Deus é Amor

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Cabana da Esperança

domingo, 14 de setembro de 2014

REENCARNAÇÕES COMPULSÓRIAS VOCÊ SABE O QUE É?|Umbanda do Bem

Para fins de reflexão, seguem abaixo trechos de obras, opinião e estudos que auxiliarão na compreensão do tema citado. A proposta não é conclusiva, mas oferecerá situações e análises para a formação de uma linha de raciocínio esclarecedora.
“O LIVRO DOS ESPÍRITOS” – Allan Kardec
262. Como pode o Espírito, que, em sua origem, é simples, ignorante e carecido de experiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha?
“Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir, como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bons Espíritos. A isso é que se pode chamar a queda do homem.”
262.a Quando o Espírito goza do livre-arbítrio, a escolha da existência corporal dependerá sempre exclusivamente de sua vontade, ou essa existência lhe pode ser imposta, como expiação, pela vontade de Deus?
“Deus sabe esperar, não apressa a expiação. Todavia, pode impor certa existência a um Espírito, quando este, pela sua inferioridade ou má-vontade, não se mostra apto a compreender o que lhe seria mais útil, e quando vê que tal existência servirá para a purificação e o progresso do Espírito, ao mesmo tempo que lhe sirva de expiação.”
337. Pode a união do Espírito a determinado corpo ser imposta por Deus?
“Certo, do mesmo modo que as diferentes provas, mormente quando ainda o Espírito não está apto a proceder a uma escolha com conhecimento de causa. Por expiação,
pode o Espírito ser constrangido a se unir ao corpo de determinada criança que, pelo seu nascimento e pela posição que venha a ocupar no mundo, se lhe torne instrumento de castigo.”
REVISTA ESPÍRITA (junho de 1860)
“O Espírito de um idiota”
(Sociedade, 25 de maio de 1860)
Charles de Saint-G… é um jovem idiota de treze anos, vivo, e cujas faculdades intelectuais são de tal modo nulidade que não reconhece seus pais, e pode, com dificuldade, tomar ele mesmo seu alimento. Há nele parada completa do desenvolvimento de todo o sistema orgânico. Pensara-se que aí poderia estar um interessante assunto de estudo psicológico.
1. (A São Luís.) Quereis dizer-nos se podemos evocar o Espírito dessa criança? – R. Podeis evocá-lo como evocais o Espírito de um morto.
2. Vossa resposta nos faria supor que a evocação poderia dar-se qualquer momento. – R. Sim; sua alma liga-se ao seu corpo por laços materiais, mas não por laços espirituais; ela pode sempre se desligar.
3. Evocação de Ch. de Saint-G…-R. Sou um pobre Espírito amarrado à Terra como um pássaro por uma pata.
4. Em vosso estado atual, como Espírito, tendes a consciência de vossa nulidade nesse mundo? -R. Certamente; sinto bem o meu cativeiro.
5. Quando o vosso corpo dorme, e que o vosso Espírito se desliga, tendes as idéias tão lúcidas como se estivésseis num estado normal? – R. Quando meu infeliz corpo repousa, estou um pouco mais livre para elevar-me ao céu a que aspiro.
6. Sentis, como Espírito, um sentimento penoso de vosso estado corpóreo? – R. Sim, uma vez que é uma punição.
7. Lembrai-vos de vossa existência precedente? – R. Oh! Sim; foi a causa de meu exílio na presente.
8. Qual foi essa existência? – R. Um jovem libertino ao tempo de Henrique III (Séc. XIII – Inglaterra ou Séc. XVI – França)
9. Dissestes que a vossa condição atual é uma punição; portanto, não a escolhestes? – R. Não.
10. Como a vossa existência atual pode servir ao vosso adiantamento, no estado de nulidade em que estais? – R. Ela não é nula para mim diante de Deus que ma impôs.
11. Prevedes a duração de vossa existência atual? – R. Não; ainda alguns anos e reentrarei em minha pátria.
12. Desde a vossa precedente existência até a vossa encarnação atual, que fizestes como Espírito? -R. Foi porque eu era um Espírito leviano que Deus me aprisionou.
13. Em vosso estado de vigília, tendes consciência do que se passa ao vosso redor, e isso apesar da imperfeição dos vossos órgãos? – R. Eu vejo, ouço, mas meu corpo não compreende nem vê nada.
