Deus é Amor

Deus é Amor
Cabana da Esperança

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Orixá e a briga pela coroa

Orixá e a briga pela coroa

ORI2
Texto de Pai Antonio das Almas Canalizado por Géro Maita

Pergunta: Pai Antonio o senhor poderia nos explicar por que ainda hoje encontramos informações de que Orixás brigam pela coroa de alguns médiuns quando nos referimos a ancestralidade dentro da Umbanda?
Pai Antonio: Meus filhos, meu sarava na força de Olorum, O pai da Criação. Ao falarmos a respeito de ancestralidade na Umbanda, encontramos nos dias de hoje meu filho um grande número de filhos e filhas primeiro deixando se levarem pela afinidade que possuem com alguns Orixás elegendo-os como seus guias de coroa e de outro lado encontramos aproveitadores que se utilizam de métodos adivinhatórios ultrapassados e sem fundamento para ganharem dinheiro as custas do sagrado. Abordando a questão filhos de afinidade vibratória, convém salientarmos que precisa muito mais do que isso para definir a ancestralidade de um Orixá que era identificado no ato em que uma nova vida chegava ao mundo e seguindo a tradição Yorubá este filho já era preparado desde a sua infância para assumir as responsabilidades que Ifá o oráculo ditava. Bem, não estamos mais na África e os tempos são outros e tomando a época em que vivemos podemos dizer que um Orixá ancestral acompanha o ritmo de “ciclos energéticos” que compõem a formação e manutenção de nosso planeta. A Terra desde antes da Gênese bíblica passa por inúmeras transformações, hora ligada aos reinos naturais, hora ligadas ao ser vivente e toda raça vivente no planeta. Bem o sabemos filho que tudo tem um por que na criação e isso não seria diferente com Orixá. Orixás antes dos arquétipos africanos criados pela interpretação do homem, nada mais são do que qualidade de Deus ligadas as possibilidades evolutivas do ser. Quando mencionamos o termo ORIXÁ DE COROA, podemos hoje entender que se trata da irradiação divina que estava mais ativa no plano vivente do planeta sempre em formação e que com base no fluído cósmico auxiliava a dar forma e vida a cada criatura que aqui habitava, dentro do que conhecemos como sopro divino. No primeiro instante de nossas vidas não tomamos como base esta regra de somente ocorrer este fato na terra, pois não sabemos filhos se nossa primeira encarnação realmente ocorreu neste orbe, então é neste exato momento, onde se unem todas as forças e sabedoria divina para criar o ser que entra uma radiação específica e a mesma esta associada a um ciclo da qualidade divina. Orixá ancestral, ou de cabeça como meus filhos queiram chama-lo seria a qualidade divina que nos das condições de buscarmos a cada encarnação nosso evolução, não se troca, não muda, pois é uma irradiação constante mesmo nos períodos de morte em nossa vida. Acreditar que pessoas despreparadas possam ditar um desequilíbrio na criação divina informando que este ou aquele Orixá briga pela cabeça de um filho, ao invés de estudar um pouco mais sobre obsessões e auto obsessões realmente filhos é algo sem fundamento doutrinário dentro da Umbanda. Meus filhos me permitam fazer uma breve colocação: • Será que somos filhos somente de um Orixá? • Quem realmente encarnado esta preparado para fazer a leitura de Ori, ou identificar qual a regência da coroa de um médium, sabendo que ainda meus filhos estão em estágio de evolução? • Será que não somos filhos de todos os Orixás? • Será que Deus teria qualidade que não seriam tão importantes assim, por que através deste raciocínio compreenderíamos o por que de uma filiação mais importante do que outra dentro da estrutura dos Orixás na criação? Meus filhos os tempos são outros, é hora de compreendermos que o coração esta abaixo da cabeça para que o ser humano possa refletir antes de agir. A Umbanda tem suas plataformas energéticas, porém devemos hoje nos preocupar com o todo e não somente com uma única causa, ou um único processo de vida. É hora de louvarmos os Orixás, não somente nos terreiros, mas em todos os atos de nossas vidas, pois Orixá em movimentação é DEUS ativo em nosso caminho, pensamentos e atitudes. A Umbanda só cresce quando a espiritualização estiver solidificada dentro de seu culto. E lembrem-se filhos, existe uma grande diferença entre: RELIGIOSIDADE: onde encontramos Orixá fora de nós, ou a nossa volta. ESPIRITUALIZAÇÃO: Onde encontramos Orixá se manifestando dentro de cada um de nós.
Espiritualizando, impedimos que a ofensa e todos os males do espírito se manifestem em nós, pois estamos ligados vinte e quatro horas por dias com Deus e suas luzes vivas e divinas, os sagrados pais e mães Orixás.
Pai Antonio das Almas.
 

Sessão de Caboclos




Hoje temos sessão de Caboclos ás 08:00 horas da noite.
R. Ibiracoá, 132 - Colégio RJ.
Hoje energia das matas e de todos os caboclos.
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Zélio de Moraes

