Deus é Amor

Deus é Amor
Cabana da Esperança

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A porta da liberdade e o amor incondicional de Deus.



A porta da liberdade e o amor incondicional de Deus.

Aprender a conviver com as pessoas e com o modo que cada um segue sua vida,

Algumas pessoas fazem coisa que acabam afetando você em algum sentido.

Viver e aprender a conviver com o sentimento do adio, mais sem deixa ele se mostra para fora.


Viva sempre com o amor em seu coração assim as energias negativas não chegaram a seu ser.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PAI NOSSO EM ARAMAICO



PAI NOSSO EM ARAMAICO




Pai, sopro que emana a Vida.

Aquele que enche o mundo de luz e som.

Que a vossa luz nos ilumine e mostre o caminho sagrado.

Vosso reino celestial se aproxima.

Seja feita a Vossa vontade em nossos atos, no Céu e na Terra.

Dai-nos sabedoria para as nossas necessidades de cada dia, afrouxai as amarras que nos prendem e 

livrai-nos da culpa alheia.

Não nos deixe cair na tentação.

Liberta-nos do que nos afasta da verdadeira razão.

De Vós vem toda a força que nos move, a música que nos glorifica e nos renova a todo tempo.
Amém.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Dialogo com os espíritos guardiões da justiça a serviço de Jesus


