Deus é Amor

Deus é Amor
Cabana da Esperança

terça-feira, 30 de abril de 2013

Não desista.




Na vida temos que aprender lidar com as dificuldades de cada dia se deixarmos os acontecimentos afetar nossa mente estaremos perdidos.
Sempre firme não podemos desistir, vamos por que temos que ir em frente porque pra frente é que se anda.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Cento Espírita Ogum Sete Espadas



Bom estamos aqui para passar amor caridade mensagens para todos os corações aflitos.

Que Deus possa abrir sua mente e seu coração.

Tenham paciência por que as dificuldades são crescimento e amadurecimento se tudo fosse fácil não teria graça.

O esforço faz parte da vida.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Espiritualidade não é só entre as paredes do Terreiro.

Espiritualidade não é só entre as paredes do Terreiro.

         Espiritualidade não é algo para se viver apenas entre as paredes do Terreiro. 
      É algo para vivermos “dentro de nós”, em silêncio, com naturalidade, sem alarde, sem roupa especial, sem dia marcado, sem que ninguém precise elogiar e aplaudir.
       É um caminho interno, é aprender a olhar tudo com os olhos da alma, porque isso vai nos ajudar a encontrar novas soluções, novas formas de viver e enxergar a vida “lá fora”.

        Não tem sentido fazer as coisas para se receber elogios. O essencial é fazermos as coisas em que acreditamos, pelo bem que elas representam. Agir assim nos livra de muitas mágoas, de muitas bobagens...

      Espiritualidade é algo que nos ajuda a caminhar de mãos dadas com os outros, pelo prazer de ajudar e participar, apesar de sermos diferentes, apesar de pensarmos de forma diferente, apesar dos pesares...

       Ser médium é ser veículo, canal, meio de comunicação. Dentro e fora do Terreiro.


       A melhor forma de transmitirmos as mensagens do Astral é colocá-las na prática : em família, no trabalho, com os amigos, com os vizinhos, com as pessoas “difíceis”...
      Espiritualidade é união, é a “incorporação”, (assimilação e aplicação), do verdadeiro sentido da vida : somos todos filhos de Deus, somos todos feitos de Luz, temos valores e méritos, mas também temos nossas limitações e lições a aprender.
        Incorporar o Guia não é tudo, é apenas uma parte das infinitas possibilidades de aprendizado que a Vida nos concede, inclusive no campo mediúnico.
       Portanto, no desenvolvimento mediúnico, não nos preocupemos apenas em girar, em rodar, para “mostrar que o Guia chegou”... Na verdade, os Guias e Entidades 
      chegam ali muito antes de nós, preparando o ambiente para o trabalho.
Bom mesmo será a gente conseguir abrir o coração, para incorporar, (assimilar, absorver), os ensinamentos do Astral e colocá-los em prática.
     E, se o Guia quiser incorporar, por favor : entregue-se, deixe, permita-se a experiência !
      Não perca mais tempo se perguntando : “Será que sou eu, será que é o Guia...? Abra o coração ! Busque o contato com a Espiritualidade, que a resposta virá, do jeito que precisa e pode vir, sem dificuldade, naturalmente, e só por um motivo : somos seres espirituais !

quinta-feira, 11 de abril de 2013

SUICÍDIO - Richard Simonetti

SUICÍDIO - Richard Simonetti





1 - Existe o carma do suicídio?
O problema do suicídio não é de carma. Decorre da falta de calma quando não aceitamos as provações humanas.

2 - E se a pessoa tem uma depressão tão forte que não consegue viver, enxergando no suicídio sua única saída?
Seria uma boa saída se a vida terminasse no túmulo. Como não termina, o suicídio apenas abre a porta para um mergulho com sofrimentos maiores.

3 - Aqueles que enfrentam graves depressões parecem não se importar muito com essa perspectiva. Consideram que não pode existir situação pior do que a que estão enfrentando.
Enganam-se. Não há na Terra sofrimento que se compare ao do suicida. O Espírito Camilo Castelo Branco deixa isso bem claro no livro “Memórias de um Suicida”, psicografia de Yvonne A. Pereira, onde descreve suas experiências no Vale dos Suicidas.