  • Zélio deMoraes

    Considerada por muitos como a única religião verdadeiramente brasileira, por reunir elementos da cultura indígena, africana e européia, a umbanda completou seu primeiro centenário em 2008. Apesar disso, o culto ainda é visto com maus olhos por alguns líderes protestantes. A discriminação sofrida pelos umbandistas não é de hoje e está na própria raiz da religião, como atesta a história de Zélio Fernandino de Moraes.
    Jovem de uma tradicional família de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, Zélio completou 17 anos em abril de 1908. Preparava-se para prestar exames para a Escola Naval, quando uma estranha paralisia pôs fim a seus planos. Renomados médicos foram chamados e iniciaram uma série de tratamentos, mas nenhum deles conseguia diagnosticar a doença do rapaz e seu estado de saúde só se agravava.
    A partir de outubro, Zélio começou a falar palavras sem nexo, teve visões e apresentou quadro de aparente perturbação mental. Sem sucesso, outros clínicos buscavam cura para os males. Seria difícil imaginar que a solução viria do próprio enfermo. Em novembro, Zélio anunciou a seus pais que voltaria a andar. De fato, um dia depois do aviso, ele estava novamente em pé. Os sinais tidos como distúrbio da mente, no entanto, permaneciam.
    Muito católica, a família recorreu então aos padres, que aconselharam o retorno aos tratamentos médicos especializados. Por sua vez, suspeitando de uma obsessão espiritual, um vizinho recomendou levá-lo à Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro. A instituição fora fundada em 1907 em Niterói, onde funciona até hoje.
    Durante uma reunião com o presidente e outros membros da Federação, o jovem incorporou um caboclo e foi recriminado pelo dirigente da mesa devido ao “atraso espiritual” desta alma. Zélio protestou e anunciou que, no dia seguinte, seria iniciada uma nova religião, “em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem, e assim cumprir sua missão”. Assim, na noite de 16 de novembro, uma multidão aglomerava-se na Rua Floriano Peixoto, no bairro de Neves, em São Gonçalo. Todos aguardavam Zélio que, em breve, fundaria a Tenda de Umbanda Nossa Senhora da Piedade. A espera não foi em vão: nascia ali uma nova religião.
    Zélio nunca explicou a razão da palavra “umbanda”, embora ele tenha vivido até 1975. Por isso, historiadores divergem sobre sua procedência, mas a imensa maioria acredita que ela decorra do vocábulo “m’banda”, usada pelas tribos Quimbundo, da África, para designar os seus sacerdotes, e que era também uma palavra sagrada dos índios tupis. Portanto, uma tradução livre indicaria “Tenda de Sacerdotes”.
    Sua criação foi seguida, no mesmo ato, de algumas regras básicas e simples, tais como o uso apenas de roupas brancas, ter como adereço somente uma fita da cor do orixá ou do santo do dia comemorado, não receber nenhuma recompensa dos que recorrem à Umbanda, não praticar sacrifício de animais e fazer da caridade a prática permanente segundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em 1918, Zélio criou sete novas tendas. Apenas uma delas ficou no distrito de Neves, pois a maioria foi para o Rio de Janeiro, capital do país na época, o que pode ter contribuído para a expansão da crença por todo território nacional.
    Zélio, entretanto, não se dedicava apenas à umbanda. Como era norma não receber recompensa pelo bem distribuído, também trabalhava como comerciante. Em 1924, fez uma incursão na política e foi eleito vereador. Três anos depois, foi reeleito e escolhido por seus pares para ser secretário do Legislativo gonçalense. No poder público, dedicava-se principalmente à difusão de escolas públicas, tanto que ele mesmo criara uma, gratuita, de curso primário, em seu centro espírita para atender as crianças de Neves.

    Casado com dona Isabel de Moraes, teve duas filhas, Zélia e Zilméia, às quais passou a direção da tenda original em 1963. Zélio faleceu no dia 3 de outubro de 1975 em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro. Como homenagem, a Câmara Municipal de São Gonçalo batizou com seu nome uma rua no bairro de Mangueira.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

