Deus é Amor

Deus é Amor
Cabana da Esperança

terça-feira, 29 de abril de 2014

Umbanda tem fundamento, Umbanda tem história…É preciso conhecer, é preciso estudar…

 

 

Todo Cristão conhece a história de Cristo e do Cristianismo, todo Judeu conhece a história de Moisés e do Judaísmo, todo Muçulmano conhece a história de Mohamed (Maomé) e do Islamismo, os três grupos têm em comum o patriarca Abraão também conhecido por todos; todo Budista conhece a história de Sidharta Gautama (Buda) e do Budismo, todo Hare Khrishna conhece a história de Krishna, e nós Umbandistas?
Conforme disse o Caboclo das Sete Encruzilhadas:
“Umbanda é a manifestação do espírito para caridade”
Muitos de nós entendem que basta a prática da caridade sem esclarecimento ou informação do que é a Umbanda enquanto religião. O esclarecimento religioso inclui no mínimo sua liturgia e base histórica. Estas informações são necessárias para dar ao praticante mais tranqüilidade e segurança da religião que assumiu, podendo falar mais sobre ela, desmistificando conceitos e assumindo o Orgulho de ser Umbandista. A Umbanda não é instituída, possui muitos órgãos representativos incluindo federações e associações, logo não há um histórico oficial e este nosso despretensioso ensaio servirá para esclarecer.
Longe de nós a pretensão de oficializar a história da Umbanda, queremos apenas compartilhar algumas informações que consideramos muito importantes ao estudioso de Umbanda, que tem a sede do saber. História é tudo aquilo que está registrado (escrito, fotografado ou filmado), assim iremos recorrer ao que os primeiros Umbandistas deixaram registrado em publicações, ou seja, os primeiros livros e relatos da Religião de Umbanda. Livros que são parte de sua história onde na maioria das vezes os autores foram umbandistas atuantes. Zélio de Moraes não escreveu nada sobre si ou sobre a religião que teve seu inicio em 15 de Novembro de 1908. Em 1904, o livro “As Religiões do Rio”, escrito por João do Rio, apresenta um estudo aprofundado dos cultos no Rio de Janeiro e em momento algum aparece a palavra  Umbanda, o que endossa que nem a religião de Umbanda, nem a palavra, eram presentes no Rio de Janeiro, onde nasceu a Umbanda.
Os primeiros textos sobre a Umbanda aparecem em um livro chamado “No Mundo dos Espíritos”, em 1925, uma coletânea de reportagens feitas pelo Jornalista Leal de Souza para o vespertino da época chamado “A Noite”, onde aparece, entre outras, uma reportagem do Centro Tenda Nossa Senhora da Piedade com o Médium Zélio de Moraes. Leal de Souza era médium na Tenda Nossa Senhora da Piedade e por orientação de Zélio de Moraes e do Caboclo das Sete Encruzilhadas, se tornaria o dirigente da Tenda Nossa Senhora da Conceição.
O primeiro livro de Umbanda foi publicado em 1933 por Leal de Souza e recebeu o nome de “O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda”, neste livro há um capitulo (Cap. 23) intitulado “O Caboclo das Sete Encruzilhadas”, onde o autor que conviveu muitos anos com o fundador da Umbanda fala um pouco sobre a entidade, veja abaixo:
“Se alguma vez tenho estado em contato consciente com algum espírito de luz, esse espírito é, sem duvida, aquele que se apresenta sob o aspecto agreste, e o nome bárbaro de Caboclo das Sete Encruzilhadas”
Sentindo-o ao nosso lado, pelo bem estar espiritual que nos envolve e sensibiliza, pressentimos a grandeza infinita de Deus, e, guiados pela sua proteção, recebemos e suportamos os sofrimentos com uma serenidade quase ingênua, comparada ao enlevo das crianças, nas estampas sacras, contemplando a beira do abismo, sob as asas de um anjo, as estrelas do Céu.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas pertence à falange de Ogum, e, sob a irradiação da Virgem Maria, desempenha uma missão ordenada por Jesus. O seu ponto emblemático representa uma flecha atravessando um coração, de baixo para cima; -  A flecha significa a direção, o coração é o sentimento e o conjunto – orientação dos sentimentos para o alto, para Deus…
Entre a humildade e a doçura extremas, a sua piedade se derrama sobre quantos o procuram, e não poucas vezes, escorrendo pela face do médium, as suas lágrimas expressam a sua tristeza, diante dessas provas inevitáveis a que as criaturas não podem fugir…
A linguagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas varia, de acordo com a mentalidade de seus auditórios. Ora chã, ora simples, sem um atavio, ora fulgurante nos arrojos da alta eloqüência, nunca desce tanto, que se abastarde, nem se eleva demais, que se torne inacessível.”
Em Novembro 1971, por ocasião do 63 aniversário da Tenda Nossa Senhora da Piedade a Senhora Lilia Ribeiro, Diretora do “Boletim Macaia” e da “Tenda de Umbanda Luz, Esperança e Fraternidade” – TULEF – gravou a mensagem abaixo dada de viva voz pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. O texto foi colhido no livro “Umbanda Cristã e Brasileira” de Jota Alves de Oliveira / Ed. Ediouro. A mensagem reflete os conceitos estabelecidos, desde o princípio, 1908, pela Entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas e por Zélio de Moraes, veja abaixo:
“A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade, e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que vão se vender e que serão, mais tarde expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo”.
O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao Pai de Terreiro, como ao coração do homem que fala à Mãe de Terreiro. É preciso ter muito cuidado e haver moral, para que a Umbanda progrida.
Umbanda é humildade, amor e caridade – essa é a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxossi, de Ogum, de Xangô. Este que vos fala, porém, é da falange de Oxossi, meu Pai, e não veio por acaso; trouxe uma ordem, uma missão.
Meus irmãos: Sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, que as vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.
Meus irmãos: Este aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que saíram desta Casa.
Tenho uma coisa a vos pedir: Se Jesus veio ao planeta terra na humilde manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a Casa de um portentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser a sua mãe, esse espírito que viria a traçar a humanidade os passos para obter Paz, Saúde e Felicidade.
Que o nascimento de Jesus, a humildade em que ele baixou a Terra, a estrela que iluminou aquele estábulo, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento, por práticas e ações; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a Paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares.
Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a Paz entrará em vosso lar. È dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste Templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados e a saúde para sempre em vossa matéria.
Com um voto de Paz, Saúde e Felicidade, com Humildade, Amor e Caridade, sou e serei sempre humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas”.
Umbanda têm Fundamento, Umbanda têm História… É preciso conhecer, É preciso estudar…
√ POR ALEXANDRE CUMINO