4 - É possível alguém ser induzido ao suicídio por um Espírito obsessor?
Sim. Mas é preciso lembrar que os obsessores apenas exploram nossas tendências. Dificilmente conseguirão induzir ao suicídio um coração confiante em Deus, habituado a cultivar otimismo e bom ânimo.

5 - Não há casos de subjugação em que o obsessor sobrepõe-se às reações do obsidiado, precipitando-o no auto-aniquilamento?
Aparentemente, sim. Tenho observado casos de suicídio que mais parecem assassinatos cometidos por Espíritos.

6 - Nesse caso o suicida estaria isento de responsabilidade?
É difícil ajuizar até que ponto ele estava impedido de reagir. De qualquer forma a responsabilidade é compatível com seu grau de maturidade e informação. Há circunstâncias atenuantes, como numa obsessão; ou agravantes, como o fato de estarmos perfeitamente conscientes do que fazemos e das conseqüências.

7 -Como confortar as pessoas que passam pela desdita de um suicídio na família?
É preciso ter sempre presente que o suicida não perde a condição de filho de Deus, nem é confinado em tormentos irremissíveis. Deus não desampara nenhum de seus filhos. O suicida aprende da forma mais dolorosa, mas segundo sua própria escolha, que a Vida deve ser respeitada.

8 -O que podemos fazer pelos suicidas?
Em princípio, cessar o questionamento, deixando de cultivar reminiscências (lembranças) que repercutem dolorosamente neles. E, sobretudo, orar em seu beneficio. Dizem os suicidas que este é o seu refrigério.





