Deus é Amor

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Cabana da Esperança

domingo, 7 de setembro de 2014

Ramatís: Desdobramento nas Zonas de Vampirização do Astral Inferior

Ramatís: Desdobramento nas Zonas de Vampirização do Astral Inferior


Um relato muito interessante sobre desdobramento consciente está no livro “Jardim dos Orixás” do médium Norberto Peixoto e vem bem a calhar nessa época do carnaval, pois explica em pormenores como funciona um dos muitos centros de vampirização dos encarnados localizados no umbral. Esse relato está no capítulo 3 desta obra, intitulado “Correntes astrais coletivas de pensamentos parasitas”. Eis o relato de alguns parágrafos dessa experiência projetiva:


"Existe um preto velho, de nome Pai Quirino, que nos assiste regularmente e que raramente se manifesta através da mecânica de incorporação nos terreiros, e por esse motivo é pouco conhecido da maioria dos umbandistas. Contudo, trabalha arduamente no Plano Astral, sob a égide da Umbanda, como auxiliar extrafísico de muitos médiuns, sendo "especialista" em incursões nas organizações das regiões umbralinas, onde atua como um tipo de guia "turístico"para grupos de medianeiros em visitação de estudo.

Na sua penúltima estada terrena, Pai Quirino, tendo sido um evangelizador franciscano atuante nos pobres vilarejos cariocas na época efervescente após o fim da escravidão, muito auxiliou os negros doentes e maltrapilhos que deram início ao que resultou no cinturão de favelas que cercam a capital carioca. Tendo fortes vínculos com esse bloco cármico de espíritos desde épocas que remontam à escravidão do Império Romano, quando foi implacável e culto senador escravocrata, em sua última encarnação, no século passado, veio como negro na cidade do Rio de Janeiro. Tendo nascido e crescido no berço do samba, da mais pura boemia e malandragem carioca dos arcos da velha Lapa, desde criança mostrou-se um pacificador, incapaz de esmagar uma mosca, e de grande inteligência.

 Quando adulto, foi conhecido e perspicaz compositor, escrevendo várias marchas carnavalescas. Através de um padre da comunidade que realizava missas regulares na favela em que morava, teve contato com alto dirigente da Secretaria de Segurança do Estado do Rio, tendo sido recrutado para ser "olheiro" - informante do serviço secreto do comando policial que combatia o tráfico e a prostituição.

Entre composições e saraus musicais na Escola de Samba do morro, completamente inserido na comunidade, ajudou a desarticular várias quadrilhas de traficantes e cáftens em todo o ex-Estado da Guanabara, comandadas por antigos generais e senadores romanos, encarnados numa minoria étnica e social excluída do progresso no Brasil contemporâneo.

Esse preto velho, Pai Quirino, apresenta-se a nossa clarividência vestido todo de branco, tendo entre 60-70 anos, com um brilhante colete amarelo-dourado sobre uma camisa de alva seda reluzente. Muito sorridente, simpaticíssimo, de aguda inteligência, bem-falante, versátil comunicador, aproximadamente 1,70 m. de altura, magro, de barba branca bem aparada e calvo. Quando se aproxima de nós, caminha num gingado matreiro, como se fosse um porta-bandeira à frente de uma escola de samba, e nos fala ao ouvido pausadamente: "Vamos, vamos, irmãozinho velho, sai do corpo, te mexe, Pai Quirino chegou para te levar a passear nos morros da verdadeira vida", e dá uma sonora e gostosa gargalhada.

Na noite passada nos vimos conduzido por esse arguto Auxiliar a um sítio do Umbral muito semelhante, em sua geografia astralina, às montanhas da Serra do Mar. Era um vale de um verde escuro, abafado, parecendo floresta tropical de um odor sulfuroso que de início nos fez arder um pouco o nariz, mas não a ponto de nos transtornar. Mostrou-nos várias construções para os visitantes encarnados desdobrados durante o sono físico se deleitarem nos prazeres sensórios. Entre salões de jogos, refinados bares musicais com todo tipo de alcoólicos e entorpecentes, restaurantes com as mais finas iguarias que podemos conceber, boates e ruas de diversificado meretrício, surpreenderam-nos as majestosas construções hoteleiras desta estação de  prazer umbralino.

O amigo, imediatamente "lendo" nossos pensamentos, levou-nos para conversar com um "gerente" de um desses hotéis. Com muita simpatia, fomos informados que de momento não havia quartos disponíveis, e que para os cômodos mais simples havia uma fila de espera de uma hora aproximadamente.

Perguntei o motivo de tanta procura e o "gerente" nos informou que aquele horário da noite era o pico do movimento nessa cidadela, colônia de todos os prazeres carnais para satisfazer os encarnados. Se aguardássemos um pouco, mais próximo do amanhecer, muitos visitantes já teriam despertado no corpo físico, diminuindo a ocupação dos quartos.

Diante da minha falta de entendimento do porquê dos hotéis e quartos, o gerente, muito amistoso pelo fato de estarmos acompanhados de Pai Quirino, nos informou, rindo maliciosamente, que os visitantes se hospedavam, iam jogar e beber nos cassinos e boates, depois voltavam acompanhados de belas e sensuais mulheres para terminarem o turismo noturno nas majestosas dependências dos confortáveis hotéis. Continuamos nosso "tour". Minha estupefação apenas tinha começado. Pai Quirino nos mostrou os outros hotéis e visitantes daquela estância "paradisíaca" do umbral inferior. Para nossa completa surpresa, e pela limpidez clarividente que esse amigo nos proporcionou, enxergamos enormes grupos de agitados padres, monges, freis, internos e ascetas em geral, do Catolicismo e outras religiões da Terra, projetados em seus corpos astrais, entregues a ansiedade alvoroçada diante da iminência de se locupletarem nos prazeres terrenos. Pai Quirino nos disse: "O espírito não suporta um bloqueio abrupto de suas disposições mais íntimas...".