A PERDA DO PERISPÍRITO, ESPÍRITOS OVOÍDES, GRAVIDEZ EXTRA-FÍSICA E ZUMBIFICAÇÃO


A PERDA DO PERISPÍRITO, ESPÍRITOS OVOÍDES, GRAVIDEZ EXTRA-FÍSICA E ZUMBIFICAÇÃO – (Dialogo com os espíritos guardiões da justiça a serviço de Jesus)
Resolvemos apresentar questionamentos. Elliah, que era grande conhecedor de certos métodos empregados pelos cientistas do abismo, auxiliaria os chefes da guarnição com mais dados a respeito. Após ordenar o grupo de interessados em torno dos assuntos a serem discutidos, Anton e Jamar se prontificaram a atender nossas indagações. Watab foi o primeiro a se pronunciar, exprimindo dúvidas de vários de nós:
— Vimos espíritos vivendo num estado especial, ao qual os guardiões deram o nome de animação suspensa. Pergunto: o que significa essa animação suspensa e por que tais espíritos se encontram prisioneiros dessa situação ou fase de existência?
Pensando um pouco antes de responder, Jamar (Espírito Guardião) exprimiu-se com palavras sensatas e certo vagar, porém seguramente:
— Considerando que os espíritos a que você se refere estão destituídos de corpo físico, a animação suspensa ocorre em virtude da estagnação da consciência num quadro de crise interna, visto como circuito fechado de culpas e autopunições. A própria consciência é quem se enclausura, como se estivesse prisioneira no interior de um casulo astral. O tal casulo, se assim se pode chamar, é representado pelos despojos do corpo espiritual, cuja forma está em via de deteriorar-se. Esse estado de paralisia das faculdades anímicas faz com que o ser perca progressivamente a aparência humana. Dito de outra maneira, quando o psicossoma adentra o processo de degradação, a resultante dos elementos do qual é constituído o perispírito — ou seja, o material astral em decomposição e transformação — constitui uma espécie de capa ou invólucro semimaterial, dentro do qual hiberna o espírito refém de si mesmo. Num estágio avançado de transfiguração, as funções vitais das células perispirituais são suspensas temporariamente. A partir de então, todos os impulsos e experiências passam a ser dirigidos ao corpo mental e a ele vinculados, ainda que este também se caracterize por certa degeneração, levada em conta a conjuntura espiritual anómala em que o fenómeno se dá. Como se pode ver, o nome “animação suspensa” reflete bem o estado em que se encontra tal espírito.
Não contive a curiosidade e me intrometi (espírito Ângelo Inácio) apaixonadamente pois, em minhas andanças no invisível, ainda não havia deparado com nenhum despojo ou resíduo de corpos espirituais.
O assunto me despertava sincero interesse de aprender, pesquisar e me instruir, até porque, mais tarde, deveria compartilhar cada lance com os companheiros da dimensão física. Foi com esse estado de espírito que me aventurei a perguntar:
— Então a deterioração da forma perispiritual provoca um descarte de elementos constituintes do perispírito ou psicossoma? Poderia me explicar mais detalhadamente?
— É claro, Ângelo! — Retomou o especialista da noite. — Como você sabe, o psicossoma ou corpo espiritual é o resultado da evolução em milénios e milénios, sendo composto de elementos sutis da atmosfera terrestre em conjunto com outras partículas do plano astral. Com a degeneração da forma humana, os componentes desse corpo sutil devem ser reintegrados à natureza — afinal, para onde iriam? —, e isso não ocorre de maneira instantânea, assim como a formação do perispírito não se deu da noite para o dia, num passe de mágica; ao contrário, foi elaborado durante os milénios de peregrinação do espírito nos ambientes planetários. À medida que a matéria integrante do corpo perispiritual sofre a modificação devido à perda temporária da face humana, tais elementos passam a não ter mais serventia, sendo assim reabsorvidos pelo plano astral. Quando o espírito, no iminente retrocesso da aparência, faz jus ao apoio mais detido do Plano Superior, os resíduos descartados no processo são literalmente enterrados no solo astral, a fim de serem reabsorvidos mais depressa pela natureza.
Apressei outra pergunta associada ao mesmo tema, antes que outro guardião se manifestasse:
— E no momento em que o ser, cuja forma humana se perdeu, consegue empreender um movimento na direção oposta, apresentando então condições de retomar a forma, como isso se procede? Ele elabora novamente um corpo espiritual para si, uma vez que perdeu o anterior?
Ainda sob a influência da questão mais recente, eu queria aprofundar-me no problema. De boa vontade, o amigo espiritual me atendeu os anseios de conhecimento:
— Meu amigo Ângelo, é muito bom que indague a esse respeito, sobretudo porque acredito sinceramente que esse é um tópico que reclama bem mais estudo da parte dos companheiros encarnados. Pois bem. Ao utilizar o termo “perda da forma perispiritual”, evidentemente o empregamos no sentido de um descarte provisório, que dura o tempo exato em que a consciência permanecer no estado mental crítico de circuito fechado. Assim que apresentar condições, o ser cujo aspecto se deteriorou é reconduzido a um útero físico ou extrafísico, a fim de receber o choque vibratório e anímico que fará com que despertem novamente na consciência as lembranças do antigo corpo e as potencialidades adormecidas.