Suicídio



É possível amenizar os sofrimentos de suas vítimas?“A bênção de um corpo, ainda que mutilado ou disforme, na Terra, é como preciosa oportunidade de aperfeiçoamento espiritual, o maior de todos os dons do nosso Planeta”.
“Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem”? O de viver
“Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.” Se o homem não tem o direito de tirar a vida do próximo, e sim dever de amá-lo "como a si mesmo", muito menos tem o de eliminar a própria vida. Sobretudo para respeitar o quinto mandamento, que preceitua: "não matarás"!
No momento de desespero, os suicidas não entendem que não há mal que o tempo não cure. E acolhem obsessores cruéis, implacáveis, que os conduzem à queda e, aos poucos, os submetem à sua vontade doentia, rancorosa. Não refletem sobre a dor que seu gesto extremo causará naqueles que os amam, não levam em conta seus desdobramentos sobre os que ficam e que são outras tantas vítimas de seu ato impensado: familiares e amigos, dos dois planos da Vida. Só tardiamente lamentam esse esquecimento. No entanto imaginamos quão pungentes dores advêm a essas almas, quando sensíveis e amorosas: para os corações das mães, dos pais, esposos, filhos, irmãs, irmãos, ou dos diletos amigos! É dor amarga, atroz, de todos os momentos, que só o tempo, a prece, a prática do bem e a ação de Espíritos nobres conseguem suavizar. A Doutrina Espírita é, também para eles, farta em consolações, indicando meios que aliviam sofrimentos, abreviam provas, serenam as almas dos que foram e dos que ficaram. Todos eles podem, "aviando as receitas" que o espiritismo prega ajudarem-se, eliminando do coração, da mente, a angústia; e amparar os que partiram. Abre ela os caminhos à fé e à misericórdia infinita de Deus, pela oração sincera e a prática do bem incessante - enfim, da Caridade, melhor prece que se eleva da Terra aos Céus!
É-nos informado por um mentor espiritual (Espírito Camilo Cândido Botelho, pela médium Yvonne A. Pereira, no livro "Memórias de um Suicida") “Consola saber que a doce mãe de Jesus é o Espírito sublime que se compadece dos suicidas e lhes estende as mãos; que a "Legião dos Servos de Maria" socorre os Espíritos enfermos que partiram voluntariamente da Terra, conduzindo-os ao "Hospital Maria de Nazaré", onde são medicados, reeducados e preparados para reencarnações reparadoras! A agressão ao corpo físico lesa também o corpo espiritual, denominado pelo Apóstolo Paulo de "corpo celestial" que Allan Kardec chamou de perispírito. É ele a matriz que vai registrar, nos corpos das encarnações subseqüentes, o resultado dessas lesões, na forma de enfermidades dificilmente curáveis. É preço a pagar pela rebeldia aos desígnios celestes, pelo mau uso do livre-arbítrio.
No livro "Religião dos Espíritos", Emmanuel, comentando no capítulo Suicídio a questão 957 de "O Livro dos Espíritos", assinala que "os resultados dos suicídios não se circunscrevem aos fenômenos de sofrimento íntimo, porque surgem os desequilíbrios com impositivos de reajuste em existências próximas." E relaciona enfermidades que, como conseqüência do suicídio, a Lei impõe aos rebeldes. Como se segue na continuidade. Quem lê os livros assinalados ou a obra &quo";O Céu e o Inferno" (no Capitulo V da 2ª Parte há depoimentos de Espíritos suicidas, comentados por Kardec), ou, ainda, "O Livro dos Espíritos", sobretudo as questões de números 943 a 957, jamais pensará em atentar contra a própria vida. Ao contrário, passará a oferecer preces e a praticar o bem, em favor daqueles que caíram nesse erro lastimável.
Se a muitos assusta a revelação dos sofrimentos atrozes porque passam os suicidas, não apenas no plano espiritual, mas nas reencarnações reparadoras - especialmente àqueles que, ingenuamente, alimentam a ilusão de que o perdão de Deus tudo suprime de forma mágica, instantânea -, também nos conscientiza, a todos, do dever que nos cabe de valorizar o corpo de carne, de evitar o suicídio, divulgando a Verdade, consolando e encorajando os aflitos, salientando o valor da prece como sustentáculo nas provas ou como recurso e lenitivo intercessores, em favor dos que caíram, consumando o ato trágico, doloroso. Os Espíritos nos advertem das provações a que são conduzidos os que, frágeis, tentam fugir da vida. Mas Deus sempre nos dá os meios de superar dificuldades, por maiores sejam elas. Se, extraordinários esses sofrimentos, maior ainda é o amor de Deus, que renova a todos oportunidades de reconstrução do equilíbrio.
Um espírito consolando um suicida, afirma-lhe:
“Nos maiores abismos, há sempre lugar para a esperança”. Não se deixe dominar pela idéia da impossibilidade. Pense na renovação de sua oportunidade, medite na grandeza de Deus. Transforme o remorso em propósito de regeneração.
“Os trabalhos de auxílio fraterno geralmente são iniciados através de orações de parentes desolados.”
Vamos ter animo. Se essas idéias nos vierem à mente; ou se familiar ou amigo partiu da Terra por esse meio, que não elimina a vida, mas acarreta dores atrozes e o remete a provas superiores àquelas de que tenta fugir, recorramos à oração sincera e à prática do bem. Resignemos e aprendamos a confiar-agindo-orando-amando-renunciando-abatendo o orgulho e aceitando a pobreza, se perdermos a fortuna, ou a pessoa amada, por morte, abandono, ou outro motivo; submetendo-nos às provações, que breve passam. Todas as circunstâncias se modificam. No próximo minuto ou no amanhã, surgem oportunidades para superar obstáculos aparentemente intransponíveis e as rudes provas. Confiar, fazendo o melhor de nós.
Oremos pelos suicidas, e por outros sofredores, compadecendo-nos de suas dores, sem condená-los. É o que nos diz o amoroso mentor Emmanuel, na obra "Escrínio de Luz”, estimulando-nos, encorajando-nos a superar provas, que são "material educativo do templo em que nos asilamos”.
Esclarecimentos
"Todos os suicidas, sem exceção, lamentam o erro praticado e são acordes na informação de que só a prece alivia os sofrimentos em que se encontram e que lhes pareciam eternos." A prece é instrumento que atrai alívios celestes, que descem dos Céus à Terra, aliviando,banindo dores! A prece e a fé são alavancas que alevantam os caídos nos caminhos da evolução. Recorram, pois, aqueles que sofrem esse drama, à prece e, sobretudo, à amorosa intercessão da Mãe Celestial!
Santo Agostinho
"Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao"arrependimento e à prece! A prece! Ah! Como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus”.
Há seguimentos religiosos, que se apõem a posição de que tudo aquilo que nos recomenda a Doutrina de Jesus, que negam a prece aos "mortos" - conforme ensina lacrada está para sempre a sua sorte: esquecidas de que a misericórdia do Pai estimula a fraternidade e se compadece dos caídos e os busca, para os erguer; outras se recusam a orar pelos suicidas - sofredores dos mais necessitados e aos quais a prece alivia - ou, mesmo, a sepultá-los no "campo santo", como se houvesse no Universo região que não seja obra do Pai de Amor e, portanto, sagrada -; ou que as sábias Leis Divinas se submetessem à ignorância, ao arbítrio dos homens. "Deus é Amor" e esse Amor é expresso em tudo. A Doutrina Espírita esclarece as mentes e evita o suicídio, além de contribuir para a recuperação do equilíbrio tanto daqueles que está com a idéia de tentar fugir à vida, quanto daqueles que realizaram esse ato dramático, além de consolar as 'vítimas' que ficaram: Conhecer, estudar, divulgar seus ensinamentos, é a melhor forma de se evitar suicídios; de orientar e consolar familiares e amigos; pois fala aos corações com o depoimento vivo dos que tentaram fugir de problemas, mergulhando em dores inimagináveis; assim como daquilo que os alivia e favorece: a oração. Em nenhuma hipótese se justifica o gesto impensado de atentar contra a própria vida. Só a ignorância, a falta de fé em Deus, na Sua bondade, pode levar a criatura a se rebelar contra seus desígnios.
Mentores da Espiritualidade afirmam que suicidas continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre , em seu corpo somático, indefinidamente. Anos a fio , sentem as impressões terríveis do tóxico que lhes aniquilou as energias , a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem pelas águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e , comumente, a pior emoção do suicida é a de acompanhar , minuto a minuto , o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra , verminado e apodrecido.
De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto aos homens, sem a luz da misericórdia.