Na sua simpatia, elegância e matreira espontaneidade, continuou o comentário: "Muitos religiosos são beatos para os crentes da Terra, mas durante o desprendimento natural provocado pelo sono físico se mostram legítimos obsessores das operárias do sexo. Sendo elas mulheres sensuais e libidinosas do astral inferior, endurecidas pelos .sofrimentos e maus-tratos, na sua maioria são extremamente sinceras e fiéis aos seus ideais, embora tortuosos. Ao contrário da hipocrisia e dissimulação costumeira dos que as procuram para satisfazer seus desejos represados por compromissos religiosos na carne, de que no universo astral ficam desobrigados, como se estivessem em sonho prazeroso que ansiarão repetir novamente."

Continuando nossa visitação, nos encontrávamos curiosos sobre o motivo de tanta simpatia e bom trato dos habitantes do complexo hoteleiro de diversão e deleite mundano para com os encarnados, e como as construções eram mantidas, limpas e confortantes. Pai Quirino nos esclareceu: "As energias densas liberadas pelos prazeres intensos dos encarnados são o verdadeiro alvo de todas estas construções, na verdade um bem arquitetado centro vampirizador de fluidos. Como bem tratadas vacas leiteiras ordenhadas em tantos litros diários de leite para o desjejum dos hóspedes de uma pousada rural, os visitantes ébrios de êxtase sensório são sugados o bastante para não ficarem completamente exauridos. O planejamento psicológico, sub-reptício, dos arquitetos das Sombras, se fundamenta em criar dependência psíquica das fracas personalidades encarnadas, que represadas por vários motivos em suas satisfações animalescas na carne, encontram nestes antros os mais sórdidos recursos para se entregarem selvagemente. Quanto mais isso ocorre, mais se fortalece a organização trevosa, pelos intensos laços vibratórios que recrudescem na simbiose entre os habitantes encarnados da crosta e a coletividade que vive do vampirismo nas baixas zonas umbralinas, satisfazendo-se mutuamente".

Exímio conhecedor das maldades e técnicas dos magos negros, todo o tempo em que estivemos desdobrados com esse espírito nos amparando, seguiu-nos uma legião de agentes mágicos, de Exus Brasa. Quando estávamos retornando para o corpo físico, verificamos que iam deixando, pela manipulação do nosso ectoplasma, como se fôssemos uma bateria ou um tanque de combustível, um lençol de pedras graníticas incandescentes na trilha astral que estávamos seguindo. Explicou-nos Pai Quirino: "Isso é para a sua segurança mediúnica: como se trata de localidade muito densa, quase que materializada, os espíritos que ali habitam não conseguem volitar; andam como se estivessem presos ao solo pela força gravitacional, retidos nas escarpas montanhosas da região florestal visitada. Por esse motivo os Exus da nossa amada Umbanda deixam na estrada que seguimos a manta incandescente de brasas, para que não nos sigam e localizem o seu endereço no plano físico para futuros assédios e revides."



Essas informações trazidas na obra do caboclo atlante nos dão uma idéia do que ocorre nessa época do carnaval, em proporções ainda maiores do que nos demais dias do ano. É realmente um texto para amplas reflexões, sobretudo com relação ao importante papel que os guardiões desempenham, combatendo sempre na medida do que é possível ser feito, esses grandes processos de vampirização e alienação coletiva. Como resumo dessa experiência, o próprio Ramatís sintetiza a questão dessas obsessões logo na primeira pergunta do capítulo 3 do “Jardim dos Orixás”, esclarecimentos que não precisam de qualquer complemento:



  “As formas-pensamentos construídas pela população encarnada e que sustentam as correntes mentais do plano astral inferior são espontâneas, desconexas, indisciplinadas e densas. Atraem-se por similaridade de freqüência vibratória que as enfeixam numa mesma onda. Chegam ao ponto de adquirir vida própria, pela intensidade e amplitude gigantesca que atingem quando a coletividade encarnada de vossas metrópoles da crosta adormece embalada por interesses comuns de sexo, gula, dinheiro, vaidade e satisfações materialistas variadas. Atraem para o seu fluxo magnético, como se fosse correnteza de um rio tempestuoso que arrasta as toras de madeira, levas de semi-adormecidos anestesiados que se locupletarão no sensório em localidades do Umbral inferior que com eles sintonizam. Muitos são"puxados"para os castelos medievais de prazer mantidos por organizações trevosas feudais que têm suas contrapartidas físicas nas casas noturnas, enfumaçadas boates e bares terrenos. Como se fossem bovinos em fileira adentrando o matadouro, aguardam o momento de serem "sacrificados" pelos capatazes - vassalos dos magos negros perdidos no passado.

Hipnotizados em espécie de transe, qual pássaro que não reage diante da serpente, são sugados em sua vitalidade que está potencializada pelo êxtase coletivo semiconsciente que alcançam nesses cenários lúgubres e concupiscentes. No entanto, como a sintonia se dá inicialmente pelo pensamento, que se manterá na densidade e "peso" específico do corpo astral, em faixa vibratória semelhante, podeis ir mudando gradativamente vossa casa mental, elevando vossa consciência e alterando vossos hábitos comportamentais, e conseqüentemente sutilizando vosso veículo astral. A elevação não significa mudança de lugar no espaço como entendeis, mas transferência do foco de consciência, das coisas ligadas ao sensório do ego inferior, para as concepções espirituais dentro das leis de causalidade cósmica, que equilibram e harmonizam. É como se fôsseis vos tomando refratários às vibrações de uma ordem de baixos fenômenos ocultos que vos cercam, sintonizando as de categoria mais elevada.

É necessário que essa reforma se concretize em vosso universo íntimo, para explorardes com segurança o imponderável ao plano físico, mas que vos cerca como se fosse unha à carne.”


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O QUE É SER MÉDIUM?