NANÃ BURUQUE


A MAIS VELHA DIVINDADE DO PANTEÃO, ASSOCIADA ÀS ÁGUAS PARADAS, À LAMA DOS PÂNTANOS, AO LODO DO FUNDO DOS RIOS E DOS MARES. O ÚNICO ORIXÁ QUE NÃO RECONHECEU A SOBERANIA DE OGUM POR SER O DONO DOS METAIS. É TANTO REVERENCIADA COMO SENDO A DIVINDADE DA VIDA, COMO DA MORTE. SEU SÍMBOLO É O ÍBÍRI - UM FEIXE DE RAMOS DE FOLHA DE PALMEIRA COM A PONTA CURVADA E ENFEITADO COM BÚZIOS.
NANA É A CHUVA E A GAROA. O BANHO DE CHUVA É UMA LAVAGEM DO CORPO NO SEU ELEMENTO, UMA LIMPEZA DE GRANDE FORÇA, UMA HOMENAGEM A ESTE GRANDE ORIXÁ.
NANÃ BURUQUÊ REPRESENTA A JUNÇÃO DAQUILO QUE FOI CRIADO POR DEUS. ELA É O PONTO DE CONTATO DA TERRA COM AS ÁGUAS, A SEPARAÇÃO ENTRE O QUE JÁ EXISTIA, A ÁGUA DA TERRA POR MANDO DE DEUS, SENDO PORTANTO TAMBÉM SUA CRIAÇÃO SIMULTÂNEA A DA CRIAÇÃO DO MUNDO.
1. COM A JUNÇÃO DA ÁGUA E A TERRA SURGIU O BARRO.
2. O BARRO COM O SOPRO DIVINO REPRESENTA MOVIMENTO.
3. O MOVIMENTO ADQUIRE ESTRUTURA.
4. MOVIMENTO E ESTRUTURA SURGIU A CRIAÇÃO, O HOMEM.
PORTANTO, PARA ALGUNS, NANÃ É A DIVINDADE SUPREMA QUE JUNTO COM ZAMBI FEZ PARTE DA CRIAÇÃO, SENDO ELA RESPONSÁVEL PELO ELEMENTO BARRO, QUE DEU FORMA AO PRIMEIRO HOMEM E DE TODOS OS SERES VIVENTES DA TERRA, E DA CONTINUAÇÃO DA EXISTÊNCIA HUMANA E TAMBÉM DA MORTE, PASSANDO POR UMA TRANSMUTAÇÃO PARA QUE SE TRANSFORME CONTINUAMENTE E NADA SE PERCA.
ESTA É UMA FIGURA MUITO CONTROVERTIDA DO PANTEÃO AFRICANO. ORA PERIGOSA E VINGATIVA, ORA PRATICAMENTE DESPROVIDA DE SEUS MAIORES PODERES, RELEGADA A UM SEGUNDO PLANO AMARGO E SOFRIDO, PRINCIPALMENTE RESSENTIDO.
ORIXÁ QUE TAMBÉM REGE A JUSTIÇA, NANÃ NÃO TOLERA TRAIÇÃO, INDISCRIÇÃO, NEM ROUBO. POR SER ORIXÁ MUITO DISCRETO E GOSTAR DE SE ESCONDER, SUAS FILHAS PODEM TER UM CARÁTER COMPLETAMENTE DIFERENTE DO DELA. POR EXEMPLO, NINGUÉM DESCONFIARÁ QUE UMA DENGOSA E VAIDOSA APARENTE FILHA DE OXUM SERIA UMA FILHA DE NANÃ "ESCONDIDA".
NANÃ FAZ O CAMINHO INVERSO DA MÃE DA ÁGUA DOCE. É ELA QUEM RECONDUZ AO TERRENO DO ASTRAL, AS ALMAS DOS QUE OXUM COLOCOU NO MUNDO REAL. É A DEUSA DO REINO DA MORTE, SUA GUARDIÃ, QUEM POSSIBILITA O ACESSO A ESSE TERRITÓRIO DO DESCONHECIDO.
A SENHORA DO REINO DA MORTE É, COMO ELEMENTO, A TERRA FOFA, QUE RECEBE OS CADÁVERES, OS ACALENTA E ESQUENTA, NUMA REPETIÇÃO DO VENTRE, DA VIDA INTRA-UTERINA.
MUITOS SÃO PORTANTO OS MISTÉRIOS QUE NANÃ ESCONDE, POIS NELA ENTRAM OS MORTOS E ATRAVÉS DELA SÃO MODIFICADOS PARA PODEREM NASCER NOVAMENTE. SÓ ATRAVÉS DA MORTE É QUE PODERÁ ACONTECER PARA CADA UM A NOVA ENCARNAÇÃO, PARA NOVO NASCIMENTO, A VIVÊNCIA DE UM NOVO DESTINO – E A RESPONSÁVEL POR ESSE PERÍODO É JUSTAMENTE NANÃ. ELA É CONSIDERADA PELAS COMUNIDADES DA UMBANDA E DO CANDOMBLÉ, COMO UMA FIGURA AUSTERA, JUSTICEIRA E ABSOLUTAMENTE INCAPAZ DE UMA BRINCADEIRA OU ENTÃO DE ALGUMA FORMA DE EXPLOSÃO EMOCIONAL. POR ISSO ESTÁ SEMPRE PRESENTE COMO TESTEMUNHA FIDEDIGNA DAS LENDAS. JURAR POR NANÃ, POR PARTE DE ALGUÉM DO CULTO, IMPLICA UM COMPROMISSO MUITO SÉRIO E INQUEBRANTÁVEL, POIS O ORIXÁ EXIGE DE SEUS FILHOS-DE-SANTO E DE QUEM A INVOCA EM GERAL SEMPRE A MESMA RELAÇÃO AUSTERA QUE MANTÉM COM O MUNDO.
NANÃ FORMA PAR COM OBALUAIÊ. E ENQUANTO ELA ATUA NA DECANTAÇÃO EMOCIONAL E NO ADORMECIMENTO DO ESPÍRITO QUE IRÁ ENCARNAR, ELE ATUA NA PASSAGEM DO PLANO ESPIRITUAL PARA O MATERIAL (ENCARNAÇÃO), O ENVOLVE EM UMA IRRADIAÇÃO ESPECIAL, QUE REDUZ O CORPO ENERGÉTICO AO TAMANHO DO FETO JÁ FORMADO DENTRO DO ÚTERO MATERNO ONDE ESTÁ SENDO GERADO, AO QUAL JÁ ESTÁ LIGADO DESDE QUE OCORREU A FECUNDAÇÃO.
ESTE MISTÉRIO DIVINO QUE REDUZ O ESPÍRITO, É REGIDO POR NOSSO AMADO PAI OBALUAIÊ, QUE É O "SENHOR DAS PASSAGENS" DE UM PLANO PARA OUTRO.
JÁ NOSSA AMADA MÃE NANÃ, ENVOLVE O ESPÍRITO QUE IRÁ REENCARNAR EM UMA IRRADIAÇÃO ÚNICA, QUE DILUI TODOS OS ACÚMULOS ENERGÉTICOS, ASSIM COMO ADORMECE SUA MEMÓRIA, PREPARANDO-O PARA UMA NOVA VIDA NA CARNE, ONDE NÃO SE LEMBRARÁ DE NADA DO QUE JÁ VIVENCIOU. É POR ISSO QUE NANÃ É ASSOCIADA À SENILIDADE, À VELHICE, QUE É QUANDO A PESSOA COMEÇA A SE ESQUECER DE MUITAS COISAS QUE VIVENCIOU NA SUA VIDA CARNAL.
PORTANTO, UM DOS CAMPOS DE ATUAÇÃO DE NANÃ É A "MEMÓRIA" DOS SERES. E, SE OXÓSSI AGUÇA O RACIOCÍNIO, ELA ADORMECE OS CONHECIMENTOS DO ESPÍRITO PARA QUE ELES NÃO INTERFIRAM COM O DESTINO TRAÇADO PARA TODA UMA ENCARNAÇÃO.
EM OUTRA LINHA DA VIDA, ELA É ENCONTRADA NA MENOPAUSA. NO INICIO DESTA LINHA ESTÁ OXUM ESTIMULANDO A SEXUALIDADE FEMININA; NO MEIO ESTÁ YEMANJÁ, ESTIMULANDO A MATERNIDADE; E NO FIM ESTÁ NANÃ, PARALISANDO TANTO A SEXUALIDADE QUANTO A GERAÇÃO DE FILHOS.
ESTA GRANDE ORIXÁ, MÃE E AVÓ, É PROTETORA DOS HOMENS E CRIATURAS IDOSAS, PADROEIRA DA FAMÍLIA, TEM O DOMÍNIO SOBRE AS ENCHENTES, AS CHUVAS, BEM COMO O LODO PRODUZIDO POR ESSAS ÁGUAS.

ORIGEM

NANÃ, É UM ORIXÁ FEMININO DE ORIGEM DAOMEANA, QUE FOI INCORPORADO HÁ SÉCULOS PELA MITOLOGIA IORUBÁ, QUANDO O POVO NAGÔ CONQUISTOU O POVO DO DAOMÉ (ATUAL REPUBLICA DO BENIN) , ASSIMILANDO SUA CULTURA E INCORPORANDO ALGUNS ORIXÁS DOS DOMINADOS À SUA MITOLOGIA JÁ ESTABELECIDA.
RESUMINDO ESSE PROCESSO CULTURAL, OXALÁ (MITO IORUBA OU NAGÔ) CONTINUA SENDO O PAI E QUASE TODOS OS ORIXÁS. IEMANJÁ (MITO IGUALMENTE IORUBA) É A MÃE DE SEUS FILHOS (NAGÔ) E NANÃ (MITO JEJE) ASSUME A FIGURA DE MÃE DOS FILHOS DAOMEANOS, NUNCA SE QUESTIONANDO A PATERNIDADE DE OXALÁ SOBRE ESTES TAMBÉM, PATERNIDADE ESSA QUE NÃO É ORIGINAL DA CRIAÇÃO DAS PRIMEIRAS LENDAS DO DAOMÉ, ONDE OXALÁ OBVIAMENTE NÃO EXISTIA. OS MITOS DAOMEANOS ERAM MAIS ANTIGOS QUE OS NAGÔS (VINHAM DE UMA CULTURA ANCESTRAL QUE SE MOSTRA ANTERIOR À DESCOBERTA DO FOGO). TENTOU-SE, ENTÃO, ACERTAR ESSA CRONOLOGIA COM A COLOCAÇÃO DE NANÃ E O NASCIMENTO DE SEUS FILHOS, COMO FATOS ANTERIORES AO ENCONTRO DE OXALÁ E IEMANJÁ.