Conduta Esperada


Se somos pessoas religiosas, ou seja, se temos uma religião, espera-se de nós atitudes compatíveis com esta condição. Em função disto já que sou umbandista, falo de minha religião e sobre o que é esperado de seus praticantes. Muitos falam apenas na conduta esperada no médium antes e durante as sessões ou giras, mas quase nada se fala do depois da gira e normalmente o que é falado é sobre o imediatamente após a gira ou no máximo 24 horas após o término da sessão.
Não podemos e nem devemos ser umbandistas durante as 48 horas que giram em torno de uma sessão, mas sim 24 horas por dia e 7 dias por semana. Mas isso é no sentido da conduta no nosso dia-a-dia. O quanto nos preocupa a caridade, o amor, a fraternidade e o respeito pelo próximo, o quanto disto tudo faz parte de nossos corações e mentes, verdadeiramente.
Não adianta de absolutamente nada banhos, defumadores, preceitos preparatórios para as sessões, se quando a mesma termina, trocamos nossa roupa e esquecemos todas as palavras e orientações recebidas durante a sessão, saímos do centro achando que nossa missão e papel terminaram ali e conseqüentemente não aplicamos o nosso aprendizado.
A Umbanda é extremamente prática e nós temos obrigação de executarmos essa praticidade. Como? Tendo uma conduta compatível com a nossa religiosidade dentro e fora do terreiro.
As defesas de um terreiro não serão abaladas pela conduta inconseqüente de alguns médiuns, mas as defesas do médium sim. Daí advém problemas que alguns médiuns passam e ainda tem a coragem de afirmar que “tomou o banho” direitinho, que firmou o Anjo da Guarda direitinho, etc, etc… Ou ainda, o que considero pior: dizem que não merecem isso ou aquilo e que a “Banda” deles tem a obrigação de resolver!!
Desculpas! Meras e tolas desculpas, que servem apenas para ajudar a mascarar a verdade. E qual é a verdade que estou me referindo? A verdade que alguns médiuns e dirigentes acreditam que preceitos e oferendas substituem conduta moral correta, honestidade de propósitos, caridade e humildade!
Não! Em absoluto não! Não há banho, trabalho, preparo, despacho, oferenda, amaci, que substitua um coração nobre, caridoso, honesto e sincero! Para que os preceitos de Umbanda surtam efeito é fundamental a coerência entre o que está sendo feito e quem está fazendo ou recebendo.
Urge que nos tornemos aparelhos melhores. Preocupe-se menos com oferendas e mais com conduta moral. Aprenda primeiro a “oferendar-se”, pois como disse o Caboclo Pery na mensagem Oferendas Para Orixás somos a melhor oferenda que podemos dar aos nossos guias e mentores, mas eu digo, que precisamos ser dignos de sermos oferendados.
Lembre-se: somos os únicos responsáveis pelas companhias invisíveis que atraímos e mantemos. Cabe a cada um de nós respeitar a Umbanda através de atos nobres, corretos e coerentes com Ela dentro e fora do terreiro, pois não agindo assim, tornamo-nos os piores detratores de nossa própria religião, e para cada um de nós existe uma conduta esperada coerente com o fato de sermos umbandistas, e a intolerância e a vaidade não fazem parte dela.
√ POR IASSAN AYPORÊ PERY

Por negro Pai João de Aruanda



Quando você toma a decisão de fazer alguma coisa e a faz, você movimenta energias, e movimentar implica deixar de lado a ociosidade espiritual, emocional ou energética. Equivale a fazer uma faxina em seu interior e limpar tudo de dentro para fora.
Acaraje-de-Iansa
Esse é o resultado de uma atitude deliberada, de uma ação construtiva. Fazer alguma coisa, e não apenas pedir ajuda ou deixar que outros façam por você.