O QUE É SER MÉDIUM?Por Renê Castro
rene.affonso@gmail.com

Ser médium é... ter um dia daqueles e ainda ter força para vestir branco e trabalhar;
escutar um conselho dirigido a uma pessoa, mas entender que ele também é pra você;
é saber pisar devagar para não se machucar.
Ser médium é se aventurar em matas, praças e cemitérios para realizar tarefas pouco usuais;
entender que é apenas um instrumento da fé de quem o procura;
dormir na esteira no inverno para louvar Orixá;
ser confundido com um médico só por estar todo de branco.
Ser médium é ver coisas que até Deus duvida.
É carregar guias e mais guias no pescoço...
... e entender que elas não te fazem melhor ou pior.
É superar as pegadinhas do universo e chegar ao centro no horário combinado;
explicar, de uma vez por todas, que macumba é um instrumento musical;
dar conselhos inimagináveis a um amigo sem perceber;
entrar e sair imediatamente de um lugar suspeito, mesmo sem ter explicação;
é acordar de madrugada para fazer anotações sobre sonhos.

Ser médium é ter de esquecer os problemas pessoais na marra pra poder auxiliar quem tem complicações ainda maiores, por mais improvável que isso possa parecer.
É entender que todo dia é um recomeço...
É silenciar e escutar uma voz que, de longe, insiste em dizer: ?vai dar tudo certo. Estou com você?. Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada - 169. Todas as edições deste Jornal podem ser vistas em PDF no site www.colegiopenabranaca.com.br

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Leão de Judah




Cristo, senhor das terras sagradas!
Amor e Fé em um mistério uno!
Creio em Ti não pelo que me dizem ou leio, creio em Ti pelo que sinto em meu coração!
Exemplo de força e coragem!
Exemplo de vida e amor!
Tu és o Pai daqueles que queiram realmente ser um leão em suas vidas.
E este leão que tu és, marca nossas almas de esperanças e certezas de que no fim de tudo, há sempre um recomeço.
Não lhe farei orações enlatadas pois Tu és a natureza do mais Sagrado.
Não prantearei minhas dores a Ti pois Tu és o exemplo de transmutação de trevas em Luz e de pranto em eterno sorriso e de dor em cura eterna.
Não me declino aos que dizem que apenas se eu me tornar uma ovelha, seguirei ao senhor pois, tenho o senhor em mim e sendo o senhor o Leão de Judah, também assim sou eu!
Jesus o Cristo, a casa de nosso Pai tem várias moradas!
Que meu coração seja sua morada eterna e que vosso trono de fé e de amor possa ser a luz de meu caminho!
Por Marcel Oliveira.
Fonte: http://www.templomaedivina.com.br/o-leao-de-judah/#prettyPhoto

domingo, 29 de junho de 2014

História de um companheiro espiritual.

Pai Bino de Aruanda

Um tempo antigo muito trabalhado nos conaviais  para ter seus alimento.
Em Minas fui criado para os trabalhos na terra das plantações de cana de açúcar e as frutas da terra.
Ate que um clariar de um Sol muito brilhante que veio aparecer um ser iluminado em minha direção para falar dos proposito de Deus.
Que não desistisse das plantações do meu interior, para que quando passasse pra a vida eterna teria um proposito para ajudar aqueles que necessitam de ajuda.
Então não desista e lute sempre contra a preguiça das plantações por que faz parte da sua criação, o seu esforço não está sendo em vão meu irmão carnal.
Esse foi o meu caminho e minha força sempre em Deus.
Então as pessoas possam está em dificuldade, mais e preciso passar por essas dificuldades para melhorarem,
tudo tem o seu significado então lutem para vencer todas as dificuldades, o proposito e muito bom para todas as pessoas dessa terra lutem ate o fim.
Graças a Deus a Virgem Maria.

Pai Bino de Minas.

Médium Fábio Rodrigues do Nascimento do Centro Espirita Ogum Sete Espadas.

Umbanda é Paz, Amor e Fraternidade


Muitos umbandistas levam esta frase como bandeira em seus trabalhos e templos de Umbanda. Mas será que realmente praticam esta tríade sagrada da Umbanda?
Ameaças entre sacerdotes, demandas, magias negativas, ofensas e brigas se tornaram constante entre as vertentes de Umbanda e seus afilhados...
Como que uma guerra velada pela suprema verdade da Umbanda, ainda vemos muitas discuções de egos e brigas infundadas sobre quem tem a maior verdade em nossa religião.
Quando fundei do Templo de Umbanda Mãe Divina, minha maior bandeira e filosofia foi a união das vertentes através da irmandade, fraternidade e respeito. Hoje colho muitos frutos doces e tenho o prazer de poder entrar e trabalhar como irmão de fé em muitos templos cujas vertentes e filosofias são distintas uns dos outros mas todos praticam Umbanda!
Graças a Deus, no Templo Mãe Divina visitam muitos dirigentes de muitas vertentes e todos nos respeitam e se sentem em casa exatamente por seguirmos esta filosofia que nos liberta de fanatismos e guerras de ego entre pessoas que ainda não entenderam que Umbanda é uma só religião e que não importa o caminho, o fim é o mesmo que é Pai Olorum e todos os nossos amados Orixás.
Sr. Zé Pelintra como meu Pai maior um dia me ensinou:
“Sabe porque trabalho na esquerda e na direita e sou amigo de todos?”
“Porque sou o que sou em todos os lugares onde piso!, sou amor, trabalho e respeito. Por isso não existem casas fechadas para mim e por isso tenho amigos verdadeiros em todos os lugares!”
Estes ensinamentos de Sr. Zé entraram em minha alma e abriram minha mente e minha consciência de uma forma tão profunda que hoje vejo Umbanda como um Todo e respeito, admiro e amo a todos que trabalham assim como eu, para a caridade, o amor e a fraternidade.
No início muitas pessoas acharam que eu estava encima do muro, que eu era político, que não tinha uma verdade real dentro de mim...
Hoje, mostro através de meu trabalho que sou verdadeiro em minhas convicções e que muitos que me criticaram antes, hoje dizem a mesma filosofia como se seguissem este padrão de pensamento a anos.
Sou novo, sou pequeno, mas minha vontade de unir a Umbanda é muito maior que eu e vou seguir em frente porque já vejo os frutos desta união em muitos lugares.
Para mim não existem limites na Umbanda, eu amo a Umbanda e sou filho de todos os terreiros que praticam nossa religião com ética, amor e trabalho mesmo sendo sacerdote e dirigente do Templo de Umbanda Mãe Divina!
E assim vou seguindo, amando a Umbanda como um todo e saindo do meu casulo para amar a todos por igual sem receio ou medo de retaliações!
Axé a todos os irmão e irmãs de Umbanda!
Salve a Umbanda Sagrada, cruzada, branca, vermelha, omolocô, Umbandaime, Popular, Umbandomblé, trançada, esotérica, exotérica, Umbanda de Jurema, angola...
Salve a Umbanda de todos nós!!!