ATRIBUIÇÕES
A ORIXÁ NANÃ REGE SOBRE A MATURIDADE E SEU CAMPO PREFERENCIAL DE ATUAÇÃO É O RACIONAL DOS SERES. ATUA DECANTANDO OS SERES EMOCIONADOS E PREPARANDO-OS PARA UMA NOVA "VIDA", JÁ MAIS EQUILIBRADA .

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ

UMA PESSOA QUE TENHA NANÃ COMO ORIXÁ DE CABEÇA, PODE LEVAR EM CONTA PRINCIPALMENTE A FIGURA DA AVÓ: CARINHOSA ÀS VEZES ATÉ EM EXCESSO, LEVANDO O CONCEITO DE MÃE AO EXAGERO, MAS TAMBÉM RANZINZA, PREOCUPADA COM DETALHES, COM FORTE TENDÊNCIA A SAIR CENSURANDO OS OUTROS. NÃO TEM MUITO SENSO DE HUMOR, O QUE A FAZ VALORIZAR DEMAIS PEQUENOS INCIDENTES E TRANSFORMAR PEQUENOS PROBLEMAS EM GRANDES DRAMAS. AO MESMO TEMPO, TEM UMA GRANDE CAPACIDADE DE COMPREENSÃO DO SER HUMANO, COMO SE FOSSE MUITO MAIS VELHA DO QUE SUA PRÓPRIA EXISTÊNCIA. POR CAUSA DESSE FATOR, O PERDÃO AOS QUE ERRAM E O CONSOLO PARA QUEM ESTÁ SOFRENDO É UMA HABILIDADE NATURAL. NANÃ, ATRAVÉS DE SEUS FILHOS-DE-SANTO, VIVE VOLTADA PARA A COMUNIDADE, SEMPRE TENTANDO REALIZAR AS VONTADES E NECESSIDADES DOS OUTROS.
ÀS VEZES PORÉM, EXIGE ATENÇÃO E RESPEITO QUE JULGA DEVIDO MAS NÃO OBTIDO DOS QUE A CERCAM. NÃO CONSEGUE ENTENDER COMO AS PESSOAS COMETEM CERTOS ENGANOS TRIVIAIS, COMO OPTAM POR CERTAS SAÍDAS QUE PARA UM FILHO DE NANÃ SÃO EVIDENTEMENTE INADEQUADAS. É O TIPO DE PESSOA QUE NÃO CONSEGUE COMPREENDER DIREITO AS OPINIÕES ALHEIAS, NEM ACEITAR QUE NEM TODOS PENSEM DA MESMA FORMA QUE ELA.
SUAS REAÇÕES BEM EQUILIBRADAS E A PERTINÊNCIA DAS DECISÕES, MANTÉM-NAS SEMPRE NO CAMINHO DA SABEDORIA E DA JUSTIÇA.
TODOS ESSES DADOS INDICAM TAMBÉM SEREM OS FILHOS DE NANÃ, UM POUCO MAIS CONSERVADORES QUE O RESTANTE DA SOCIEDADE, DESEJAREM A VOLTA DE SITUAÇÕES DO PASSADO, MODOS DE VIDA QUE JÁ SE FORAM. QUEREM UM MUNDO PREVISÍVEL, ESTÁVEL OU ATÉ VOLTANDO PARA TRÁS: SÃO AQUELES QUE RECLAMAM DAS VIAGENS ESPACIAIS, DOS NOVOS COSTUMES, DA NOVA MORALIDADE, ETC.
QUANTO À DADOS FÍSICOS, SÃO PESSOAS QUE ENVELHECEM RAPIDAMENTE, APARENTANDO MAIS IDADE DO QUE REALMENTE TÊM.
OS FILHOS DE NANÃ SÃO CALMOS E BENEVOLENTES, AGINDO SEMPRE COM DIGNIDADE E GENTILEZA. SÃO PESSOAS LENTAS NO EXERCÍCIO DE SEUS AFAZERES, JULGANDO HAVER TEMPO PARA TUDO, COMO SE O DIA FOSSE DURAR UMA ETERNIDADE. MUITO AFEIÇOADAS ÀS CRIANÇAS, EDUCAM-NAS COM TERNURA E EXCESSO DE MANSIDÃO, POSSUINDO TENDÊNCIA A SE COMPORTAR COM A INDULGÊNCIA DAS AVÓS. SUAS REAÇÕES BEM EQUILIBRADAS E A PERTINÊNCIA DE SUAS DECISÕES MANTÊM-NAS SEMPRE NO CAMINHO DA SABEDORIA E DA JUSTIÇA, COM SEGURANÇA E MAJESTADE.
O TIPO PSICOLÓGICO DOS FILHOS DE NANÃ À INTROVERTIDO E CALMO. SEU TEMPERAMENTO É SEVERO E AUSTERO. RABUGENTO, É MAIS TEMIDO DO QUE AMADO. POUCO FEMININA, NÃO TEM MAIORES ATRATIVOS E À MUITO AFASTADA DA SEXUALIDADE. POR MEDO DE AMAR E DE SER ABANDONADA E SOFRER, ELA DEDICA SUA VIDA AO TRABALHO, À VOCAÇÃO, À AMBIÇÃO SOCIAL.

ALGUNS PONTOS CANTADOS
SALUBA!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

História de Nossa Senhora da Cabeça

Nossa Senhora da Cabeça


UMA HISTÓRIA MARAVILHOSA

Reproduzimos aqui a história da origem da devoção a NOSSA SENHORA DA CABEÇA, segundo o Manual do devoto, escrito por uma Confraria de Nossa Senhora da Cabeça da Catedral do Rio de Janeiro, edificada em 1910.