História de Mahatma Gandhi


Gandhi: a Morte do Mahatma

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Enquanto um número considerável de estadistas, líderes políticos e revolucionários do século XX, homens que provocaram guerras ou causaram massacres terríveis, morreram de causas naturais; Gandhi, um dos maiores pacifistas desse século, pai da independência da Índia, aquele que tudo fez ao longo da sua prodigiosa atividade para banir a violência da vida política, terminou por dessas ironias da vida assassinado a tiros em Nova Délhi em 1948.


O Momento Final


"Eu sei que hoje em dia irrito todo mundo. Como posso acreditar que somente eu tenho razão e que todos os outros estão errados? (...) devem dizer-me francamente que eu sou velho e que não sirvo a ninguém e que não devo me intrometer no seu caminho. Se me falarem assim abertamente eu não serei mais o estorvo do mundo."
Mohandras K.Gandhi, janeiro de 1948




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Gandhi e suas sobrinhas-netas
Enrolado no khaddar, a manta branca indiana que lhe encobria o seu físico enrugado e descarnado - amparado em duas das suas jovens parentes, "minhas muletas", como costumava dizer -, Gandhi aproximou-se da multidão. Esperavam-no nos jardins da Birla House em Nova Délhi, no entardecer do dia 30 de janeiro de 1948. Sempre que chegava a uma cidade ele abrigava-se nos casebres dos harijan, os intocáveis, para que seu exemplo atenuasse o preconceito que os párias sofriam na complicada sociedade de castas indiana. Desta vez o grande homem abrira uma exceção. Na sua estada em Nova Délhi, a última da sua vida, decidiu hospedar-se na residência de um ricaço.



Os Tiros

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N.Godse, o assassino de Gandhi, executado em 1949
Mal o avistaram, cercaram-no. Vinham de longe para ver o Mahatma, "a grande alma", o homem santo que os havia libertado de dois séculos de domínio britânico. Em meio ao tumulto respeitoso, num repente, espocaram três tiros. Gandhi encolheu-se no chão, baleado por uma mão que empunhara uma Beretta. As suas roupas, tecidas por ele mesmo na sua roca de fiar, mancharam-se de sangue. Os gritos da multidão comovida e indignada misturaram-se aos seus fracos e derradeiros gemidos. O apóstolo da satyagraha, a não-violência, fora executado a bala.