por Marcel Oliveira

Fonte :  http://www.templomaedivina.com.br/umbanda-e-paz-amor-e-fraternidade/

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mística de Umbanda


Entendo que a Umbanda já é mística por natureza, por isso não usaria o termo “Umbanda Mística” e sim “Mística de Umbanda”, o que são apenas algumas considerações sobre a mística na Religião de Umbanda. A maioria das religiões têm uma vertente mística (Mística Sufi para o Islã, Mística Cabalá para Judaísmo, Mística Cristã para Catolicismo, Mística Vedanta para o Hinduismo, Mística Zen para o Budismo e etc.), outras são místicas por natureza como o Taoísmo, na Umbanda tanto a Mística quanto a Magia caminham lado a lado com a liturgia e o ritual, onde cada um dos adeptos alcança maior ou menor grau em sua prática.
O Místico é aquele que busca a união com o Todo, aquele que busca integrar-se ao Todo, aquele que abre mão de si mesmo para que o Todo se manifeste, na experiência mística. E assim também pode ser entendido por exemplo a mística da incorporação onde abrimos mão de nós mesmos para que uma outra consciência se manifeste. No caso da incorporação de Orixá abrimos mão de ser a parte para nos integrarmos a um mistério maior totalmente integrado ao Todo.
Compartilhar sentimentos, virtudes e qualidades com aqueles que já alcançaram uma realidade maior é no mínimo experimentar “O Vinho do Místico”, experimentar a sagrada loucura de viver o que pode ser sentido, mas pouco pode ser explicado.
Assim como podemos descrever uma cachoeira fisicamente e nossas sensações diante de tal esplendor, no entanto nos faltam palavras para uma real explicação das sensações. Só quem esteve em uma cachoeira pode entender o que é sentido diante da mesma, mesmo porque cada um sente diferente assim como cachoeiras também são diferentes. Há, inclusive, pessoas capazes de ir a uma cachoeira e ver apenas os mosquitos, lhe incomodando, a água fria que desencoraja o mergulhar ou o frio da mesma brisa, que para outros, é a voz do canto e encanto de Oxum.
Mística é sentir que nós, Oxum, a cachoeira e Deus somos apenas UM, místico é o que deixando a BANDA de lado se une no UM da UMBANDA, o UM que é o TODO o UM que é TUDO.
Místico é aquele que ama a Deus e aos Orixás com o AMOR dos apaixonados, um amor que não se explica, um amor que está além das palavras, um amor que cala a alma, como a “Voz do Silêncio” de Blavatsk.
Aurélio Buarque de Holanda dá 5 definições para místico e eu fico apenas com a quinta que melhor traduz a essência deste texto:
“5. Aquele que, mediante a contemplação espiritual, procura atingir o estado estático de união direta com a divindade.”
Jostein Gaarder, Victor Hellern e Henry Notaker, no “O Livro das Religiões”, definem:
“A experiência mística pode ser caracterizada, resumidamente, como uma sensação direta de ser um só com Deus ou com o espírito do universo. Apesar de a oração e o sacrifício implicarem uma grande distância entre Deus e o homem – ou entre Deus e o Mundo -, o místico tenta transpor este abismo. Em outras palavras: o místico não sente a existência desse abismo. Ele é ‘absorvido’ em Deus, ‘se perde’ em Deus, ou ‘desaparece’ em Deus…(Um místico indiano disse certa vez: ‘ quando eu existia, não existia Deus – agora Deus existe, e eu não existo mais’. Ele ‘se perdeu’ em Deus).”
Segundo Faustino Teixeira, no livro “No Limiar do Mistério: Mística e Religião”:
“Na raiz grega do termo ‘mística’ (mystikós) encontra-se o verbo myein , que significa ‘fechar os lábios e os olhos’. O místico é alguém familiarizado com a visão interior, que ultrapassa a consciência ordinária, ele vive a radicalidade da presença de algo absolutamente novo e gratuito; vive uma experiência que toca a dimensão profunda e escondida da realidade.”
A relação do místico com Deus está além da servidão, do medo ou da obrigação, o místico é um encantado pelo Amor Divino. Para ele ou ela, qualquer que seja a sua religião, a mesma se tornará única e exclusivamente a Religião do Amor, como dizia o Místico Sufi Rumi, criador da ordem dos dervixes dançantes ou girantes.
No entanto a mística se fundamenta em prática e não somente em teorias, o próprio Rumi costumava dizer:
“Se esse conhecimento pudesse ser obtido simplesmente pelo que dizem outros homens, não seria necessário entregar-se a tanto trabalho e esforço, e ninguém se sacrificaria tanto nessa busca. Alguém vai a beira do mar e só vê água salgada, tubarões e peixes. Ele diz: ‘Onde está essa pérola de que falam?
Talvez não haja pérola alguma’. Como seria possível obter pérola simplesmente olhando o mar? Mesmo que tivesse de esvaziar o mar cem mil vezes com uma taça, a pérola jamais seria encontrada. É preciso mergulhar para encontrá-la.”
Todo Místico terá um olhar diferenciado para a religião, Dionísio o Areopagita, deixou escrito um dos mais célebres textos da Mística Cristã, onde coloca a sua oração à Deus desta forma:
“Ó vós, trindade além do ser, conduzi-nos à altura da revelação mística, sublime além de todo pensamento e luz; onde os mistérios simples, absolutos e imutáveis da divina verdade estão escondidos, na translúcida escuridão daquele silêncio que se revela em segredo. Pois esta escuridão, embora da mais profunda obscuridade, é, contudo, radiantemente clara e, embora além do toque e da visão, ela transborda nossas mentes invisíveis com esplendores de transcendente beleza. Esta é minha oração. Quanto a ti, amado Timóteo, empenhando -te sinceramente na contemplação mística, abandona os sentidos, os trabalhos do intelecto, e tudo o que possa ser sentido e sabido, e tudo o que não é e é. Pois, desse modo, tu podes alcançar ignorando, até o ponto que é possível, a unidade daquele que está além de todo ser e conhecimento.”
E sobre este texto, no livro “Teologia Mística”, Osho, também um Místico, Filósofo, Poeta e Teólogo Hindú comenta:
“Dionísio é um dos maiores budas de todos os tempos. E quando acontece de um erudito oriental, por acaso, por acaso absoluto, encontrar-se com uma pessoa como Dionísio ele começa a pensar que este deve ter ‘tomado emprestado’ do Oriente. Esta parece ser uma presunção tácita: que o oriente tem algum monopólio sobre o espiritualismo. Ninguém tem nenhum monopólio. Oriente e Ocidente não podem fazer qualquer diferença no crescimento espiritual do homem. Jesus pôde tornar-se um buda em Jerusalém, Lao Tzu pôde tornar-se um buda na China; Dionísio pôde tornar-se um buda em Atenas. Não há nenhuma necessidade de se tomat nada emprestado de ninguém.”
Seguindo a linha de raciocínio e pensamento de Osho, também temos a oportunidade de nos tornarmos um Buda na Umbanda. Alcançarmos a iluminação em qualquer lugar que seja, termos a experiência mística.
E lendo estas linhas podemos ver muito de Umbanda em cada uma delas no entanto é certo que cada um se relaciona de forma diferente com Deus e os Orixás e Guias da Umbanda. Que estas linhas venham ao encontro dos corações que têm na Umbanda a sua Religião do Amor e em Deus a manifestação deste Amor através dos Orixás e Guias. “Chamar Deus de Mãe é um ideal mais elevado do que chamá-lO de Pai e chamá-lO de amigo é ainda mais elevado, mas o mais elevado é chamá-lO como amado.”