“O processo é semelhante em ambas as hipóteses, todavia, no tocante à gravidez extrafísica, ocorre o seguinte, em linhas gerais. A matriz perispiritual do útero materno, juntamente com os modelos mentais da mãe desencarnada na qual é acoplado o ovóide, refunde os elementos da natureza e molda novamente a figura humana. Não se esqueça das lições em nossa universidade, que esclarecem que o perispírito é uma espécie de modelo organizador das formas. Após o contato com o útero da mãe no plano astral, o restante se passa de modo automático, segundo os caminhos criados pela mãe natureza. Isto é, o corpo mental do espírito, desperto pelo choque anímico decorrente do contato com as matrizes no útero materno, elabora, juntamente com o órgão que o abriga, um psicossoma inteiramente novo, compatível com as necessidades do espírito. A associação antes descrita, como se dá com qualquer gestação, capacita o ser a manter a conformação recém-elaborada.”
Diante da resposta elucidativa, outro guardião manifestou-se, com o desejo de saber mais acerca de um tema citado, porém pouco explicado ou pesquisado nas reuniões de estudo dos amigos encarnados:
— Você fala de gravidez extrafísica. Poderia discorrer mais sobre o assunto? Porventura o espírito que detém a forma feminina pode engravidar novamente no plano astral?
Dando uma pausa para incitar à reflexão, nosso benfeitor esclareceu:
— Devemos atribuir peso relativo aos termos empregados do lado de cá. Portanto — disse o guardião, pausadamente —, quando mencionamos a possibilidade de gravidez extrafísica, é bom que se entenda o verdadeiro sentido do que se quer dizer. A gestação da forma exata, como ocorre no plano físico, não encontra similar em nossa dimensão. Não existe união de gametas, espermatozóides e óvulos astrais, para produzir zigotos e, a partir destes, novos seres. Isso não ocorre. No entanto, temos de considerar que o útero materno, não somente no plano físico, mas principalmente no extrafísico, é um potente transformador, vivo e atuante, perfeitamente capaz de transubstanciar elementos sutis, devolvendo a configuração humana àqueles que a perderam.
“Assim sendo, os espíritos que apresentam condições de ser ajudados passam por uma redução da forma ovóide e são acoplados no útero extrafísico de seres que, na Terra, desempenharam a missão de mãe. Nesse estágio, faz-se um acoplamento áurico entre ambos, ou seja, do espírito da mãe desencarnada com a forma mental degenerada em ovóide, que passa a acolher. Através desse contato, refazem-se as matrizes do perispírito, outrora descartadas. A mãe desencarnada não vai parir um novo espírito; entretanto, com as energias de que é portadora na matriz uterina, auxilia na reconstituição da forma humana, que se dissipou. Tal fenómeno não é raro de se ver.
Avançando no processo, tais espíritos são desacoplados do perispírito materno após algum tempo, suficiente para readquirir o aspecto humano, ainda na esfera extrafísica, e somente então são induzidos à reencarnação, isto é, encaminhados ao útero de alguma mãe encarnada. Isso é o que ocorre na maior parte dos casos de recuperação de ovóides. Ao compor as células de um novo corpo físico, a consciência consolida a configuração adquirida no plano astral.
Muitas vezes, é necessário que o espírito-criança tenha ligeira passagem pela vida orgânica, para logo retornar ao plano extrafísico e se ocupar da renovação de seus comportamentos. Deverá se dedicar com afinco à reeducação da alma e das matrizes do pensamento, visando futuras reencarnações.”
O assunto era por demais complexo e interessante para apenas uma pergunta. Creio que, por isso, Watab quis aprofundar mais. Deveras curioso, enfocou sua questão especificamente na perda temporária do corpo perispiritual, que também pode ser chamada de A SEGUNDA MORTE 10 , como o fenómeno é conhecido em alguns círculos:
— Se, durante o processo de perda da forma perispiritual, a consciência se cristaliza por longo tempo, como é a vida íntima do espírito nesse estado? Ele tem ciência do fenómeno que lhe ocorre?
Agora foi Saldanha (Espírito Guardião) quem respondeu, com um largo sorriso estampado no rosto, como a adivinhar nosso desejo cada vez mais intenso de informações:
— Depende muitíssimo do desenvolvimento intelectual e da atividade mental do ser que se projeta nesse estado infeliz — pronunciou nosso interlocutor, de modo a satisfazer nossa sede de conhecimento. — Na maioria dos casos, tais espíritos nem têm consciência do que lhes ocorre. Estão imersos em suas culpas, punindo-se mentalmente, facto que acarreta a perda dos elementos sutis que constituem o perispírito. Não obstante, há espíritos de grande atividade mental e intelectual que, mesmo perdendo a forma humana, conservam a capacidade de raciocinar e agir, embora de maneira fragmentada ou algo reduzida.
Ainda dentro do tema tão instigante, um dos técnicos que nos acompanhava resolveu também perguntar, com foco numa questão mais específica:
— Gostaria muito de saber algo a respeito de um fenómeno que presenciámos. Refiro-me a certos espíritos que tinham um aspecto diferente do humano. Embora conservassem aparência humanóide e continuassem caminhando, emitiam sons incompreensíveis e tentavam se apossar de outros seres, como se fossem zumbis.
Creio que, diante da especificidade da pergunta, Anton se adiantou para responder, uma vez que ele e Jamar tinham experiências mais acentuadas com o assunto:
— É interessante sua pergunta, pois tal fenómeno não é raro de ser observado nas regiões abissais. O que viu é um processo conhecido como zumbificação. Trata-se de um estágio em que o espírito ainda não perdeu completamente o aspecto humano, mas não reúne condições de mantê-lo por si só. Ocorre que, durante o processo de transformação das células do corpo espiritual, a consciência tem impulsos fragmentários que a levam, instintivamente, a tentar reassumir a conformação que se esvai. Nessa fase, conduz-se e comporta-se como um zumbi. Arrasta-se pelo solo astral e é tomada por uma reação de desespero perante o fato que lhe está sucedendo. Com relativa lucidez, assiste a cada detalhe da perda progressiva da forma humana, mas não apresenta nenhum impulso consistente de modificação interior. Antes de se converter em ovóide, o ser se contorce, geme, rasteja e estertora, o que se assemelha a uma espécie de ataque epiléptico de longa duração, até que, enfim, sucumbe, sob o peso da própria culpa e rebeldia. Ocorre com relativa frequência esse fenómeno, estudado pelos Imortais com o nome de zumbificação.
Anton respondia às perguntas com o máximo de precisão, deixando que seus interlocutores pudessem posteriormente avançar no assunto, por si sós. Diante de tantos esclarecimentos, não poderíamos deixar passar a oportunidade, pois a qualidade das respostas dependia inteiramente do método inteligente de fazer as perguntas e do interesse em investigar a fundo as questões. Por isso, resolvi interferir uma vez mais, anotando cada detalhe das dúvidas, bem como das explicações concedidas:
— Como se dá a retomada da forma humana, caso o espírito apresente o necessário para ser socorrido?
A pergunta era simples, porém ajudaria a elucidar muitas outras dúvidas que eu trazia e que gostaria muito de pesquisar por mim mesmo. Anton parecia perceber minhas intenções, ao me ver rabiscar numa folha eletrónica a síntese de suas observações:
— Existem casos, Ângelo, em que o espírito, ao ser resgatado, demora, muitas vezes, dezenas de anos até reconquistar efetivamente a aparência humana. Entretanto, na hipótese de um espírito que vive na condição de ovóide apresentar maturidade para assumir novamente a face humana, tal caso vai requerer internamento nas clínicas do Plano Superior. No que se refere ao seu tratamento na dimensão astral, pode-se envolver o corpo modificado, mas não totalmente desfeito, em elementos sutis, nos quais poderá ficar imerso durante longo tempo. Para a reconstituição definitiva, porém, é indispensável retornar ao corpo físico através da reencarnação. Somente assim recuperará a forma em caráter duradouro e poderá raciocinar com mais lucidez a respeito dos próprios valores, dos atos e suas consequências. Contudo, é importante se precaver quanto ao alto grau de periculosidade que essas entidades representam.
Transformam-se em vampiros astrais e saem em busca de outros seres com os quais estabelecem mórbida sintonia, desempenhando o papel de vampiros, tanto quanto de simbiontes. O quadro que envolve ovóides não é nada simples e, no intrincado capítulo das obsessões complexas, o auxílio a esses espíritos ocorre lentamente.
Eu registrava cada palavra, visando futuros apontamentos para os amigos encarnados, assim como para aqueles de nossa metrópole que se interessassem pelo tema. Enquanto isso, outro espírito apresentou mais um item para esclarecimento:
— Quando você fala a respeito de tomar um novo corpo físico, os espíritos em estado de decomposição da forma não colocariam o corpo da mãe encarnada em risco, devido à baixa vibração de seus organismos espirituais?
Este era também um aspecto interessante, que fora discutido amplamente na universidade de nossa metrópole. Anton resolveu apresentar um ponto de vista pessoal, embora fundamentado em estudos consistentes de pesquisadores da nossa dimensão. De maneira pausada e firme, disse:
— Com certeza poderia haver tal prejuízo, por isso me referi à terapêutica em que tais espíritos são imersos em determinada substância nas clínicas das esferas superiores. Dotado de ingredientes etéricos e astrais, esse material tem a propriedade de absorver elementos tóxicos e insalubres aderidos à forma doente. Mesmo no caso de ovóides, cujo processo de transformação está consolidado, previamente o espírito deverá passar por processo análogo, isto é, ser acoplado antes num útero extrafísico, de mãe desencarnada, a fim de mais tarde ter condições de entrar em relação com o ventre de alguma mãe encarnada. Após o choque energético com a forma humana de um ser desencarnado, em que o ovóide participa de um evento semelhante à gravidez do plano físico, aí sim, ele readquire as memórias e uma protoforma humana e torna-se apto à reencarnação, conforme explicado anteriormente.
“Quando se observa a chamada gravidez psicológica, em alguns casos, a investigação revela que ovóides foram vinculados às mulheres que vivem tal processo. Sem necessidade de haver a união dos sexos, um ou mais espíritos são ligados à mulher para se exporem à repercussão vibratória causada por um perispírito e por um corpo humano saudável. A experiência tem por finalidade provocar um choque anímico no indivíduo, além de obter a colaboração do psiquismo da mãe na elaboração do novo corpo. No momento em que ele é finalmente afastado da mãe, a medicina terrena conclui que a gravidez em curso era, na verdade, um processo psicológico. Do lado de cá, sabe-se que esse processo psicológico, muitas vezes, é fruto da tentativa de estimular a criação de um organismo perispiritual para algum ser necessitado.”