Eis o resumo das notas do Manual:
NUESTRA SENORA DA CABEÇA possui uma história maravilhosa, que teve seu início no ano de 1227, nos contrafortes da SERRA MORENA, ANDALUZIA, região espanhola, onde fica situada a cidade de ANDUJAR, a 18 km. do pico denominado CABEÇA. As terras ao lado da montanha eram utilizadas como pasto, sobretudo para criação de carneiros, vigiados por pastores. Gente simples, pobre e religiosa. Dentre eles, JOÃO ALONSO RIVAS, natural de Granada, filho de cristãos cativos e fugitivos da tirania dos mouros, dos Árabes. Durante a fuga, João Rivas perdeu um braço.

João era muito piedoso e muito devoto da Virgem Maria, a quem dedicava suas orações, enquanto apascentava suas ovelhas. Por várias vezes, parecendo vir do alto da montanha, ele ouvia um toque de campainha. Pensava: “deve ser pura imaginação, coisa de um viver solitário, nestas terras altas”.

Numa noite, 12 de agosto de 1227, o pastor João Rivas, ouvindo mais distantemente o som da campainha, seus olhos depararam com um brilhante luzeiro no alto do Monte Cabeça. Ele, sem dúvidas nem medo, partiu em direção ao Célebre pico. Chegando lá, ouviu o toque da campainha saindo da gruta, de onde saíam também, raios luminosos. Entrando na caverna viu, sobre as pedras, uma belíssima Imagem de Nossa Senhora, e a campainha que presa a um galho, ao lado da Virgem, continuava a bater. Voltando ao normal, João dirigiu-se à Mãe de Deus e perguntou: “fostes vós, ó minha Mãe, que pelo vosso influxo me atraístes à Vossa presença, para divulgar os Vossos desígnios? Se assim é, dizei-me o que devo fazer e a Vossa vontade será cumprida”. E uma voz dulcíssima, que parecia vir do céu, falou-lhe assim: “Não temas, servo de Deus. Vai à cidade de Andujar e dizei a quantos encontrares que chegou o tempo de cumprir a vontade de Deus, fazendo construir neste lugar, um templo, onde hão de operar os prodígios em favor dos que acreditarem”. João prometeu à Virgem Mãe de Deus, fazer tudo quanto Ela ordenara. Temendo que os habitantes de Andujar achassem que ele fosse um louco visionário ou impostor, recebeu de Nossa Senhora o SINAL: “Vai cristão venturoso! O testemunho de suas palavras será o teu braço perdido que eu te restituo”. João Rivas viu seu braço direito perfeitamente são. Ao clarear do dia João Rivas, tendo à frente o Vigário e outras autoridades, foram ao Monte Cabeça, lev aram a Imagem em triunfo para Andujar e foi aclamada Padroeira sob a invocação de NOSSA SENHORA DA CABEÇA.

Daí em diante, foram multiplicando-se os milagres operados por Deus, pela intercessão da Padroeira. Dentre os muitos milagres realizados, teve grande repercussão o que se deu em favor de um nobre senhor condenado à morte (cortar a cabeça), o qual fez voto de ir, se a Virgem o salvasse, depositar uma cabeça de cera aos pés da Sagrada Imagem. Além de fazer o milagre pedido, na hora da execução da pena de morte, a multidão em delírio, viu chegar o mensageiro do rei trazendo a graça ao condenado: “ A Virgem o libertou!” O feliz agraciado cumpriu seu voto e é em recordação de tão extraordinário acontecimento que a partir daí , nos Santuários dedicados à Nossa Senhora da Cabeça, a Imagem dela é representada trazendo na mão direita, uma cabeça ( confere: Manual de Nossa Senhora da Cabeça, pág. 10ss. Rio-1910).

No BRASIL, desde 1910, NOSSA SENHORA DA CABEÇA é venerada na Catedral do Rio de Janeiro.

Do Rio de Janeiro, Ela saiu para chegar a Perdizes:

Em 1948, o lojista Sr. Aristonides Afonso do Prado e sua esposa D. Maria Luiza, perdizenses, trouxeram do Rio de Janeiro, esta IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CABEÇA, para nossa cidade de Perdizes, e juntamente com o Vigário, o Revmº. Pe. Henrique Oliver, fizeram a primeira festa em novembro de 1948, distribuindo a Oração da Novena. O motivo de tudo isso foi uma grave doença que padecia o Sr. Aristonides e da qual foi curado, totalmente, em razão da promessa feita a NOSSA SENHORA DA CABEÇA.

Em 1966, assume a direção da Paróquia o Revmº Pe. Calimério Afonso Nunes, que deu continuidade à realização da Festa e procurou incentivar a devoção, vendo nela o melhor caminho de levar os fiéis até Jesus e seu Evangelho. Ele fixou todas as Quartas-feiras, às 19:00, MISSA E NOVENA PERPÉTUA, em favor dos doentes, e Nossa Senhora tem concedido muitas graças de curas de males físicos e espirituais.

O testemunho de todas estas graças se manifesta, nos mais variados objetos (cabeças de cera, fotos, cabelo, etc.), que são depositados no seu altar, e também nas cartas que chegam de todas as partes do Brasil, até onde chega o conhecimento desta devoção.

Hoje, com o objetivo de melhor atender aos devotos e romeiros que visitam a Imagem de Nossa Senhora da Cabeça, durante todo o ano, foram instituídos outros horários, com celebração Eucarística, novena e benção especial para os doentes. Esses horários são: quartas-feiras às 19:00 horas e domingos às 09:00 horas na Igreja Matriz e aos domingos às 17:00 na Construção do Santuário.

SANTUÁRIO DIOCESANO DE NOSSA SENHORA DA CABEÇA

Como nossa Igreja Matriz, se tornou pequena para acolher tantos devotos, sobretudo nas festas ( mais de 20.000 romeiros, na última festa), estamos construindo um Santuário, no Bairro Ferreirinha, na parte mais alta da cidade, em terreno espaçoso, doado pelo SENHOR JOSE AUGUSTO COELHO e sua família. Com a aprovação do Sr. Bispo Dom João Bosco Oliver de Faria e de todo o clero da Diocese de Patos de Minas, foi elaborada planta do Santuário de Nossa Senhora da Cabeça. Uma construção moderna, tendo Igreja espaçosa para acolher cerca de 1000 pessoas assentadas, várias sacristias, sala de Ministros da Eucaristia, espaço para Coral, Capela do Santíssimo, Copa, escritório, sala para confissões, etc. Na parte de baixo possui sala de Milagres, refeitório, banheiros, sala para Catequese, livraria, salão do peregrino, etc. Ampla passarela para visitação à Imagem, com escada contendo degraus conforme os cinco Mistérios do Terço.