√ POR ALEXANDRE CUMINO
Fonte : http://umbandista.com.br/mistica-de-umbanda/

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A Umbanda pratica o Jesus consolador



A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Fonte: http://espiritualidadeeumbanda.blogspot.com.br/

Concentração e Incorporação



(Acredito que a concentração é o ponto chave para uma boa incorporação)

Uma das dificuldades dos integrantes das reuniões mediúnicas diz respeito à concentração.

A capacidade de controlar, direcionar e manter o pensamento dentro das finalidades da reunião é, para a maioria, um esforço muito grande e que nem sempre dá bons resultados. Não raro os pensamentos se dispersam, fixam-se em fatos do dia-a-dia e acabam por tornar alguns sonolentos, enquanto outros estão distraídos e longe dos objetivos propostos para um trabalho sério. Alguns poucos, então, conseguem uma boa concentração e estes sustentarão os trabalhos programados, porém, como é óbvio, sem alcançar melhor produtividade devido aos bloqueios vibratórios existentes no ambiente.

A nossa cultura ocidental não dá ênfase à necessidade do controle mental, pois é fundamentada em uma mentalidade racional, extremamente prática, extrovertida e imediatista valorizando a horizontalidade da vida terrestre, exatamente oposta ao Oriente, cuja mentalidade se estrutura de forma intuitiva, mística e introvertida e que realça a essência espiritual do ser humano, incentivando a busca da verticalidade.

Nos últimos tempos tem-se notado um sensível aumento no interesse por algumas práticas orientais, ressaltando-se a meditação, cujos benefícios estão sendo procurados pelos ocidentais, que despertaram para a necessidade de uma busca interior, ou seja, o autoconhecimento.

A concentração que é praticada nas reuniões mediúnicas, evidentemente, tem conotações próprias e não deve ser tomada aqui como as realizadas nas práticas orientais, embora os aspectos semelhantes nas suas bases, quais sejam a disciplina mental, o controle e equilíbrio dos pensamentos. Exatamente por terem estes mesmos fundamentos é que citaremos algumas definições de autores do Oriente, visto que a sabedoria oriental é multimilenar e pode beneficiar-nos sobremaneira através desses pontos comuns.

Concentração - Conceito: Concentrar, segundo o dicionário Aurélio, significa "fazer convergir para um centro ou para um mesmo ponto. Aplicar a atenção a algum assunto".

Um autor oriental, Mouni Sadhu, esclarece que o poder de concentração consiste na "habilidade para manter inabalavelmente sua percepção sobre um tema escolhido, pelo tempo que você decidir continuar com ele" (Do livro "Meditação").

É exatamente essa capacidade de concentrar nos objetivos da reunião mediúnica que irá favorecer a realização dos trabalhos.

Leon Denis, em sua magistral obra "No Invisível", alerta:

"Conforme o seu estado psíquico,os assistentes favorecem ou embaraçam a ação dos Espíritos"

                    
Dificuldades de Concentração

Deixamos a palavra com Leon Denis, que assinala o motivo principal da dificuldade de concentrar:

"Na maior parte dos homens os
pensamentos flutuam sem cessar.
Sua mobilidade constante e sua
variedade infinita pequeno acesso
oferecem às influências superiores.
É preciso saber concentrar-se, pôr
o pensamento acorde com o
pensamento divino.(...)"
("O Problema do Ser, do Destino e da Dor", cap. XX)

A reunião mediúnica apresenta ainda outras conotações que são peculiares ao tipo de atividade que ali se desenvolve.