Caboclos, Africanos e Kardecistas

 

Leal de Souza, um dos pioneiros da Umbanda publicou em 1942 o livro “Umbanda e Magia Branca – Quimbanda Magia Negra”, cujo trecho nós reproduzimos com intenção de dar seqüência ao tema que vem sendo abordado em algumas edições, sobre “kardecismo e Umbanda”. (Publicado por Jornal de Umbanda Sagrada em Abril de 2009). Veremos assim que em 1942 Leal de Souza já questionava os mesmos temas que nós hoje em dia.
Vamos ao texto: “Trecho de um artigo que publiquei na “A Vanguarda” do dia 11 de março de 1941, em resposta a um outro artigo onde um conforme Kardecista dava a entender que o espírito caboclo ou de africano não podia ser guia nem protetor de médiuns ou de Centros”. Deus, a Natureza, o Absoluto, enfim como queiram entender, é, como todos sabem, sumamente justo, bom misericordioso, onipotente, onisciente, etc, etc. Dito isto pergunto agora aos senhores Kardecistas – qual a condição para um espírito ser guia ou protetor? Todos responderão naturalmente: Ter luz! Pergunto: Qual é a condição para um espírito ter luz? Todos responderão: Ter virtude, isto é, ser simples, bom, carinhoso, humilde, piedoso, etc, e não ter ódio, inveja, orgulho, ciúme,maldade, vaidade, avareza, etc. Pergunto ainda: Ter virtudes é privilégio da raça branca? Se é privilégio, então chegamos ao absurdo de admitirmos Deus como sendo injusto por ter criado uma raça privilegiada.
Se, porém, não é privilégio das criaturas da raça branca, pois que Deus é sumamente justo, poderão, portanto, as criaturas das outras raças possuir virtudes também e assim, depois de desencarnada, ter luz e ser guia ou protetores de pessoas ou Centros. É preciso não confundir luz intelectual com luz provinda da evolução espiritual, bem diferente uma da outra! Digo mais, um espírito reencarna-se numa tribo de caboclos ou de selvagens africanos, como missionário, isto é, para levar àqueles no meio dos quais reencarnou, uma certa soma de conhecimentos. Quando ele desencarnar é um espírito de luz, porquanto luz bastante já possuía, tanto que reencarnou como missionário e ninguém poderá dizer que ele não foi africano ou caboclo em sua ultima reencarnação. Sabem muito bem todos os Kardecistas que os espíritos tomam a forma que querem e assim sendo, nada impede que os espíritos de luz, por afinidade, se agrupem em falanges para praticar o bem e tomem a forma de caboclos, africanos, etc, ou para praticar o mal, se forem inferiores, e tomem a forma de bichos e outra qualquer.
Como sabeis a Terra é um planeta de trevas, expiações e sofrimentos e nós que aqui habitamos estamos sujeitos a sofrer as conseqüências do meio, mesmo porque somos imperfeitos, assim sendo, o mal predomina neste planeta e dessa forma no meio ambiente terreno, existem camadas fluídicas pesadas, formadas umas pelos nossos pensamentos e outras pelos fluídos dos espíritos sofredores e trevosos.
Justamente para combater o mal e dissipar as camadas densas de fluidos pesados, e mais ainda, para encaminhar os irmãos desencarnados que se acharem mergulhados em trevas ou sofrimento, é que uma grande quantidade de espíritos já evoluídos agruparam-se em falanges, por afinidades, e tomaram as formas humildes de caboclos, africanos e outros mais, notando-se que possuem luzes de variadas cores, tais como sejam: roxa, rosa, alaranjada, verde, dourada, prateada, amarelas e outras intermediárias, sendo que os chamados espíritos quimbandeiros possuem luz vermelha.
√ POR LOURENÇO BRAGA

O que comemorar no dia 13 de Maio ?



“Por mais que se diga ou se faça para comemorar e/ou homenagear os Pretos-Velhos que foram escravizados para atender interesses daqueles que sempre se julgaram acima de tudo e de todos, desde os primeiros tempos até os dias de hoje, datas como estas nos convidam a reflexões realistas e conscientes sobre essas mesmas comemorações.
Nenhum ato ou palavra será suficiente para apagar todo o mal que foi feito a esse povo e às consequências que isso desencadeou.  Mais de 100 anos não foram suficientes para que os países escravocratas pudessem acertar as contas com seu negro passado.
Muitas negras criaram os filhos das brancas, enquanto não sabiam o destino de seus filhos.  Fizeram isso com muita dedicação e amor, como pode se comprovar em pesquisas, relatos, filmes e até mesmo nas novelas, oferecendo seu peito cheio de leite a esses bebês e apegando-se a eles.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive.  Uma revolta crescente me envolvia intensamente, por que algo me dizia, que nunca mais eu veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão.  Minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÁ não mandava uma grande tempestade?  Que XANGÔ com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara.  E IEMANJÁ, onde estava que nossa desgraça não via, que nossa dor não sentia?  O seu peito não sangrava?  Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia?  Se IEMANJÁ ordenasse, o mar se abriria; as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu.  Seu corpo ao mar foi lançado.  O meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava OGUM?  Que aquela gente não vencia?  Onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olhava, somente uma coisa via… terra.  Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita (que para nós era estafa, para o senhor era o ouro).
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que o nosso destino no fim não seria sempre assim.  Quantas vezes me disseram que ZAMBI olhava por mim.
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão.  Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar minha gente e, se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada.  Vinha em minha direção.  Como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada.  Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava.  Vi o tronco; vi o chicote; vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e, nada mais vi então.
Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se fora o próprio vento, fere o espaço, errando por minha causa; o seu bote foi tão fatal; tudo ocorreu tão de repente; tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando para a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deveriam matar…  Olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar.  Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar.
Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote…  Senti um aperto no coração.  As minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada.  Minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim, o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou… Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão.  Os sofrimentos de outrora já não importam agora, porque nada foi em vão…
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão”
√ POR PAI RONALDO LINARES