Estamos com a ajuda de Deus, de Nossa Senhora e também a cooperação generosa dos milhares de devotos que todos os anos visitam a imagem de Nossa Senhora e aqui deixam sua colaboração, prosseguindo a construção deste Santuário que visa receber e alojar os devotos e romeiros da melhor forma possível.

É graças a você devoto de Nossa Senhora, que o sonho da comunidade de Perdizes de dar a Nossa Senhora da Cabeça, um santuário digno D´Ela, está se realizando. Não deixe de visitá-lo. Continue a colaborar conosco nesta obra e com certeza Maria nossa boa Mãe, estará retribuindo-lhe com copiosas bênçãos de saúde, paz e prosperidade.



ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA CABEÇA

Eis-me aqui prostrado aos vossos pés, / ó Mãe do Céu e Senhora Nossa.

Venho louvar-vos e agradecer-vos / tantos benefícios espirituais e temporais / que Deus, nos tendes alcançado. / Que louvores vos posso dar, ó Mãe bondosa! / Ah! Tende compaixão de mim! Minha alma sofre o remorso de tantas vezes ter ofendido o vosso divino Filho / e sente não possuir as virtudes que mais são agradáveis aos vossos olhos de Mãe. / Dai-me, Senhora, as graças necessárias para eu ser um bom cristão / fiel cumpridor das leis da Igreja, / e constante imitador das vossas incomparáveis virtudes, / iluminai a minha fraca inteligência. / para que compreenda cada vez mais / que a única felicidade na terra é servir a Deus / e trilhar com os santos o caminho do céu. / Fortificai minha vontade / para que eu não me deixe jamais levar por minhas paixões / e pelas tentações do mundo. / Tocai o meu coração / a fim de que deteste sempre o pecado / ame a vida austera e cristã que exigis de vossos devotos. / tende piedade de minhas misérias espirituais / E ó Mãe terníssima, não vos esqueçais também das misérias / que afligem o meu corpo e enchem de amargura a minha vida terrena. / Dai-me saúde e forças, para que possa cumprir todas as minhas obrigações e vencer todas as dificuldades que me opõe o mundo / Não permitais que a minha pobre cabeça seja atormentada por males / que me perturbem a tranqüilidade da vida. / Pelos merecimentos de vosso Divino Filho, Nosso senhor Jesus Cristo, e pelo amor que a Ele consagrais / alcançai-me graça que agora vos peço (cada um pedirá a graça que deseja obter).

Aí tendes, ó Mãe poderosa, a minha súplica humilde. / Se quiserdes, ela será atendida. Ah! Não deixeis de atender-me, ó Rainha do céu e da terra! Por toda parte cantarei louvores à vossa bondade e ao vosso poder, / ó Senhora da Cabeça / até que chegue o dia em que, levado por vós, / eu entre no gozo eterno do céu. Assim seja.

Pela saúde dos doentes:
5 Ave-Marias com a jaculatória:
Nossa Senhora da Cabeça, rogai por nós..

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

História de Oxossi


Oxóssi


No sudeste do Brasil, Oxossi é sincretizado a São Sebastião. Quanto ao sincretismo, a história informa que São Sebastião nasceu em Milão e foi oficial da guarda pretoriana em Roma. Foi cristão convicto e ativo e por esse motivo padeceu também sob o domínio do imperador Diocleciano. Denunciado como cristão, São Sebastião foi levado perante o imperador e confessou publicamente a sua fé em Jesus Cristo. Acusado de traição foi condenado a morte. Amarrado a um tronco teve seu corpo varado por flechas. No dia seguinte constataram que não havia morrido. Levado novamente frente a Diocleciano, reafirmou novamente a sua fé, o imperador mandou então açoitá-lo até a morte. Esse fato ocorreu por volta do ano 284.

Na Umbanda, Oxossi é conhecido como o senhor das matas e da grande maioria dos caboclos. Sua cor é o verde, representando as matas das quais é o senhor absoluto. No Candomblé é conhecido como o “caçador” ou o protetor dos caçadores. Na Umbanda também é conhecido como o caçador, mas não de animais e sim, de almas e de homens, sendo a catequese seu maior objetivo. No aspecto espiritual, se Ogum é conhecido por sua enorme força, ele, porém, é muito agressivo. Oxossi já é conhecido por aliar a força com o bom senso, essas características emanam de Oxossi que se manifesta nos trabalhos de Umbanda, principalmente na manifestação dos caboclos e suas falanges. De Oxossi emana a altivez que encoraja a todos os seguidores da Umbanda, transmitindo grande segurança aos seguidores de nossos cultos.
As matas são para o umbandista os domínios de Oxossi. A função vibratória das matas é afirmar ou dar resistência a trabalhos ou consolidar trabalhos e obrigações.
 
thumb_saosebastiaoOs enviados de Oxossi ao nosso plano físico, são normalmente os caboclos, os índios de diversas nações de nossas matas e guerreiros africanos. Esses enviados são os grandes conhecedores dos grandes segredos (raramente revelados) que fazem curas, afastam influências negativas e protegem os seguidores da Umbanda.

A altivez do caboclo, a sua autoridade, a seriedade, a força, a coragem, a perseverança, o sentido de lutar para vencer, provém diretamente de Oxossi, pois essas são algumas de suas características.
Oxossi como Ogum, é um grande guerreiro, é um grande lutador, destemido, corajoso e sempre pronto para defender os seguidores da Umbanda ou aqueles que sob a sua guarda se colocam.
Nos trabalhos dirigidos unicamente por caboclos, nota-se a força e a altivez que emana de Oxossi. Quem o evoca e sob a sua proteção se coloca, jamais cai, fazendo valer o ditado umbandista:
“Filho de Umbanda (correto) não cai”


Nas obrigações a Oxossi, que devem forçosamente serem realizadas nas matas, podem ser utilizadas flores brancas, como cravos e lírios, velas verdes ou brancas, vinho tinto, água pura e frutas de toda espécie, porém repetimos: Orixás não comem e não bebem, mas se o seu coração pedir, faça, mas não deixe lá a garrafa, proteja a natureza, se acender velas proteja o local para não colocar fogo nas matas.

