Outros nomes: É também conhecida como: Alabanda;
Linha Branca de Umbanda e Demanda; Umbanda Tradicional; Umbanda de Mesa
Branca; Umbanda de Cáritas; e Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo das
Sete Encruzilhadas, por Pai Antônio e Orixá Malê, através do seu médium,
Zélio Fernandino de Morais (10/04/1891 – 03/10/1975), surgida em São
Gonçalo, RJ, em 16/11/1908, com a fundação da Tenda Espírita Nossa
Senhora da Piedade.
Foco de divulgação: O principal foco de divulgação dessa vertente é a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
Orixás: Considera que orixá é um título aplicado a
espíritos que alcançaram um elevado patamar na hierarquia espiritual, os
quais representam, em missões especiais, de prazo variável, o alto
chefe de sua linha. É pelos seus encargos comparável a um general: ora
incumbido da inspeção das falanges, ora encarregado de auxiliar a
atividade de centros necessitados de amparo, e, nesta hipótese fica
subordinado ao guia geral do agrupamento a que pertencem tais centros.
Acredita que existam 126 orixás, distribuídos em 06 linhas espirituais
de trabalho. Os altos chefes de cada uma dessas seis linhas recebem o
nome de um orixá nagô, embora não sejam entendidos como nas tradições
africanas, existindo uma forte vinculação deles aos santos católicos.
Linhas de trabalho: Considera a existência de sete
linhas de trabalho: de Oxalá (onde inclui os espíritos que se apresentam
como Crianças), de Iemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Iansã e de
Santo ou das Almas (onde inclui as almas recém-desencarnadas, os exus
coroados, os exus batizados e as entidades auxiliares).
Entidades: Os trabalhos são realizados
principalmente por Caboclos(as), Pretos(as) Velhos(as) e Crianças e não
há giras para Boiadeiros, Baianos, Ciganos, Malandros, Exus e
Pombagiras.
Ritualística: A roupa branca é a única vestimenta
usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias,
imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e pontos riscados nos
trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.
Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes
livros como principais fontes doutrinárias: “O livro dos espíritos”; “O
livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; e “O
Espiritismo, a magia e as sete linhas de Umbanda”.