Assim, a dificuldade de concentrar-se nos objetivos elevados que o exercício da mediunidade requer é resultado da pouca prática que a maioria das pessoas têm de fixarem seus pensamentos em assuntos edificantes, em ideais e idéias nobres durante o seu dia-a-dia. Estão com a mente sempre ocupada pelos problemas e questões do cotidiano, por coisas supérfluas e interesses imediatistas, pelo noticiário e programa da TV, por literatura e músicas teor inferior, por conversações extremamente banais e irresponsáveis, e não conseguem esvaziá-la desses assuntos para dar campo às influências benéficas dos Espíritos Superiores, dos Mentores que assessoram os trabalhos.

Ensina Leon Denis:

"As preocupações de ordem material criam correntes
vibratórias horizontais, que põem obstáculo às radiações
etéreas e restringem nossas percepções. Ao contrário,
a meditação, a contemplação e o esforço constante
para o bem e o belo formam correntes ascensionais,
que estabelecem as relações com os planos superiores
e facilitam a penetração em nós deo eflúvios divinos ".

A Importância da Concentração Mediúnica

"Nesse sentido, consideremos a concentração mental de modo diverso dos que a comparam a interruptor, de fácil manejo que, acionado, oferece passagem à energia comunicante, sem mais cuidados... A concentração, por isso mesmo, deve ser um estado habitual da mente em Cristo e não uma situação passageira junto ao Cristo".

Nossos pensamentos têm determinado teor vibratório, de acordo com os sentimentos que os tipificam.

É imprescindível compreendermos que o pensamento é energia viva "construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros(Emmanuel - "Roteiro", cap.28).

Este é o processo natural de sintonia e que predomina no curso de nossa existência.

Nas tarefas mediúnicas esta sintonia apresenta peculiaridades próprias. É essencial que exista uma afinizaçào, uma sintonia entre os participantes para que se estabeleça uma sincronia de forças, a conhecida "corrente vibratória".

Pode-se inferir, desde agora, o quanto é importante a concentração individual, visto que a qualidade dos trabalhos de intercâmbio depende fundamentalmente da participação consciente e responsável de cada um.

Recordemos Leon Denis, quando leciona a respeito:

"São favoráveis as condições de experimentação quando o médium e os assistentes constituem um grupo harmônico, isto é, quando pensam e vibram em uníssono. No caso contrário, os pensamentos emitidos e as forças exteriorizadas se embaraçam e anulam reciprocamente..."(No Invisível)

Ele acrescenta ainda que o médium em meio a essas correntes contrárias fica bloqueado, sem condições de atuar mediunicamente ou bastante prejudicado na filtragem das mensagens.

Em "O livro dos Médiuns", o Codificador ressalta a necessidade da concentração ao referir-se à reunião como um ser coletivo, resultante das qualidades e propriedades de seus membros e esta tanto mais força terá quanto maior homogeneidade vibratória houver. Ele afirma que o poder de associação dos pensamentos de todos é que contribuirá para a comunicação dos Espíritos, "mas a fim de que todos esses pensamentos concorram para o mesmo fim, preciso é que vibrem em uníssono; que se confundam, por assim dizer em um só, o que não pode dar-se sem a concentração"(Item 331).

Portanto, cada participante precisa estar consciente de sua contribuição para que haja êxito nas atividades programadas pela Espiritualidade Maior.

João Cleófas (Espírito), m seu excelente livro "Intercâmbio Mediúnico", desenvolve o pensamento de Kardec e Denis, em linguagem moderna:

"A média que resulta das fixações mentais dos membros que constituem o esforço da sessão mediúnica oferece os recursos para as realizações programadas.

A concentração individual, portanto é de alta relevância, porque a mente que sintoniza com as idéias superiores vibra em freqüências elevadas"

Como Obter Uma Boa Concentração

A concentração não requer um esforço físico. Pessoas que tentam concentrar franzindo a testa, fechando os olhos com força ou denotando qualquer outro tipo de tensão muscular não alcançarão a finalidade a que se propõem.

Ao contrário do que imaginam, a concentração exige um relaxamento e passa por alguns estágios, quais sejam:

1. Relaxamento - O relaxamento do corpo físico serve para preparar e favorecer a calma, a tranqüilidade interior.

2. Abstração - Abstrair-se do mundo exterior, de tudo ao seu redor.

3. Interiorização - Fazer silêncio interior, abstraindo-se também dos conteúdos psicológicos(emoções, pensamentos, imagens, lembranças, etc).

4. Fixar a mente - A mente se fixa e a atenção volta-se exclusivamente para o objetivo da reunião.

5. Aquietar a mente - Neste ponto a mente se aquieta e, no caso dos médiuns, oferece espaço para a sintonia mental com o Espírito que irá transmitir a comunicação.

Afirma João de Cleófas:

"A concentração, é, pois, a fixação da mente numa idéia positiva, idealista, ou na repetição meditada da oração que edifica, e que, elevando o pensamento às fontes geradoras da vida, dá e recebe, em reciprocidade, descargas positivas de alto teor de energias santificadoras."(Intercâmbio Mediúnico)

Pensamentos Intrusos

Todos os que se iniciam nos exercícios de concentração ou de meditação percebem que é difícil controlar os pensamentos e que, com freqüência, vêem-se assaltados por pensamentos intrusos, inconvenientes e inoportunos.

Deixemos a lição a respeito com um dos mestres orientais:

"No início toda a sorte de maus pensamentos podem ocorrer, se levantarão na sua mente. Você se sobressaltará.

Ficará atormentado. Isto é um bom sinal. É sinal de progresso espiritual. Voe está evoluindo espiritualmente. Esses pensamentos, com a continuidade (dos exercícios), morrerão com o tempo". (Trechos do livro "Concentração e Meditação", de Swami Sivananda).

Ele também aconselha que a pessoa não lute contra a sua mente durante a concentração.

O mais acertado é aceitar com tranqüilidade e estabelecer o hábito de retorno, isto é, retornar aos objetivos propostos.

No livro de Mira y Lopes, "Curso Prático de Concentração Mental" o autor refere-se ao"hábito de retorno", para disciplinar a mente.

