Deus é Amor

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Cabana da Esperança

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Orixá e a briga pela coroa

Orixá e a briga pela coroa

ORI2
Texto de Pai Antonio das Almas Canalizado por Géro Maita

Pergunta: Pai Antonio o senhor poderia nos explicar por que ainda hoje encontramos informações de que Orixás brigam pela coroa de alguns médiuns quando nos referimos a ancestralidade dentro da Umbanda?
Pai Antonio: Meus filhos, meu sarava na força de Olorum, O pai da Criação. Ao falarmos a respeito de ancestralidade na Umbanda, encontramos nos dias de hoje meu filho um grande número de filhos e filhas primeiro deixando se levarem pela afinidade que possuem com alguns Orixás elegendo-os como seus guias de coroa e de outro lado encontramos aproveitadores que se utilizam de métodos adivinhatórios ultrapassados e sem fundamento para ganharem dinheiro as custas do sagrado. Abordando a questão filhos de afinidade vibratória, convém salientarmos que precisa muito mais do que isso para definir a ancestralidade de um Orixá que era identificado no ato em que uma nova vida chegava ao mundo e seguindo a tradição Yorubá este filho já era preparado desde a sua infância para assumir as responsabilidades que Ifá o oráculo ditava. Bem, não estamos mais na África e os tempos são outros e tomando a época em que vivemos podemos dizer que um Orixá ancestral acompanha o ritmo de “ciclos energéticos” que compõem a formação e manutenção de nosso planeta. A Terra desde antes da Gênese bíblica passa por inúmeras transformações, hora ligada aos reinos naturais, hora ligadas ao ser vivente e toda raça vivente no planeta. Bem o sabemos filho que tudo tem um por que na criação e isso não seria diferente com Orixá. Orixás antes dos arquétipos africanos criados pela interpretação do homem, nada mais são do que qualidade de Deus ligadas as possibilidades evolutivas do ser. Quando mencionamos o termo ORIXÁ DE COROA, podemos hoje entender que se trata da irradiação divina que estava mais ativa no plano vivente do planeta sempre em formação e que com base no fluído cósmico auxiliava a dar forma e vida a cada criatura que aqui habitava, dentro do que conhecemos como sopro divino. No primeiro instante de nossas vidas não tomamos como base esta regra de somente ocorrer este fato na terra, pois não sabemos filhos se nossa primeira encarnação realmente ocorreu neste orbe, então é neste exato momento, onde se unem todas as forças e sabedoria divina para criar o ser que entra uma radiação específica e a mesma esta associada a um ciclo da qualidade divina. Orixá ancestral, ou de cabeça como meus filhos queiram chama-lo seria a qualidade divina que nos das condições de buscarmos a cada encarnação nosso evolução, não se troca, não muda, pois é uma irradiação constante mesmo nos períodos de morte em nossa vida. Acreditar que pessoas despreparadas possam ditar um desequilíbrio na criação divina informando que este ou aquele Orixá briga pela cabeça de um filho, ao invés de estudar um pouco mais sobre obsessões e auto obsessões realmente filhos é algo sem fundamento doutrinário dentro da Umbanda. Meus filhos me permitam fazer uma breve colocação: • Será que somos filhos somente de um Orixá? • Quem realmente encarnado esta preparado para fazer a leitura de Ori, ou identificar qual a regência da coroa de um médium, sabendo que ainda meus filhos estão em estágio de evolução? • Será que não somos filhos de todos os Orixás? • Será que Deus teria qualidade que não seriam tão importantes assim, por que através deste raciocínio compreenderíamos o por que de uma filiação mais importante do que outra dentro da estrutura dos Orixás na criação? Meus filhos os tempos são outros, é hora de compreendermos que o coração esta abaixo da cabeça para que o ser humano possa refletir antes de agir. A Umbanda tem suas plataformas energéticas, porém devemos hoje nos preocupar com o todo e não somente com uma única causa, ou um único processo de vida. É hora de louvarmos os Orixás, não somente nos terreiros, mas em todos os atos de nossas vidas, pois Orixá em movimentação é DEUS ativo em nosso caminho, pensamentos e atitudes. A Umbanda só cresce quando a espiritualização estiver solidificada dentro de seu culto. E lembrem-se filhos, existe uma grande diferença entre: RELIGIOSIDADE: onde encontramos Orixá fora de nós, ou a nossa volta. ESPIRITUALIZAÇÃO: Onde encontramos Orixá se manifestando dentro de cada um de nós.
Espiritualizando, impedimos que a ofensa e todos os males do espírito se manifestem em nós, pois estamos ligados vinte e quatro horas por dias com Deus e suas luzes vivas e divinas, os sagrados pais e mães Orixás.
Pai Antonio das Almas.
 

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