Ainda sob o impacto da resposta de Anton, os guardiões se manifestaram com perguntas cada vez mais interessantes e inteligentes, denotando o real interesse de aprender:
— Falou-se o tempo inteiro de seres que perderam o modelo humano ou o perispírito, quando este foi transformado e, digamos assim, condensado na forma mental degradada de um ovóide. Contudo, ainda não há informações precisas sobre situações concretas que favorecem ou determinam a degeneração do corpo espiritual em ovóide.
Desta vez foi Jamar, o guardião da noite, quem assumiu a palavra, falando-nos com seu jeito alegre, porém firme e resoluto:
— Desde a segunda metade do século XIX, o Plano Superior colocou à nossa disposição dados e pesquisas que facilitam a compreensão do fenómeno de regressão da forma perispiritual, o que não quer dizer que não haja muita coisa a ser entendida ainda. Mesmo com a complexidade do fenómeno, podemos destacar alguns itens relativos a essa transmutação. Primeiramente, o corpo espiritual se modifica lenta e não diretamente num corpo ovóide. Ao longo do processo, adquire outras aparências, em etapas graduais de degeneração do aspecto humano, até restringir-se por completo à protoforma ovóide.
“Há casos em que o organismo perispiritual é como que implodido, por meio de uma interferência de origem externa, refletindo claramente a ação premeditada de obsessores que se utilizam da técnica astral para induzir a terríveis sofrimentos suas vítimas de dimensão equivalente (Licantropia e Zoantropia). Sem dúvida, é um caso que merece estudos apurados. Todavia, por ora procuraremos nos ater às circunstâncias próprias do indivíduo, isto é, endógenas, que o levam à ovoidização.
Ante o exposto, constatámos que a psicotransformação das células perispirituais num corpo ovóide possui causas, na esmagadora maioria dos casos, identificadas com uma entre três categorias gerais a seguir.”
Pessoalmente, adorava a didática de Jamar, que destrinchava o tópico em pauta analítica e pedagogicamente. Talvez a tenha aprendido ao especializar-se em estratégia? Prosseguiu ele:
— No primeiro cenário, há o homem que viveu uma vida selvagem e, após a morte biológica, ao adentrar a erraticidade, apresenta-se com um medo extraordinário diante da imensidade da vida no invisível. Desprovido da maturidade proporcionada pela vida verdadeiramente espiritualizada, mas estando frente à realidade extrafísica, mantém os pensamentos circunscritos ao estilo de vida que abandonou em sua vivência primitiva. O medo exagerado do desconhecido o induz a retirar-se do convívio de outros seres mais esclarecidos, numa espécie de transe post-mortem, durante o qual as ideias fixas acabam por comprometer a estabilidade das moléculas do psicossoma (períspirito). Crise interna de grave repercussão se estabelece, confinando emoções e pensamentos a um circuito fechado. Logo se manifesta a perda temporária da forma humanóide, favorecida ainda pela inexperiência espiritual, própria do ser relativamente primitivo. Não há estímulos para exercitar os órgãos psicossomáticos, que se atrofiam, tal qual sucede com os órgãos do corpo físico quando perdem a função ou ficam paralisados. Lentamente ocorre a modificação das funções e do aspecto desses órgãos, que se retraem dentro de uma forma oval. Este é o caso clássico, ainda que bem menos frequente nos dias atuais.
“Nosso amigo André Luiz já fez algumas referências a este caso em particular 11. Contudo, é importante acrescentar que a forma ovóide é um corpo mental doente, embora guarde na memória os registros de todos os órgãos de exteriorização da personalidade, tanto na erraticidade quanto na dimensão física, assim como o projeto de um corpo somático está impresso no DNA.”
Dando uma pausa para pensarmos e registrarmos suas observações, o guardião da noite continuou:
— A segunda situação é a que ocorre com seres que se fixam em emoções e pensamentos profundamente doentios ou vingativos, os quais se sujeitam à própria força mental num processo de auto-hipnose. A consciência faz com que o corpo perispiritual se decomponha gradativamente, à medida que se instala o estado crescente de desequilíbrio íntimo. Vêem-se neste caso as consequências do monoideísmo, que age sobre células e átomos do corpo psicossomático, causando a involução da forma, embora sem prejuízo das aquisições como ser espiritual. Os ovóides resultantes deste tipo de transformação em geral se fixam nas auras de outras individualidades que desenvolvem pensamentos e emoções semelhantes, girando, as duas ou mais mentes — hospedeiro e parasitas —, num círculo vicioso de culpa, ódio, remorso e vingança.
Outra pausa para nossos apontamentos e Jamar continuou, agora dando ênfase às palavras:
— Estudemos agora o terceiro caso. Diz respeito a grandes vilões da história planetária, tanto os que ganharam projeção quanto os que se esconderam no anonimato. Autores de crimes hediondos contra a humanidade, não suportam a visão e a lembrança das atrocidades cometidas em desfavor do progresso e, com isso, transformam-se em espíritos dementes. Atormentados com a ferocidade da própria alma, fecham-se no monoideísmo enfermiço e na hipnose dos sentidos, causando a retração dos órgãos do corpo perispiritual, tal como ocorre com os da segunda classe.