Salve os Pretos Velhos

Calmo, de fala mansa , cachimbo a boca , no seu banquinho ouve os lamentos. De arruda na mão benze seus filhos , que aflitos ganham a benção do Pai Preto. Quantas vezes fui no terreiro com o coração apertado ouvir suas palavras de amor ?
 Falar com o Pai Preto é sentir o amor, amor com sabedoria, amor com verdade,Sentir o amor sem motivos, apenas amor…
Quantas vezes minha visão foi ofuscada pela fumaça de seu cachimbo e quantas vezes igual enxerguei meu caminho ?
Nunca espere de um Pai Preto a solução dos problemas, nunca terás menos que amor, menos que o conforto necessário para seguir.
Falar com os “velhos” da Umbanda é um privilegio, é aprender com poucas palavras, é sentir o amor verdadeiro de um pai.
Salve os Pretos-Velhos, salve a arruda e a guiné , salve meu Pai Preto.
√ POR FABIANO ZAPPALA

Muita Intolerância x Pouco Conhecimento

Aqueles que julgam nossa religião, muitas vezes dizendo coisas absurdas a respeito, assim como pela falta de conhecimento sobre a Umbanda, estão agindo com intolerância e ignorância – ignorância no sentido da “falta de conhecimento”. 
Se nossa resposta a isso for agir da mesma forma, passamos a ser intolerantes também. Além disso não ser nada legal nem positivo, acaba virando uma bola de neve de conflitos e ofensas sem fim, sem destino algum a não ser a discussão.
Então, aos que falam da Umbanda com uma certa maldade, agressividade ou tom de ofensa; aos que julgam a Umbanda e o seu universo; aos que falam com total certeza daquilo que “se ouviu mas não se viu”, fica a nossa pergunta: o que você sabe sobre a religião?
Até mesmo para criticar algo é preciso ter conhecimento ou uma mínima noção. Muito importante dizer que nós, da Umbanda No Peito, NÃO SOMOS e nem temos a VERDADE ABSOLUTA, mas acreditamos que se cada umbandista levar a Umbanda adiante, não somente nos dias de trabalho, mas em situações como essa por exemplo, para cada CRÍTICA haverá uma INFORMAÇÃO…Para cada JULGAMENTO haverá um CONHECIMENTO…
Não se acaba com a intolerância sendo intolerante. A religião de Umbanda não “sai” em busca de umbandistas e falar sobre a Umbanda (sem fanatismos, não é isso) não é um ato de conversão a ninguém, mas responder a uma agressão com uma informação, sem dúvidas, trará um melhor final para a conversa.
Não devemos nos esquecer que o respeito é para quem também respeita. Então se alguém não sabe do que se trata, não conhece mas julga e ainda agride por não querer saber lembre-se de que o(a) intolerante não é você !! Vire a página e siga em frente…
 √ POR DANA / UMBANDA NO PEITO

Somos iguais perante Deus

Somos iguais perante a seara, porque somos todos iguais perante o Senhor da Seara. Deus não faz acepção de pessoas, nem de posições e muito menos de instituições. O item 5 do capítulo XX de O Evangelho Segundo o Espiritismo estabelece esta condição essencial: “Felizes os que tiverem trabalhado o campo do Senhor com desinteresse e movidos apenas pela caridade”. Emmanuel conclui a sua mensagem lembrando “que toda pessoa é importante na edificação do Reino de Deus”.
Querer que não haja discordâncias entre os que trabalham na divulgação e na sustentação da Doutrina seria acalentar quimeras. Cada consciência humana, como ensina Hubert, é um ponto na correnteza da duração. Cada um de nós está colocado num ângulo determinado do eterno fluir da realidade. Cada qual, portanto, tem a sua maneira própria de ver as coisas.
O Espiritismo nos ensina que nos completamos uns aos outros pelas nossas diferenças. Mas se diferimos nos acessórios, concordamos sempre no essencial. Por isso mesmo a caridade – que é o amor em ação – deve eliminar as arestas do nosso personalismo, ensinando-nos que todos somos importantes na busca e na conquista da verdade.
Claro que não devemos concordar com tudo e tudo aprovar em silêncio, pois a tolerância de acomodação equivale a cumplicidade com o erro. A crítica maldosa e orgulhosa, que condena tudo o que é feito pelos outros, é a negação da caridade. Mas ai de nós se suprimirmos a crítica do meio espírita! Porque é ela, quando sensata e sincera, a prática da vigilância que Jesus ensinou e Paulo exemplificou. Como utilizar o “crivo da razão”, de que nos fala Kardec, se abdicarmos do direito de pensar, que mais do que um direito é um supremo dever do espírito?
Quando Emmanuel diz: “Guiar-se pela misericórdia e não pela crítica” está se referindo à crítica negativa que nasce do orgulho e não à crítica positiva que brota espontânea e necessária do julgamento imparcial e fraterno, objetivando corrigir e portanto ajudar. O lema “valorizar o esforço alheio” não implica a valorização dos erros e dos enganos do próximo, mas o reconhecimento dos esforços feitos por todos a favor da causa comum. Todos precisamos de misericórdia, mas a misericórdia, como Deus nos mostra em sua lei de ação e reação, não é a aprovação de erros e ilusões – e sim a correção e o esclarecimento.