André Luiz, sintetizando o esforço que os integrantes dos grupos mediúnicos devem realizar, anota em seu livro "Os Mensageiros" a palavra de Aniceto, relativa ao nosso tema:

"Boa concentração exige vida reta. Para que os nossos  pensamentos se congreguem uns aos outros, fornecendo o potencial, de nobre união para o bem, é indispensável o trabalho preparatório de atividades mentais na meditação de ordem superior. A atitude íntima de relaxamento(este termo tem neste contexto o significado de descaso), ante as lições evangélicas recebidas, não pode conferir ao crente, ou ao cooperador, a concentração de forças espirituais no serviço de elevação tão-só porque estes se entreguem apenas por alguns minutos na semana, a pensamentos compulsórios de amor cristão.(...)."(Cap. 47)

A Doutrina Espírita é um convite permanente à transformação moral, levando a um processo natural de auto-descobrimento e propiciando condições para a realização desse encontro pessoal. Toda essa mudança, quando ocorre naquele que já interiorizou os princípios espíritas, denota um amadurecimento que favorece a uma nova compreensão da vida e a uma necessidade premente da busca da verticalidade. Quando existe essa conscientização o indivíduo torna-se cônscio de usas responsabilidades procurando, então, adquirir hábitos equilibrados, o que irá favorecer a sua concentração enquanto integrante de um grupo mediúnico.

Deixemos com Emmanuel a palavra final:

"Receberás, portanto, variados apelos, nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinam contigo, tentando influenciar-te através de ondas inúmeras em que se revela a gama infinita dos pensamentos da Humanidade, mas se buscas o Cristo, não ignoras em que altura lhe brilha a faixa." ("Seara dos Médiuns", Faixas pág. 125).
Fonte : http://espiritualidadeeumbanda.blogspot.com.br/


A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.
A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.
Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.
Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.
Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.
A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.
Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.


Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery).
Fonte : http://espiritualidadeeumbanda.blogspot.com.br/

JUIZ VOLTA ATRÁS, DIZ QUE UMBANDA É RELIGIÃO, MAS ÁTILA NUNES AFIRMA QUE O FOCO É A RETIRADA DO YOUTUBE DE VÍDEOS OFENSIVOS



O deputado Átila Nunes e o vereador Átila Alexandre Nunes se reuniram na última terça-feira com o procurador federal Jaime Mitropoulos no Ministério Público Federal, visando como reverter a decisão do juiz da 17ª Vara Federal que negou a retirada dos vídeos ofensivos à Umbanda e ao Candomblé postados no Youtube pelo Google.
Apesar do juiz ter voltado atrás na declaração de que a Umbanda e o Candomblé não eram religiões, o deputado Átila Nunes afirmou que “o foco é a retirada dos vídeos, e não as declarações do juiz sobre a legitimidade  de nossa fé, já que não precisamos desse reconhecimento judicial para o que é óbvio e independe de ato judicial”
Já para o vereador Átila Alexandre Nunes, o que realmente interessa é a retirada dos vídeos ofensivos, que apelam para o ódio religioso, incitando a discriminação, a hostilidade e a violência. “O Google não tem o direito de compactuar com essas de intolerância religiosa, já que ninguém pode ser objeto de discriminação por parte do Estado ou de particulares”  – disse o vereador.
Para o deputado Átila Nunes, “o Google, ao permitir a veiculação dos vídeos ofensivos às famílias umbandistas e candomblecistas, ofende a dignidade humana e nega os princípios da Carta das Nações Unidas, sendo uma violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais proclamados na Declaração Universal de Direitos Humanos”.
Para o parlamentar, a liberdade de manifestar a própria religião está sujeita ao respeito dos direitos e da reputação das pessoas, “sendo dever se proibir toda propaganda a favor de ódio religioso que constitua incitamento à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência”.
O procurador Jaime Mitropoulos disse aos dois parlamentares que a Lei 12.288, de 20 de julho de 2010 prevê e expressamente determina que o Poder Público deve proteger as religiões de matrizes africanas, em face de discursos de ódio disparados através dos meios de comunicação. “O poder público deve coibir a utilização dos meios de comunicação social para a difusão de proposições, imagens ou abordagens que exponham pessoa ou grupo ao ódio ou ao desprezo por motivos fundados na religiosidade de matrizes africanas” – salientou o procurador.

Magia da Corrente

Mensagem de Pai Maneco

Li e usei:

“Ninguém é tão forte como todos nós juntos"
A corrente é a grande força do terreiro. Uma vez alguém perguntou ao Pai Maneco a importância de um terreiro bonito e confortável.
Meu filho, se esta casa cair, vocês vão se reunir lá fora, olhando para o céu estrelado, e vão continuar trabalhando. Mas se a corrente se dissolver, o terreiro, mesmo belo e sólido, vai fechar. Na verdade acho a corrente mais merecedora de cuidados que estas paredes frias. Nunca trabalhei sozinho, só com a corrente. Quem trabalha sozinho, um dia ou outro, vai se complicar".