“Entre os indivíduos nesta categoria, encontram-se também aqueles que detêm seu processo reencarnatório indefinidamente, no intuito de evitar o surto de progresso a que seria fatalmente compelidos, caso renascessem. Ao se oporem, tais espíritos, radicalmente à reencarnação, as células e a matéria constituinte do corpo astral sentem-se irremediavelmente atraídas pela gravidade terrestre, o que provoca a desagregação tissular do psicossoma, que se desfaz em etapas e vagarosamente, modificando-se sensivelmente ao longo do tempo. O ser em questão passa a ter sua ação restringida, o que leva muitos deles a recorrer à técnica astral para contornar o curso natural dos acontecimentos. De um lado, erguem poderosos campos de contenção em torno de si, a fim de manter a coesão molecular do perispírito por meio de uma força magnética que neutralize o impulso de desagregação. De outro lado, sabendo que a deterioração é iminente, procuram compor um outro corpo, artificial, com o qual passam a agir entre seus semelhantes assim que a situação do psicossoma se torna insustentável. Obviamente, há graves consequências para o espírito que intenta burlar a lei, opondo-se aos seus mecanismos. É uma ação gravíssima, que pode lesar o cérebro perispiritual ou outros órgãos. Não há escapatória nem exceção à regra: somente através da reencarnação é que os ovóides poderão plasmar o perispírito outra vez, de modo duradouro, juntamente com a nova forma carnal.”
Para finalizar suas observações tão elucidativas, Jamar falou, mudando a inflexão da voz:
— Em todos os casos, o processo de perda da forma espiritual é gravíssimo. Reclama estudos e a busca por uma instrumentalidade apropriada para compreender e enfrentar as diversas nuances desse fenómeno.
Vários guardiões se manifestaram ao mesmo tempo, entusiasmados com a descrição sumária das motivações que conduzem à ovoidização. No entanto, a ordem e a disciplina prevaleceram, fazendo com que as perguntas fossem organizadas conforme o tema:
— Há como tratar os casos descritos no ambiente de uma reunião mediúnica?
A pergunta interessante, feita por um dos guardiões ligados a determinada casa espírita, despertou minha curiosidade, pois já havia participado de diversas reuniões mediúnicas como ouvinte e pesquisador atento. Fiquei imensamente interessado na resposta de Jamar, que se seguiu:
— Deve-se lembrar que, pelo ambiente da reunião mediúnica, passam menos de 10% dos casos tratados pelos benfeitores da humanidade. Sinceramente acredito — falou o chefe dos guardiões — que, numa reunião mediúnica cujos componentes estão unidos no propósito de servir, especialmente se estiverem apoiados nos princípios e fundamentos da doutrina espírita, conforme codificados por Kardec, muito se poderá fazer em benefício desses nossos irmãos em processo de sofrimento. Entretanto, é importante esclarecer que os médiuns não devem alimentar a ideia de que tudo podem, e que resolvem qualquer caso que lhes é apresentado. Muitas vezes, espíritos ovóides são conduzidos para as reuniões espíritas com a finalidade exclusiva de receber um choque anímico, que estimule o corpo mental à recuperação das matrizes e lembranças, nele, impressas. Independentemente disso, a maior parte do trabalho ocorre no plano extrafísico e, no caso particular dos ovóides, em futuras reencarnações. Essa é a realidade.
Jamar não poderia ser mais específico. Suas respostas contribuiriam muito para os estudos meus e dos demais guardiões. Depois dessa seção de perguntas e respostas, reunimo-nos em grupos, para aprimorar nossas próprias observações. Aos poucos, os interesses foram se satisfazendo, e os apontamentos, cada vez mais pormenorizados, seriam úteis nas pesquisas realizadas na universidade de nossa metrópole.
******
(10) – O autor espiritual Joseph Gleber explica que a segunda morte — nome genérico para o descarte do perispírito — pode se dar em duas circunstâncias opostas. Pode ser consequência da evolução, quando o espírito se liberta da roda das reencarnações em planetas de provas e expiações, ou seja, quando transcende o estágio em que Allan Kardec enquadrou os chamados espíritos errantes. Para o codificador do espiritismo, dizer que o espírito está na erraticidade equivale a dizer que está no intervalo entre encarnações. Por outro lado, a segunda morte também pode ser ocasionada por regressão da forma, caso em que o espírito passa a atuar através de um corpo mental degenerado. Este livro trata exclusivamente do último caso. (Para saber mais, ver: pinheiro, Robson pelo espírito Joseph Gleber. Consciência. Casa dos Espíritos Editora, 3007, itens 105 a 107.)
(11) – Este assunto pode ser encontrado nas obras “Evolução em dois Mundos” e “Libertação”, do espírito André Luiz pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. O mesmo espírito tratou da perda do governo da forma do perispírito também nas obras “Missionários da Luz” e “Entre a Terra e o Céu” (todas editadas pela Federação Espírita Brasileira). Embora os ovóides não tenham sido mencionados nas obras de Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns” ele afirma que o “perispírito se dilata ou contrai, se transforma: presta-se, numa palavra, a todas as metamorfoses, de acordo com a vontade que nele atua” (na parte, cap. 1, item 56). Portanto, tais palavras já nos permitiam concluir a respeito da possibilidade do fenómeno da ovoidização.)
Fonte – Senhores da Escuridão (psicografia Robson Pinheiro – espírito Ângelo Inácio) Cap.6 “Preciosos Apontamentos”
Fonte : http://www.ceuesperanca.com.br/

