclos e Pretos Velhos, nem sempre tiveram a última passagem na terra como escravos ou índios; alguns, possivelmente, nunca o foram.
Assumiram essa personalidade como distintivo da missão que viriam a desempenhar. Uns contam como viveram, há 200 anos ou há pouco mais de meio século, nos engenhos ou nas aldeias indígenas. Outros abstêm-se de qualquer referência à sua passagem na vida terrena. Pacientemente, dão atenção às queixas, ao relato dos pequenos problemas de rotina da nossa vida, aconselhando, animando, esclarecendo, conforme a necessidade de quem lhes fala. Ensinam a mensagem do Evangelho, o perdão, o amor ao próximo, mostram como é necessário dar para receber, perdoar para ser perdoado, corrigir as falhas, dominar os sentimentos de vingança, de inveja, para adquirir luz.
E através desse trabalho humilde, incompreendido, ainda, por muitos, vão prosseguindo na missão de reconduzir o homem ao caminho que o levará a Deus. Sua origem, não importa. Se o Caboclo viveu como um cacique de uma tribo ou como iniciado de uma seita oriental, não interessa no momento. Se o Velho foi escravo ou jovem médico, ou se foi mestre na magia, também não faz diferença. O que vale, agora, é apenas a missão a ser cumprida, em benefício da humanidade, para que o Brasil, futuro centro de difusão do Evangelho, esteja melhor preparado para o advento do III Milênio.

Mensagem do Caboclo Tupinambá

CABOCLO TUPINAMBÁ

Mensagem do Caboclo Tupinamb

O criador no alto de sua sabedoria infindável e inalcançável ao criar a terra na qual vivemos criou também seus habitantes e junto com eles veio o que os manteria evoluindo. Claro que estou falando da natureza, das árvores que plantamos na terra fértil, vindo os frutos que nos alimentam, raízes nos dão força e saúde. 
Das plantas tiramos remédios e vitaminas. Dos rios e mares retiramos os peixes que nos saciam. Das caças temos carne, gordura e também o couro que nos aquecerá no frio do inverno. Assim passamos nossas encarnações e assim pode continuar a ser e teremos sempre sem falta se respeitarmos a natureza e seus momentos, os períodos que podemos dela nos servir para sempre termos.
O que adianta caçar o animal sem necessidade? Ele chegará ao fim.
O que adianta derrubar as árvores que nos dão os frutos? Elas acabarão e não as teremos para nos proteger do sol forte e da chuva.
Saibamos usar do que nos é dado pelo Criador com a sabedoria com que Ele nos criou. Utilizemos com amor o que Ele nos forneceu com amor. Usem o que necessário for, sem desperdício para sempre terem quando necessário for.
√ POR CABOCLO TUPINAMBÁ