14. Podemos fazer alguma coisa que vos seja útil? – R. Nada.
15. (A São Luís.) As preces por um Espírito reencarnado podem ter a mesma eficácia que para um Espírito errante? – R. As preces são sempre boas e agradáveis a Deus; na posição desse pobre Espírito, não podem lhe servir para nada; servir-lhe-ão mais tarde, porque Deus as reserva.
Nota. Ninguém desconhecerá o alto ensinamento moral que ressalta desta evocação. Ela confirma, por outro lado, o que sempre se disse sobre os idiotas. Sua nulidade moral não se prende à nulidade de seu Espírito que, abstração feita dos órgãos, goza de todas as suas faculdades. A imperfeição dos órgãos não é senão um obstáculo à livre manifestação das faculdades; ela não as aniquila. É o caso de um homem vigoroso cujos membros sejam comprimidos por laços. Sabe-se que, em certos países, os cretinos, longe de serem um objeto de desprezo, são cercados de cuidados benevolentes. Esse sentimento não se prenderia à intuição do verdadeiro estado desses infortunados, tanto mais dignos de considerações quanto seu Espírito, que compreende sua posição, deve sofrer por se ver o resto da sociedade?
REENCARNAÇÃO DIRIGIDA E COMPULSÓRIA
Texto retirado do site http://www.meuwebsite.com.br/espiritismoegenetica/2-2-reencarnacao-dirigida-e-compulsoria.html
O que é “compulsória”? – “Compulsória” quer dizer: forçada, obrigatória.
O que é “dirigida”? – “Dirigida” significa: orientada, administrada.
Como nos mostram as várias obras da literatura espírita, a reencarnação, assim como o processo de desencarnação, não obedece a uma regra geral. “Cada caso é um caso…” Tudo está na dependência das condições do Espírito. De que forma viveu e de que forma morreu? O que aprendeu. Como era ele em apego e desapego, etc…
Pode a reencarnação ser planejada pelo próprio Espírito, até com detalhes no corpo físico, como também as provas podem ser escolhidas pelo reencarnante. Naturalmente, sempre haverá a orientação dos mentores espirituais encarregados desse trabalho.
Em outros casos, o Espírito não tem condições de escolha nem de planejamento e sua reencarnação será compulsória, sem escolhas. No mundo espiritual, em cada hospital, em cada colônia, há um departamento que cuida dos detalhes em favor dos Espíritos candidatos ao retorno à carne, nos casos de reencarne natural. Há, nesses departamentos, modelo de corpos físicos, de acordo com a missão de cada um, e também aí é planejado a família terrena. Nenhum Espírito reencarna em família com a qual não tenha vínculos de amor ou resgate. A lei natural é que nunca recebemos um estranho em nossa família.
No processo de reencarne natural, tudo é previamente programado e tudo obedece a detalhes importantes, como, por exemplo, a linha mestra das tarefas e da missão que o Espírito reencarnante deve cumprir em sua jornada terrena. O Espírito toma conhecimento de suas responsabilidades, conhece de antemão as provas a que será submetido e as pessoas do meio com as quais irá se relacionar. Sabe também que sempre contará cm a ajuda do “anjo guardião” que o irá inspirar nas decisões nos momentos difíceis e de incerteza.
Existem os processos que não obedecem a esta ordem natural das coisas: são as reencarnações compulsórias, aplicadas aos Espíritos reencarnantes, muitos deles dotados de alto grau de inteligência e, alguns, conhecedores do Evangelho e das Leis, mas devotados ao mal. Após análise criteriosa da Espiritualidade Superior, perdem temporariamente a condição do livre-arbítrio e passam por experiências reencarnatórias de grande aprendizado para eles.
Normalmente são portadores de idiotia, de doenças congênitas que os deixam em condições entrevadas durante toda a existência. Será inesquecível o aprendizado para esse Espírito eterno, dotado de inteligência, mas portador de um equipamento defeituoso. A suspensão temporária do livre-arbítrio provém da misericórdia divina, que ampara esses Espíritos de quedas e derrotas espetaculares.