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Meditação do nosso intimo.

MEDITAÇÃO



Meditação é uma medicina espiritual muito importante.

Podemos andar o mundo todo à procura de algo que nos falta, mais aquilo que nos falta está 

mais perto que imaginamos, dentro de nós mesmos.

Olhamos para os outros e acabamos esquecendo-se de olharmos um pouco para nós.

Descubra o universo que vive dentro do seu intimo.




CABANA DA ESPERANÇA.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Mensagem de Pai João de Aruanda

PAI JOÃO DE ARUANDA 


O que é isso, meu irmão?  Porque  que  falar  da  casa  do  outro  quando  a  nossa  casa  está  cheia  de  motivos para transformação?  Pra que citar os insucessos espirituais alheios, quando nos falta muito para  aprender, caminhar e acertar?  Não  perca  tempo  relatando  ocorrências  infelizes  dos  outros.  E  também,  tanto quanto nós, se esforçam como podem para deter a miséria de muita gente e  resgatar sua dignidade perdida.  Mensageiros  do  bem,  trabalhando  em  nome  do  Nosso  Senhor  em  outra  seara, com outros instrumentos, e se nós estivéssemos no lugar deles, talvez não  saberíamos agir de outra forma.  Eles, no lugar em que nos encontramos, servindo conforme a cartilha que  seguimos, deixamos muito a desejar. Falta­nos imensos caminhos a percorrer até  que possamos ser considerados verdadeiros trabalhadores do nosso Pai. Pense nisso,  meu  filho,  e  aprendamos  juntos  a  dominar a  palavra  que  sai  de nossa  boca  e  a  controlar os comentários infelizes em relação àqueles que foram chamados por Jesus  para realizar tipo de tarefa que nós rejeitamos fazer.  No  final  daquela  reunião  cujos  comentários  invocavam  a  intolerância  religiosa, o pai­velho assume o médium e fala, de forma a tocar os corações.  Lá vem vovô descendo a ladeira com sua sacola. E com seu rosário e com  seu patuá, ele vem de Angola. Eu quero ver, vovô, eu quero ver, eu quero ver se  filho de Zambi tem querer.

Fonte: Livro Sabedoria de Um Preto Velho , Psicografado por Robson Pinheiro. 

Cabana da Esperança


Eu Fábio Rodrigues fiz esse blog para sim estudar sobre a umbanda que assim faço parte dessa religião maravilhosa.
Como todo iniciante tenho minhas duvidas então criei esse blog para meus estudos e minhas pesquisas, não estou aqui para ganhar mérito ou querer ganhar títulos em cima de ninguém.
Assim que vocês entram no meu blog da para perceber que todos os textos tem sua fonte de onde tirei.
O principal também é de divulgar cada vez mais nossa UMBANDA queria axe a todos.
Um grande abraço.