(Obra: Astronautas do Além - Chico Xavier )

Boa tarde!


O silêncio e uma grande prece


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Os caminhos que nos conduzem ao mestre

Fonte: Boletim Eletrônico Doutrinário do T. E. do Cruzeiro da Luz
Ano 2011 – 151


Vamos à opinião abalizada de um estudioso dos problemas da alma, da vida material e espiritual, o Dr Aníbal Vaz de Melo, na magnífica página intitulada “O Caminho”, do  livro “O Evangelho à Luz da Astrologia”, a fim de aplicarmos esse precioso esclarecimento, em nossas vidas, mormente como umbandistas:

Na verdade o caminho que nos conduz ao Mestre é difícil de ser trilhado. Difícil e doloroso. Muitos acreditam que seja preciso uma viagem ao Tibet misterioso para o aprendizado necessário. Puro engano! O caminho não está em determinadas regiões da Terra, fora do alcance comum e das possibilidades humanas. O peregrino encontrará o seu sendeiro na mesma cidade e lugar onde o destino o colocou.

As provas de experimentações impostas aos candidatos ao noviciado espiritual não se encontram também nos cerimoniais complicados e fossilizados de várias lojas e seitas religiosas, mas apenas na percepção dos pequenos lances da vida quotidiana nas renúncias diárias de coisas que aparentemente parecem úteis e imprescindíveis, mas que na realidade pouco significa. O que importa ao caminhante é saber aproveitar as experiências e as esplêndidas lições do agora, porque é neste efêmero que está à plenitude da Eternidade, e neste agora que está a Vida, que também é eterno presente.

O caminho que nos conduz ao encontro do Cristo interno é uma via interior; profundamente interior. É uma espiral em ascensão para o infinito. É um caminho doloroso e difícil, já o dissemos. Está também cheio de renúncias... Mas o Peregrino tem, contudo, as suas compensações: enquanto os pés sangram na escalada dolorosa da montanha, feridos pelas pedras e pelas urzes das estradas, os olhos do caminheiro vão contemplando novas e mais belas paisagens, novas e mais belas perspectivas de horizontes infinitos, novas e mais deslumbrantes iluminuras de poentes e de alvoradas...

É assim que caminhamos para mais perto do azul e das estrelas, para mais perto de Deus. A vista do Espírito através dos olhos da carne vai contemplando novas claridades, e só muito alto, no píncaro da montanha é que eles defrontam a vastidão imensurável, a vastidão maravilhosa das coisas infinitas... E o caminhante ao defrontar este panorama soberbo, amplo, permeado de luz, indefinido, sente-se extático e fica com a alma de joelhos na volúpia da contemplação... É a visão maravilhosa... A visão Suprema, a visão sem formas, o Pensamento incriado... É a luz transcendente... É Deus!

“Eu sou o Caminho da Verdade e da Vida; ninguém vai ao Pai senão por mim”!
É Jesus que nos orienta. É preciso incorporar à nossa vida o Evangelho do Mestre.

O Evangelho é essa chave perdida que alguns “magos” andam procurando pelo Tibet, pela Índia, pelo Egito, pela China, por Lemúria, pela Atlântida. E, afinal, não conseguem encontrar o caminho dos “passos perdidos”. É que a tal chave está conosco mesmo, em cada um de nós. Está com todos aqueles que queiram seguir a Jesus e fazer a vontade do Pai. Não há fórmulas cabalísticas ou de magia que façam você ser feliz ou afortunado, se você não se colocar dentro da faixa vibratória do merecimento e fizer por onde. Você é que tem as chaves do reino e só você poderá fazer uso delas.
Então se ponha em condições, cada dia, de fazer penetrar essas chaves em seu próprio reinado, no mundo da sua consciência e o fim será maravilhoso. Prepararmo-nos para o futuro e para a eternidade, deve ser a nossa mais ardente preocupação. Mas nunca pelo aniquilamento do próximo, do nosso irmão, ou com processos escusos de matar animais.

O Evangelho, repetimos, está de braços abertos aguardando a nossa chegada. É o amigo sempre presente; faça amizade com ele e terá encontrado o caminho que você procura. O Espiritualismo de Umbanda está aí para proporcionar Luz e Amor no entendimento e no coração dos filhos de Deus e não para promover demandas, nem atiçar a fogueira do ódio, da vingança, das represálias. Não! “A melhor maneira de se extinguir o fogo é recusar-lhe combustível. A fraternidade operante será sempre o remédio eficaz, ante as perturbações dessa natureza. Por isso mesmo o Cristo aconselhava o amor aos adversários, o auxilio aos que nos perseguem e a oração pelos que nos caluniam, como atitudes indispensáveis à garantia da nossa paz e da nossa vitória”. – Citado por André Luiz em “Nos Domínios da Mediunidade”.