O Atentado como Protesto



Gandhi used to claim the Partition would be over his dead body. So after Partition when he didn't die, we killed him." (Gandhi alardeava de que a Partição [da Índia] só ocorreria sobre o seu cadáver. Assim quando ele não morreu depois da Partição, nós o matamos.)
Gopal Godse, irmão do assassino de Gandhi

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Gandhi, fiando suas roupas
 

Detiveram o pistoleiro. Chamava-se Nathuram Godse, um ativista da RSS (Rashtriya Swayamsevak Sangh), uma organização da extrema-direita nacionalista do estado de Maharastra, que vira no atentado um protesto contra a secessão do subcontinente entre hindus e muçulmanos, referendada pelo Mahatma. O pistoleiro, um ex-alfaiate, fora o braço armado de uma conspiração de certa dimensão. Dias depois um imenso cortejo, regado pelas lágrimas do pais inteiro, acompanhou pelas avenidas de Nova Délhi, a capital da Índia independente, o corpo de Gandhi, o Ram. o homem ideal do épico Ramayana, até a enorme pira funerária que ergueram para incinerá-lo. Mataram-no aos 79 anos de idade.



A Babilônia Indiana

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Buda
Ninguém como ele articulara de maneira tão hábil certas características do ser indiano com princípios universais abstratos. Além de encontrar-se dividido em mais de três mil castas e subcastas diversas, espalhadas por milhares de aldeias, seu povo - uns 400 milhões naquela época - falava mais de 60 línguas, sâncritas e não-sâncritas, e orava a deuses diversos. No norte, no atual Paquistão e na Caxemira, prostravam-se para Meca, no restante incensavam Brahma e milhares de outras divindades, entre elas Sidarta Gautama, o conhecido Buda. A Índia era um monumento humano erguido ao Caos regado pela chuva das monções.
Gente Mansa, Cordata

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Gandhi marchando pela Índia
Gente vegetariana, submissa, desafeita à guerra, vocacionada a suportar flagelações, jejuns terríveis e sofrimentos os mais diversos, os indianos não refugaram em aceitar a ahimsa, a doutrina difundida por Gandhi, baseada nas leituras que ele fizera de Leon Tolstoi e Henry Thoreau, que exaltavam o dogma de não ferir-se a ninguém. Quando seus seguidores, por vezes, descontrolavam-se em seu desejo de vingança contra o colonizador, apelando às armas, como ocorreu no lamentável incidente na aldeia de Chauri Chaura, em fevereiro de 1922, Gandhi protestou contra a agressividade da sua própria gente com jejuns expiativos. Era infalível. Acalmaram-se. Ele decidira-se pela original estratégia de cansar o braço do agressor, de constranger o porrete dos ingleses perante sua coragem pacífica e a superioridade moral da cultura indiana. Para Churchill, irritado, ele não passava de um "faquir sedicioso".

A Discórdia entre Hindus e Muçulmanos

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Os conspiradores
Cinco meses antes de morrer, Gandhi, após mais de meio século de lutas, cadeias e teimosos jejuns de fome, felicitou-se ao saber que Lord Mountbatten, o último vice-rei da Índia, finalmente arriara a bandeira britânica em 15 de agosto de 1947. Para embaraço e mais profunda vergonha do grande líder indiano, tudo voltou a ensombrecer-se. Muçulmanos e hindus, agora cidadãos livres de uma Índia emancipada, deslocando-se para as respectivas áreas determinadas pelo acordo, no caminho, ao encontrar-se em lados diferentes das estradas, jogaram-se uns contra os outros numa guerra de rotos contra tortos, um bellum miserabilium, linchando-se com paus e pedras. Calcutá, a megalópolis dos mendigos, virou um inferno.

Milhões de Mortos

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Gandhi, um pouco antes da incineração pública
Naquela trágica divisão, entre uma Índia hindu (governada por Nehru) e a outra muçulmana (governada por Jinah), calcula-se que morreram nos motins de 1947/8 dois milhões de pessoas. Naquele pequeno entreato - entre a saída das autoridades das colônias inglesas e suas substituição pelos inexperientes governos nativos -, assassinaram mais indianos do que durante os dois séculos de ocupação colonial (incluindo as baixas do motim dos Cipaios, os soldados indianos que se revoltaram contra os ingleses no século XIX). A humanidade demonstrava com aquela onda de bárbara violência que retornava ao seu leito natural de estupidez. Gandhi que fizera o império britânico inteiro vergar apenas com marchas e jejuns de fome, assombrado e decepcionado com tudo aquilo, tinha razão, tornara-se um estorvo em meio a um povo tomado de ódio cego contra o seu vizinho. Só lhe restou morrer.