  • Cor ........................ Verde
  • Domínios ................As matas
  • Atuação ................. A catequese
  • Saudação ...............Oxossi é meu pai ou Okê arô Oxossi
  • Elemento ............... Terra

História São Jorge

São Jorge
São Jorge - O santo guerreiro Dia: 23 de abril História Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade." Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina. A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente. Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate. Lendas: um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. um dia coube a filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge. O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados. Datas Marcantes No século XII, a arte, literatura e religiosa popular representam São Jorge, como soldado das cruzadas com manto e armadura com cruz vermelha, nobre um cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. São Jorge é o cavaleiro da cruz que derrota o dragão do mal, da dominação e exclusão. Desde o século VI, havia peregrinações ao túmulo de São Jorge em Lídia. Esse santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história. Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foram dedicadas numerosas igrejas a São Jorge na Grécia e na Síria. A devoção a São Jorge chegou à Sicília na Itália no século VI. No séc. VII o siciliano Papa Leão II construiu em Roma uma igreja para S. Sebastião e S. Jorge. No séc. VIII, o Papa Zacarias transferiu para essa igreja de Roma a cabeça de S. Jorge. A devoção a São Jorge chegou a Inglaterra no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou na Lídia antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra tornou-se o país que mais se distinguiu no culto ao mártir São Jorge... Em 1340, o rei inglês Eduardo III instituiu a Ordem dos cavaleiros de São Jorge. Foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge, padroeiro da Inglaterra até hoje. Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos. As Cruzadas Medievais tornaram popular no ocidente a devoção a São Jorge, como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da cruz e das ordens de cavalaria, para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo. Seu dia foi colocado no Calendário particular da Igreja, isto é, celebrados nos lugares de sua devoção. O Sr. Cardeal D. Eugenio Sales, assim se pronunciou: "A devoção de São Jorge nos deve levar a Jesus Cristo". Pela palavra do Cardeal Sales sentimos a autenticidade do Culto a São Jorge. A quem ajuda: é a força de Deus na luta dos excluídos e marginalizados da sociedade. Oração a São Jorge Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós. Oração a São Jorge II São Jorge,cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos superiores, colegas, e subordinados; que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; meus inimigos terão os olhos e não me verão, terão boca e não me falarão, terão pés e não me alcançarão, terão mãos e não e não me ofenderão. São Jorge vela por mim e pelos meus, protegendo-me com suas armas. O meu corpo não será preso nem ferido, nem meu sangue derramado; andarei tão livre como andou Jesus Cristo nove meses no ventre da Virgem Maria. Amém. Oração a São Jorge III Ó Deus onipotente,
Que nos protegeis
Pelos méritos e as bênçãos
De São Jorge.
Fazei que este grande mártir,
Com sua couraça,
Sua espada,
E seu escudo,
Que representam a fé,
A esperança,
E a inteligência,
Ilumine os nossos caminhos...
Fortaleça o nosso ânimo...
Nas lutas da vida.
Dê firmeza
À nossa vontade,
Contra as tramas do maligno,
Para que,
Vencendo na terra,
Como São Jorge venceu,
Possamos triunfar no céu
Convosco,
E participar
Das eternas alegrias.
Amém! Medalha de São Jorge Moacyr Luz e Aldir Blanc Fica ao meu lado, São Jorge Guerreiro Com tuas armas, teu perfil obstinado
Me guarda em ti, meu Santo Padroeiro
Me leva ao céu em tua montaria
Numa visita a lua cheia
Que é a medalha da Virgem Maria
Do outro lado, São Jorge Guerreiro
Põe tuas armas na medalha enluarada
Te guardo em mim, meu Santo Padroeiro
A quem recorro em horas de agonia
Tenho a medalha da lua cheia
Você casado com a Virgem Maria
O mar e a noite lembram a Bahia
Orgulho e força, marcas do meu guia
Conto contigo contra os perigos
Contra o quebrando de uma paixão
Deus me perdoe essa intimidade:
Jorge me guarde no coração
Que a malvadeza desse mundo é grande em extensão
E muita vez tem ar de anjo
E garras de dragão

terça-feira, 1 de outubro de 2013

02 de outubro - Dia do Anjo da Guarda

 





Nosso Anjo da Guarda, é pessoal e exclusivo, cuja função é de nos proteger.
Ele nos ampara e nos defende dos perigos.
Esta celebração especialmente dedicada aos Anjos da Guarda começou na Espanha, no final do ano 400, propagando-se por toda a Europa em poucos séculos, o dia 02 de outubro foi fixado em 1670, pelo Papa Clemente X.

História da Umbanda

 

  Escrito por Robson Pinheiro pelo espírito Pai João de Aruanda.
Em uma sessão espírita, quando todos menos esperavam, manifesta-se um espírito com todos os trejeitos de preto-velho. O médium, experiente e educado em sua função, começa a estremecer, falar pausado e num tom que não era habitual. Logo se deu o veredicto do dirigente da reunião:
- É um obsessor!
O preto-velho fala metreiro, devagar e da forma peculiar a espíritos com essa característica. O derradeiro acontecimento se dá quando resolve pedir uma bebida. O dirigente fica fora de si:
- Pai- velho está com sede e só queria seu sangue de Cristo  - como se referia ao vinho.
- Espírito não bebe, meu irmão. Não precisa. Nem água! E bebida alcoólica ainda traz sérios danos ao perispírito e é sinal de atraso espiritual.
O pai-velho, como não tivesse ouvido, insiste:
- A marafa ... Dê a marafa de nego-velho! - Era cachaça que solicitava, para escândalo do dirigente.
Diante da negativa expressa na face e no pensamento  do doutrinador, o espírito resolve pedir seu pito, o cachimbo:
- Então nego-velho quer fumar de todo jeito...
O dirigente, profundo conhecedor da doutrina espírita, procurava doutrinar o obsessor em forma de preto-velho. Estava obstinado:
- Espírito não fuma, meu irmão! Além do mais, o fumo polui as energias espirituais e envenena os fluidos.
O pai-velho insistia, e o dirigente, imbuído do desejo de libertar aquela alma sofredora, lutava procurando doutriná-lo. Em determinado momento, o espírito interpela seu interlocutor:
Me responda uma pergunta, meu filho. É que nego-velho é caduco, sabe? E, além de velho, já está morto há tanto tempo que sua memória falha, de vez em quando.
- Pergunte, meu irmão. Estamos aqui para esclarecê-lo a respeito das leis espirituais – a voz do dirigente soava solene, pois acreditava ter convencido o espírito perturbado.
- Será que tem duas leis, uma para os desencarnados e outra para os encarnados? Ou a lei de Nosso Senhor Jesus Cristo é a mesmo para todos?
- É a mesma, meu irmão. Só há uma lei, que é a lei de Deus – tanto para os encarnados quanto para os desencarnados.
Como se fizesse um esforço meditativo, após uma pausa, o preto-velho sacode o médium e formula nova pergunta ao dirigente:
- Então, meu filho, me esclarece: por que, se a lei de Nosso Senhor é a mesma para todos, encarnados e desencarnados, meu filho diz que preto-velho não pode fumar nem beber e nego  vê um maço de cigarro no bolso do meu filho, que, depois, vai sair por aí tomando a espumosa (cerveja)?
Sem respostas para o espírito, o dirigente fica atônito. Logo após se calar, o espírito transfigura-se e modifica a disposição mediúnica. Era o mentor espiritual da casa:
- Sou eu, meus filhos, que vim para trazer a mensagem de fraternidade e de reflexão. De terça a sexta-feira, atendo em um terreiro de umbanda, onde sou Pai José. E aqui, prossigo trabalhando na seara de Jesus, utilizando outra roupagem.