"Buscai e achareis"


A sugestão imperativa do Cristo através do "Buscai e achareis", embora se refira a uma iniciativa de ordem moral e algo mística do espírito, implica na idéia de "pesquisa", porquanto, "buscar" ou procurar é sempre investigar para encontrar. Assim, a legislação divina preceitua ao espírito encarnado que se movimente, incessantemente, na "busca" de sua própria realidade espiritual, malgrado também deva atender, disciplinadamente, às exigências justas do seu organismo físico. Além de outras revelações ocultas, que a humanidade terrícola irá identificando, tanto quanto se fizer o desenvolvimento "mental-espiritual" do homem, o conceito do "Buscai e achareis" é uma sequência miniatural da mesma Lei do Universo, que impele toda a criação para o progresso e aperfeiçoamento. 
Ramatís - Sob a Luz do Espiritismo.

Os Benefícios da Meditação

Por Bhikkhu Piyananda

Photo by Molecularchaos
O homem é tão ocupado procurando várias maneiras de ter prazer numa disputa diária. O que a meditação tem a oferecer? Os benefícios da meditação são:
• Se você é uma pessoa ocupada, a meditação pode ajudá-lo a livrar-se da tensão e conseguir um pouco de descanso.
• Se você é uma pessoa aflita, a meditação pode ajudá-lo a encontrar a paz temporária ou permanente.
• Se você é uma pessoa que tem problemas intermináveis, a meditação pode ajudá-lo a criar coragem e força para enfrentar e resolver seus problemas.
• Se você não tem autoconfiança, a meditação pode ajudá-lo a ganhar a autoconfiança que precisa. Esta autoconfiança é a alma do seu sucesso.
• Se você tem medo em seu coração, a meditação pode ajudá-lo a entender a real natureza das coisas que fazem você ter medo - então poderá superar o medo em sua mente.
• Se você está sempre insatisfeito com tudo - nada na vida parece estar bem - a meditação dará a você a oportunidade de desenvolver e de manter alguma satisfação interior.
• Se você é cético e desinteressado por religião, a meditação pode ajudá-lo ir além de seu próprio cepticismo e ver algum valor prático no exercício da religião.
• Se você está frustrado e desiludido devido à falta de compreensão da natureza da vida e do mundo, a meditação realmente o guiará e o ajudará a compreender que você está perturbado por coisas insignificantes.
• Se você é um homem rico, a meditação pode ajudá-lo a compreender a natureza de sua riqueza e como fazer uso dela para sua própria felicidade como também para a de outras pessoas.
• Se você é um homem pobre, a meditação pode ajudá-lo a ter contentamento e não abrigar inveja daqueles que têm mais do que você.
• Se você é um homem jovem que está na encruzilhada da vida, sem saber que caminho tomar, a meditação o ajudará a saber qual estrada seguir a fim de atingir a sua meta.
• Se você é um homem velho e está aborrecido com a vida, a meditação o levará a um profunda compreensão da vida; esta compreensão, por sua vez, o aliviará das dores da vida e aumentará a sua alegria de viver.
• Se você é uma pessoa mal humorada, poderá desenvolver o poder para superar esta fraqueza resultante da raiva, do ódio e do ressentimento.
• Se você é ciumento, poderá compreender o perigo de seu ciúme.
• Se você é escravo dos seus cinco sentidos, poderá aprender como tornar-se senhor de seus desejos.
• Se você é dependente de bebidas ou de drogas, poderá cuidar de superar este perigoso hábito que o escraviza.
• Se você é uma pessoa ignorante, a meditação lhe dará a oportunidade de cultivar algum conhecimento; este será útil e o beneficiará como também a seus amigos e a sua família.
• Se você realmente pratica a meditação, sua emoção nunca mais terá a oportunidade de fazer de você um tolo.
• Se você é uma pessoa sábia, a meditação o levará a suprema iluminação. Então você verá as coisas como realmente são e não como elas parecem ser.
• Se você é uma pessoa de mente fraca, a meditação fortalecerá sua mente para desenvolver seu autopoder a fim de superar sua fraqueza.
Estes são alguns dos benefícios que virão praticando a MEDITAÇÃO. Estes benefícios não estão à venda em nenhuma fábrica ou lojas de departamentos. Dinheiro não pode comprá-los. Eles somente poderão ser seus se você meditar. No começo, esta espécie de conscientização é na verdade uma mente “atenta” observando outras “mentes” (as quais estão, certamente, dentro do seu próprio contínuo mental). Por esse meio, desenvolve-se a habilidade de olhar para dentro da mente e acompanhá-la.

Desenvolvimento Mediúnico?

Salve Salve Adeptus
Sabemos o quanto é complicado para um médium em desenvolvimento mediúnico reconhecer se esta incorporado de seu guia, essa duvida é muito comum, mas é também muito bem abordada por vários outros autores médiuns e sacerdotes de umbanda, porem essa será sempre uma duvida que vai rodear em nossas cabeças, pois é um processo no qual devemos passar nesse momento.

Mas como podemos nos entregar para um guia que às vezes mal sabemos se realmente estão ali e às vezes nem sabemos quem são eles?