Existem ainda as reencarnações complementares: são Espíritos que não completaram o período que lhes foi destinado viver, abreviaram a existência ou por não terem cuidado da saúde física pelo abuso de substâncias tóxicas, provocando o desencarne. Reencarnam para completar o período em débito.
Vemos, na obra mediúnica de Carlos Baccelli, pelo Espírito Inácio Ferreira, a citação de Espíritos desencarnados comensais de criaturas encarnadas que vampirizavam… Não haviam se habilitado a viver fora do corpo. O tempo em que demoravam no Mundo Espiritual era apenas o suficiente para uma nova existência física, a que retornavam de maneira automática.
No mesmo livro, lemos: “Muitos destes irmãos reencarnam sem que se reconheçam… Vivem na órbita psíquica daqueles com os quais se afinizam e de repente… caem nas malhas da reencarnação. (…) Não temos como acolher esta gente toda na vida espiritual e nem programar reencarnação para todos. Para a grande maioria dos Espíritos, o que funciona é a Lei”.
Em “Memórias de Um Suicida”, de Yvonne A. Pereira, lemos, no capítulo VIII – Novos Rumos, a descrição de várias circunstâncias reencarnatórias, inclusive as de Espíritos internados no manicômio e que, incapazes de raciocinar, seguiam para a reencarnação impelidos pela necessidade imperiosa de uma melhoria e algum progresso.
Diz-nos Yvonne Pereira que os técnicos do Departamento de Reencarnação daquela colônia e seus colaboradores, todos criteriosamente inspirados na Justiça e na Misericórdia das Leis Soberanas do Onipotente Criador, supriam a incapacidade de discernimento desses Espíritos para escolherem o futuro, estabelecendo em conselho o que melhor lhes convinha, com o beneplácito do Mestre Jesus.
Entretanto, outros Espíritos, com o desenvolvimento moral e mental necessário, assistiam a aulas, na colônia citada (Maria de Nazaré), para aquisição de esclarecimentos sobre a reencarnação.
A constituição física do Espírito reencarnante depende das necessidades do seu aprendizado. Sabemos que todas as experiências da vida ficam registradas do perispírito. Se, por exemplo, abusou do fumo, terá marcado, em sua forma perispiritual, nas vias respiratórias e nos pulmões, a dificuldade própria desse vício. Essas manchas ou defeitos do perispírito só desaparecerão quando transferidas para o corpo físico, que funciona como mata-borrão do perispírito.
Na reencarnação natural em que o Espírito tem condições, ele mesmo escolhe quais as manchas perispirituais que passarão para o corpo. Esse processo acontecerá até que a “túnica nupcial” fique branca (perispírito sem manchas).
Como vimos, o corpo físico é o instrumento que o Espírito usará para se livrar das manchas do perispírito e aí contamos com a Genética.
Os genes representariam uma fita magnética com possibilidades de registro das experiências de toda ordem que a espécie humana desenvolve em seus campos de trabalhos e lutas.
Em “Missionário da Luz”, André Luiz cita os mapas cromossômicos, no departamento de reencarnação.
E sempre haverá um espermatozóide adequado para fertilizar o óvulo com o material genético apropriado às necessidades do Espírito reencarnante.
Do que foi exposto, fica evidente a justiça da Reencarnação e a concordância entre as Leis de Deus e a Ciência da Hereditariedade.
Sugerimos aqui a leitura do capítulo referente a esse assunto em o “O Livro dos Espíritos”, nas perguntas citadas na bibliografia.
Bibliografia:
1. MISSIONÁRIOS DA LUZ, de F.C.Xavier-André Luiz, Edição FEB, 8-1993, páginas 205 e 206;
2. MEMÓRIAS DE UM SUICIDA, de Yvonne do Amaral Pereira, Edição FEB, páginas 258, 259, 350 e 351;
3. CREPÚSCULO DE OUTUNO, de Antonio Demarchi/ Irmão Virgílio, Lúmen Edit. Ltda., 1a. Edição, páginas 135 a 143;
4. O LIVRO DS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Questões 171, 196 e 337;
5. DO OUTRO LADO DO ESPELHO, de Carlos A. Baccelli, Edit. Didier, 1a edição.
6. DINÂMICA PSI, de Jorge Andréa, Sociedade Espírita F. V. Lorenz, 3ª edição, 1999, página 107.

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