Amar ao próximo

Deus deixou esse ensinamento para todos, temos que lutar contra o nosso orgulho e ajudarmos aqueles que necessitam, não é ajudar com dinheiro, temos que dar atenção , muitas pessoa precisão de um carinho uma palavra de conforto um abraço sincero que venha do seu coração sem interesse. Deus e amor e caridade.

História de São Cosme e Damião

Os gêmeos árabes Cosme e Damião eram filhos de uma nobre família de cristãos. Nasceram por volta do ano 260 d.C., na região da Arábia e viveram na Ásia Menor, no Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina, profissão a qual se dedicaram após estudarem e diplomarem-se na Síria.

Tornaram-se profissionais muito competentes e dignos, e foram trabalhar como médicos e missionários na Egéia.
 

Amavam a Cristo com todo o fervor de suas almas, e decidiram atrair pessoas ao Senhor através de seu serviço. Por isso, não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam, e por esse motivo eram chamados de "anárgiros", ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro / que não são comprados por dinheiro". A riqueza que almejavam era fazer de sua arte médica também o seu apostolado, para a conversão dos perdidos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais. Seus corações ardiam por ganhar vidas, e nisto se envolveram através da prática da medicina. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Confiando sempre no poder da oração, operaram verdadeiros milagres, pois em Nome de JESUS curaram muitos doentes, vários destes à beira da morte.
 

Também preocupavam-se em curar animais, pois sabiam que “toda a criação aguarda, com ardente expectativa, pela manifestação da glória de Deus em Seus filhos” (Romanos 8.18:19).
 

Manifestaram Autoridade do Alto, pregando o Evangelho com sinais e prodígios. Sua linguagem e sua pregação “não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de Poder” (ICo 2.4). Desta forma, conseguiram plantar a semente da salvação em muitos corações, colhendo inúmeras conversões a JESUS. Cosme e Damião possuíam uma revelação clara do chamado que tinham como ministros do Evangelho, chamado que cumpriam no cotidiano da rotina profissional, ministrando Cristo através de seu trabalho.


Porém, as atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, quando o Imperador romano Diocleciano autorizou a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Diocleciano odiava os cristãos porque eles eram fiéis a Jesus Cristo e não adoravam ídolos e esculturas consideradas sagradas pelo Império Romano.
Por pregarem o cristianismo, Cosme e Damião foram presos, levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, eles responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo, pela força do Seu poder".
 

Eles conheceram os princípios da fé cristã quando ainda eram crianças, e por isso recusaram-se a adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem duramente castigados. Ante o governador Lísias, ousaram declarar que aqueles falsos deuses não tinham poder algum sobre eles, e que só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra. Mantiveram a Palavra do testemunho de Cristo, impressionando a todos por seu Amor e sua entrega a JESUS.
 

Não renunciaram aos princípios de Deus, e sofreram terríveis torturas por isso. Mas mesmo torturados, não abalaram sua convicção e jamais negaram a fé. Em 303, o Imperador decretou que fossem condenados à morte na Egéia. Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com setas, mas eles resistiram às pedradas e flechadas. Os militares foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos. E assim, Cosme e Damião foram martirizados.
 

Cem anos depois disso, iniciou-se uma terrível idolatria ao seus restos mortais e às imagens que foram esculpidas em sua homenagem. Dois séculos após sua morte, por volta do ano 530, o Imperador Justiniano ficou gravemente doente e deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra de Cosme e Damião. A fama dos gêmeos também correu no Ocidente, a partir de Roma, por causa da basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia 26 de setembro e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados, pela igreja católica, nesta data.
 

Os nomes de Cosme e Damião são pronunciados inúmeras vezes, todos os dias, no mundo inteiro. Até hoje, os gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente na Itália, França, Espanha e Portugal. Além disso, são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças. Por isso, na festa dedicada a eles, é costume distribuir balas e doces para as crianças.
 

Aqui no Brasil, a idolatria uniu-se à feitiçaria. A devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana yorubá. Cosme e Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27 de setembro, quando crianças saem aos bandos, pedindo doces e esmolas em nome dos santos.
 

Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé, em relação às representações de Cosme e Damião, é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Na festa da tradições afro, enquanto as crianças se deliciam com a iguaria consagrada, os adultos ficam em volta entoando cânticos (oríns) aos orixás.
 
Triste é ver a total profanação dos Princípios Eternos pelos quais os gêmeos árabes morreram. Nunca Cosme de Damião deram-se aos ídolos e jamais praticaram magia ou ocultismo, embora tenham sido acusados de fazê-lo. Mas o pecado do homem e a maldade de Satanás, que distorce os padrões do SENHOR, fazem com que o engano se propague por gerações, através dos séculos, tornando o mal uma tradição cultural. Eles foram cristãos fiéis até o fim amaram o SENHOR sem medida e sem restrições manifestaram JESUS em suas vidas diárias e assim, ganharam inúmeras almas ao SENHOR, através do Amor e da Pregação.