A resposta é. O que isso realmente vai importar sendo que o mais importante aqui é saber se estamos nos auto conhecendo e buscando melhorar aquilo que achamos não ser bom para nós ou para nossos irmãos?

O desenvolvimento mediúnico é um processo que não envolve somente a mediunidade, mas também um auto conhecimento, onde são mostrados em cada passo quais são nossos medos, nossas fraquezas e defeitos, mas também é um processo onde enxergamos nossas qualidades e virtudes, não existe somente uma conexão com nossos guias que esta ocorrendo neste momento, mas sim um “religar” com o Criador, veja, se estamos falando de Deus, estamos falando também de nos, do nosso EU, porque assim como escrevemos D-EU-S estamos dizendo “EU”, ou seja, uma parte do Criador.

Ao desenvolver-se estamos conhecendo este EU, estamos procurando melhorar a cada dia aquilo que temos dentro de nos e expor para fora aquilo que temos de ruim. O desenvolvimento, não serve apenas para incorporar nossos guias ou para desenvolver qualquer outra faculdade mediúnica, desenvolver-se é envolver-se em Deus, é envolver-se em si, é conhecer cada detalhe do seu corpo e espírito, é saber reconhecer nossas sombras e lidar com elas, e não reprimir suas vontades sabendo aceita-las e trabalha-las de forma positiva.

A cada dia de trabalho mediúnico é mais um dia que estamos aprendendo sobre nos, é mais um dia que estamos aceitando quem nos somos, é descobrir um universo totalmente novo que para nos é sempre um desafio cheio de questionamentos, pois somos assim 'complicados' e por sermos tão complicados que passamos por mais e mais questionamentos e deixamos de sentir, de nos sentir. Por isso eu recomendo, viva intensamente esse momento de Desenvolvimento Mediúnico, viva, viva mesmo, questione sim, mas acima de tudo SINTA, pois é nesse momento que você ira descobrir coisas incríveis sobre você e sobre o Deus que há em você.

O Responsável por não Crescermos

Texto escrito originalmente por Cussa Mitre

TV ligada, o fone com a música rolando, o computador ligado. Facebook, Twitter, e-mail, Youtube. O cachorro latindo. A vizinha gritando com a filha, que está correndo. O cheiro de um bife sendo frito entrando pela janela. Seu pai/mãe/esposa/filho que te pede algo.
São muitos os possíveis "motivos" para não darmos atenção para a nossa espiritualidade. Muitos são apresentados, como alguns dos acima. Mas até onde você é capaz de resistir as situações adversas para se dedicar a pessoa mais importante no mundo: você próprio?
Eu mesmo sou um exemplo disso: durante muito tempo acabei me afastando da minha espiritualidade. Os motivos que eu apresentei foram os mais variados. Era um compromisso inadiável, e eu faço o exercício outra hora. Chegava em casa do compromisso muito "cansado", e adiava o exercício. No dia seguinte, nem me lembrava que havia adiado o exercício.
Mas o Universo sempre tem um plano, e nós temos nosso livre arbítrio. Durante muito tempo eu ouvi um ditado: "Quem quer, dá um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa". E comecei a pensar sobre isso na minha vida espiritual. E parei para analisar minhas próprias atitudes. Sobre como eu encarava os meus afazeres profanos e minha vida sagrada.
Percebi logo de cara sobre como o meu trabalho possuía uma importância absurda em minha vida. Não que eu ache que não devemos dar valor ao trabalho. Mas quantas vezes eu simplesmente virei noites e noites por ter que cumprir os prazos? Várias. Quantas noites eu fiz o mesmo para executar os meus exercícios? NUNCA.
Depois fui analisar minha "diversão". Percebi que não importava o quão cansado eu chegava em casa, sempre havia um ânimo para jogar um video-game, entrar no Facebook, etc. Mas nunca havia ânimo para sentar e praticar meus estudos.
Eu poderia citar várias coisas, mas acho que já consegui passar a mensagem e demonstrar o meu ponto: em grande parte do tempo, pela maioria das pessoas, o sagrado tem menos importância que o profano.
Nos últimos dias, várias coisas aconteceram em minha vida que me fizeram parar e analisar cuidadosamente minha vida. Várias conversas, situações e ideias me levaram a ponderar a importância que eu dava para minha vida.
Fui reler uma monografia de uma das ordens que faço parte e ela fala sobre escrever um texto pensando o que seria dito sobre você quando você morresse. E pensei: não há nada a dizer sobre mim! Foi um cara que fez ótimos trabalhos, mas que alguém irá dar continuidade. Teve uma vida feliz com a mulher. Não ligava muito para família. Achava que era plenamente feliz.
Errado. Sempre há algo que sentimos incompleto. Isto porque nosso sagrado sempre anseia por crescer. Quando estamos estagnados, além de não crescer, acabamos por "diminuir".
Pare e repense em todas as suas prioridades, sobre o que você realmente julga importante. Sobre como sua vida deve ser regida. E lembrem-se: ser um mago é saber viver uma vida Sagrada com algumas atividades profanas, e não o contrário.
Ah! E só para exemplificar o que eu falei sobre o ditado: há algum tempo eu estava tentando trazer os cursos do Marcelo Del Debbio para o Rio. Minha ideia era trazer principalmente o curso de runas. Falei com algumas pessoas que estudam Odinismo / Asatru. Ouvi muitas respostas do tipo: "Já sei o suficiente", "Não acho que eu tenha alguma coisa para aprender", "Já li livros suficientes", "Não acho que eu vá aprender alguma coisa", "Acho muito perigoso mexer com runas". Pois bem, vários deram suas desculpas. Eu dei um jeito: comprei uma passagem e fui para São Paulo fazer o curso. E posso afirmar: para todos àqueles que arrumaram várias desculpas, perderam. Perderam a oportunidade de crescer. Conhecimento nunca é demais.
"O Sol está sempre brilhando. Mesmo quando as nuvens estão densas, ele ainda está lá. Não importa se você não consegue mais ver o seu próprio brilho interior. Isso são apenas algumas nuvens que o encobriu. E apenas você tem o sopro sagrado para afastá-las e ver o explendor da beleza interior."