Fonte : http://www.paimaneco.org.br/orientacoes/para-mediuns

terça-feira, 20 de maio de 2014

Cambone de Umbanda

Gostaria de abordar um trabalho de extrema importância no terreiro que é o de cambone, mas sem deixar de lembrar de uma passagem curiosa, quando era pequena meu pai sempre tinha o costume de desmontar os relógios da casa na intenção de “melhorar seu desempenho”, relógios do tipo à corda, e sempre era a mesma estória, ele desmontava, “lubrificava” e montava novamente, mas sempre sobravam peças …. e lógico o relógio não funcionava, ai começava a discussão com minha mãe que argumentava o erro em não saber remontar e ele dizia que eram peças “dispensáveis”, mas ora, o relógio não funcionava ou então funcionava com problemas.
O trabalho de Umbanda no atendimento ao consulente também funciona como um relógio, que tanto no astral com na parte material depende do bom funcionamento de sua engrenagem. Parte importante, como todas as outras é justamente a do cambone, já tão bem abordada no JUS em outras oportunidades, mas nesta, coloco a visão de um próprio cambone.
Existe toda uma expectativa no início dos trabalhos, cada casa tem seu ritmo, mas o que não muda é aquela adrenalina e ansiedade (benéfica) à espera da linha de trabalho a ser chamada, muitas vezes por tempo de trabalho e por dedicação e afinidade, o cambone se sente um misto de peça importante com um filho de todas as entidades que na casa se manifestam. É, muitas vezes, eu como muitos outros temos esse sentimento, de atenção com tudo, preparar o espaço para a chegada dos Guias Espirituais, pembas, blocos de anotação, velas, charutos, tudo tem de estar a contento, a assistência, ansiosa, tem que ser bem recebida e conduzida aos Guias, todo o trabalho transcorre numa dinâmica de atenção, concentração e doação, dependendo muito do amor e da dedicação de todos, inclusive de nós cambones, ai entra também o sentimento de ser filho de cada um dos Guias espirituais, que com o tempo só de olhar sabem como estamos como um pai que olha o filho pequeno, os cumprimentos e o abraço de um, a palavra do outro, a “chamada” de um terceiro, e ai a gente vai, crescendo como crianças dentro de uma grande família de sábios, anciões, companheiros, pais e mães espirituais.
Chegando até mesmo um ponto, em que ao meio de inúmeros Guias, o cambone ouvir mentalmente o chamado de um ou outro Guia Espiritual mais afinizado com o cambone, solicitando sua presença ali ao seu lado. Isso não tem preço ! Não digo que cada dia de trabalho tem um aprendizado, mas sim, cada atendimento, sendo este ligado apenas um médium e suas entidades ou como também os cambones que atendem vários médiuns sem ser específico de um só.
Muito depende do funcionamento de cada casa, mas o trabalho de ser cambone é uma escola, um aprendizado sem fim, que aos atentos, faz aumentar a fé, descobrir-se e sentir amado e especial.
Existem dias, em que o cansaço e eventuais dificuldades atrapalham, mas são nesses dias, em que a espiritualidade te recompensa com um abraço de um pai querido, um ramo de alecrim imantado ou uma rosa para despachar.
Enfim, cada gesto dessa grande corrente, não só de pais e mães espirituais, mas como também os “colegas”, irmãos de trabalho que se ajudam e muitas vezes, sob a coordenação de um guia espiritual fazem o revezamento de descarregos para os mais necessitados da corrente.
Ser cambone é ser importante para o bom funcionamento do trabalho, exige ser atento, concentrado, estudar, aprende e se incorporar à dinâmica de trabalho da Umbanda, estar preparado para toda um esforço físico, mental e espiritual de trabalho e acima de tudo amar a Deus e o que faz .
Hoje, de um modo geral, por todo o trabalho de doutrina, esclarecimento e preparação, nós cambones somos vistos como parte importante da engrenagem de funcionamento de uma casa, mas apelo aos irmãos, colegas de trabalho, que se vejam, não com soberbia na importância do seu trabalho em uma casa, mas como privilegiados e abençoados por tanta generosidade que recebem em cada auxilio às entidades, sem precisar mencionar do auxilio que cada cambone, como médium de umbanda recebe de seus próprios amparadores espirituais. Percebam e internalizem para poderem retransmitir, a gratidão, os pequenos gestos de humildade e delicadeza, a generosidade e o trabalho extremamente gratificante e engrandecedor de servir ao Pai, servido a muitos.
Se tiverem amor pelo trabalho de cambone, receberão amor enquanto forem membros neste ponto da hierarquia, e no futuro também colherão amor e doarão amor de toda a corrente. Hoje me despeço desse trabalho, com tristeza por deixa-lo, mas com gratidão por ter sido tão maravilhoso, e rogo que cada dia do novo trabalho seja tão perfeito, tão bom e me traga tanta felicidade como me trouxe ser cambone.
√ POR SHEILA NASCIMENTO
Fonte : http://umbandista.com.br/cambone-de-umbanda/

“Gira Nova”, “Gira Diferente”


É muito comum grande parte dos centros de Umbanda dedicarem um dia da semana aos trabalhos ou giras de atendimento, assim como outros realizam quinzenalmente ou mensalmente, o que eu considero essa freqüência uma particularidade de cada casa.

Independente da quantidade de trabalhos que uma casa realiza, considero que toda gira de Umbanda é uma “gira diferente”, uma “gira nova”.
Mas os médiuns são os mesmos, teve defumação como de costume, cantaram os pontos, tocaram atabaque, houve a manifestação dos Guias, tomei passe…Estava tudo igual ! O que pode ser diferente ?
A diferença está na energia, no movimento, na vibração, na necessidade, no amparo…Muitas coisas são imperceptíveis para nós, mas para a espiritualidade nada passa despercebido. Todo o tempo da vida é respeitado, afinal, estamos vivos e essa dádiva deve ser saboreada a todo instante com o livre arbítrio que temos, com a responsabilidade pelas escolhas que fazemos e com o amparo da espiritualidade.
Às vezes a vida parece estagnar em um determinado estágio, parece não “desenrolar” ou progredir, mas não devemos esquecer que tudo tem a sua hora certa e que parada a vida nunca está: o intervalo entre o “estagnado” e o movimento é onde mais se aprende (paciência é uma dádiva, assim como determinação e auto-reflexão).
E os guias espirituais sempre tem uma palavra moldada para as nossas necessidades, sejam elas de natureza psicológica, sentimental, condução dos nossos caminhos; seja para uma nova questão ou para aquilo que estava “estagnado”: eles sempre tem algo novo para o mesmo também.
Portanto, pense sobre a próxima gira, “nova gira”, “gira diferente” e reflita isso para a sua vida, ela também está em constante movimento. Pensamento positivo para o mesmo, para o novo e para todas as escolhas que fizer. O amparo da espiritualidade está conosco nas dificuldades assim como nos momentos felizes
√ POR DANA / UMBANDA NO PEITO