SEGURANÇA MEDIÚNICA

João Nunes Maia – MIRAMEZ

A posição de um médium em uma reunião requer muito cuidado e observação, tanto perante os assistentes quanto perante a sua própria consciência. O fenômeno que se chama repercussão é coisa muito séria em relação ao equilíbrio do próprio médium. A experiência nos faz compreender que todo trabalho de caráter sério busca na ciência e nos fatos compreensão profunda do seu exercício, para que não venhamos a ser cegos conduzindo cegos, ambos caindo nos despenhadeiros.
A posição do médium deve ser correta, de modo a ampliar todos os conhecimentos estudados com as experiências oriundas de seus próprios exercícios espirituais.
Nunca te enveredes por caminhos escolhidos afoitamente. Lembra-te de que muitas cabeças poderão formar diretrizes com maiores possibilidades de acertar. Uma das coisas essenciais para o medianeiro, em qualquer função espiritual, é a humildade, sem que esse gesto se transforme em fraqueza. A modéstia deve ser enriquecida com os valores da compreensão.

Mensagem do Caboclo Aymoré


Sete Linhas da Umbanda



Ao contrário do que muitos pensam as Sete Linhas de Umbanda Sagrada não são sete Orixás. . Mas o que são então? São as Sete Irradiações de Deus, já há muito tempo conhecidas pela humanidade, ou não é verdade que nos deparamos com a tradição dos “sete raios”, veneração ao “Setenário Sagrado”, uso magístico das “Sete chamas Sagradas”, “Sete Cores do Arco- íris, “Sete Chacras” etc. Cada um afinado em uma das sete vibrações originais.
Assim são as Sete Linhas de Umbanda, são Sete Irradiações Divinas que se projetam e recobrem todo o nosso planeta formando sete telas planetárias que estão em tudo e em todos os lugares ao mesmo tempo. Cada uma delas assume uma qualidade, uma essência e um elemento.
E o que vemos é que cada Orixá que tem também sua qualidade e seu elemento se assentam nestas Sete Linhas de Umbanda de tal forma que para cada linha temos dois Orixás Maiores, um masculino e um feminino a nos irradiar o tempo todo estas qualidades Divinas onde:
Primeira linha : Linha da Fé (Cristalina) onde os Orixás Oxalá e Oyá a irradia;
Segunda Linha: Linha do Amor (Mineral) onde os Orixás Oxum e Oxumaré a irradia;
Terceira Linha: Linha do Conhecimento (vegetal) onde os Orixás Oxóssi e Obá a irradia;
Quarta Linha: Linha da Justiça (Fogo) onde os Orixás Xangô e Iansã a irradia;
Quinta Linha :Linha da Lei (Ar) onde os Orixás Ogum e Egunitá a irradia;
Sexta Linha : Linha da evolução (Terra) onde os Orixás Obaluaiyê e Nanã a irradia;
Sétima Linha: Linha da geração (Água) onde os Orixás Yemanjá e Omulu a irradia.
E da mesma maneira que os nossos Orixás se assentam nestas Linhas todas as outras Divindades também, pois se Oxalá irradia a Fé, do mesmo modo também a irradia o Deus Apólo dos Gregos, o Deus Amom-Rá dos egípicios, o Khrishina dos hindús e de forma intermediária nosso Cristo Jesus ou Maytréa só para comentarmos esta linha de Umbanda.
 Espero ter esclarecido um pouco o que realmente são as Sete Linhas de Umbanda Sagrada. Parece complicado mas com atenção e amor irão entender melhor.
 √ POR ALEXANDRE CUMINO

A luz da Fé no sofrimento

A luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para tantos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá. Compreenderam o mistério que há neles; aproximando-se deles, certamente não cancelaram todos os seus sofrimentos, nem puderam explicar todo o mal. 

A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho. Ao homem que sofre, Deus não dá um raciocínio que explique tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha, duma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz. Em Cristo, o próprio Deus quis partilhar connosco esta estrada e oferecer-nos o seu olhar para nela vermos a luz.

O sofrimento recorda-nos que o serviço da fé ao bem comum é sempre serviço de esperança que nos faz olhar em frente, sabendo que só a partir de Deus, do futuro que vem de Jesus ressuscitado, é que a nossa sociedade pode encontrar alicerces sólidos e duradouros. Lumen Fidei, 57

Diga não ao preconceito.