domingo, 14 de setembro de 2014

REENCARNAÇÕES COMPULSÓRIAS VOCÊ SABE O QUE É?|Umbanda do Bem

Para fins de reflexão, seguem abaixo trechos de obras, opinião e estudos que auxiliarão na compreensão do tema citado. A proposta não é conclusiva, mas oferecerá situações e análises para a formação de uma linha de raciocínio esclarecedora.
“O LIVRO DOS ESPÍRITOS” – Allan Kardec
262. Como pode o Espírito, que, em sua origem, é simples, ignorante e carecido de experiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha?
“Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir, como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bons Espíritos. A isso é que se pode chamar a queda do homem.”
262.a Quando o Espírito goza do livre-arbítrio, a escolha da existência corporal dependerá sempre exclusivamente de sua vontade, ou essa existência lhe pode ser imposta, como expiação, pela vontade de Deus?
“Deus sabe esperar, não apressa a expiação. Todavia, pode impor certa existência a um Espírito, quando este, pela sua inferioridade ou má-vontade, não se mostra apto a compreender o que lhe seria mais útil, e quando vê que tal existência servirá para a purificação e o progresso do Espírito, ao mesmo tempo que lhe sirva de expiação.”
337. Pode a união do Espírito a determinado corpo ser imposta por Deus?
“Certo, do mesmo modo que as diferentes provas, mormente quando ainda o Espírito não está apto a proceder a uma escolha com conhecimento de causa. Por expiação,
pode o Espírito ser constrangido a se unir ao corpo de determinada criança que, pelo seu nascimento e pela posição que venha a ocupar no mundo, se lhe torne instrumento de castigo.”
REVISTA ESPÍRITA (junho de 1860)
“O Espírito de um idiota”
(Sociedade, 25 de maio de 1860)
Charles de Saint-G… é um jovem idiota de treze anos, vivo, e cujas faculdades intelectuais são de tal modo nulidade que não reconhece seus pais, e pode, com dificuldade, tomar ele mesmo seu alimento. Há nele parada completa do desenvolvimento de todo o sistema orgânico. Pensara-se que aí poderia estar um interessante assunto de estudo psicológico.
1. (A São Luís.) Quereis dizer-nos se podemos evocar o Espírito dessa criança? – R. Podeis evocá-lo como evocais o Espírito de um morto.
2. Vossa resposta nos faria supor que a evocação poderia dar-se qualquer momento. – R. Sim; sua alma liga-se ao seu corpo por laços materiais, mas não por laços espirituais; ela pode sempre se desligar.
3. Evocação de Ch. de Saint-G…-R. Sou um pobre Espírito amarrado à Terra como um pássaro por uma pata.
4. Em vosso estado atual, como Espírito, tendes a consciência de vossa nulidade nesse mundo? -R. Certamente; sinto bem o meu cativeiro.
5. Quando o vosso corpo dorme, e que o vosso Espírito se desliga, tendes as idéias tão lúcidas como se estivésseis num estado normal? – R. Quando meu infeliz corpo repousa, estou um pouco mais livre para elevar-me ao céu a que aspiro.
6. Sentis, como Espírito, um sentimento penoso de vosso estado corpóreo? – R. Sim, uma vez que é uma punição.
7. Lembrai-vos de vossa existência precedente? – R. Oh! Sim; foi a causa de meu exílio na presente.
8. Qual foi essa existência? – R. Um jovem libertino ao tempo de Henrique III (Séc. XIII – Inglaterra ou Séc. XVI – França)
9. Dissestes que a vossa condição atual é uma punição; portanto, não a escolhestes? – R. Não.
10. Como a vossa existência atual pode servir ao vosso adiantamento, no estado de nulidade em que estais? – R. Ela não é nula para mim diante de Deus que ma impôs.
11. Prevedes a duração de vossa existência atual? – R. Não; ainda alguns anos e reentrarei em minha pátria.
12. Desde a vossa precedente existência até a vossa encarnação atual, que fizestes como Espírito? -R. Foi porque eu era um Espírito leviano que Deus me aprisionou.
13. Em vosso estado de vigília, tendes consciência do que se passa ao vosso redor, e isso apesar da imperfeição dos vossos órgãos? – R. Eu vejo, ouço, mas meu corpo não compreende nem vê nada.
14. Podemos fazer alguma coisa que vos seja útil? – R. Nada.
15. (A São Luís.) As preces por um Espírito reencarnado podem ter a mesma eficácia que para um Espírito errante? – R. As preces são sempre boas e agradáveis a Deus; na posição desse pobre Espírito, não podem lhe servir para nada; servir-lhe-ão mais tarde, porque Deus as reserva.
Nota. Ninguém desconhecerá o alto ensinamento moral que ressalta desta evocação. Ela confirma, por outro lado, o que sempre se disse sobre os idiotas. Sua nulidade moral não se prende à nulidade de seu Espírito que, abstração feita dos órgãos, goza de todas as suas faculdades. A imperfeição dos órgãos não é senão um obstáculo à livre manifestação das faculdades; ela não as aniquila. É o caso de um homem vigoroso cujos membros sejam comprimidos por laços. Sabe-se que, em certos países, os cretinos, longe de serem um objeto de desprezo, são cercados de cuidados benevolentes. Esse sentimento não se prenderia à intuição do verdadeiro estado desses infortunados, tanto mais dignos de considerações quanto seu Espírito, que compreende sua posição, deve sofrer por se ver o resto da sociedade?
REENCARNAÇÃO DIRIGIDA E COMPULSÓRIA
Texto retirado do site http://www.meuwebsite.com.br/espiritismoegenetica/2-2-reencarnacao-dirigida-e-compulsoria.html
O que é “compulsória”? – “Compulsória” quer dizer: forçada, obrigatória.
O que é “dirigida”? – “Dirigida” significa: orientada, administrada.
Como nos mostram as várias obras da literatura espírita, a reencarnação, assim como o processo de desencarnação, não obedece a uma regra geral. “Cada caso é um caso…” Tudo está na dependência das condições do Espírito. De que forma viveu e de que forma morreu? O que aprendeu. Como era ele em apego e desapego, etc…
Pode a reencarnação ser planejada pelo próprio Espírito, até com detalhes no corpo físico, como também as provas podem ser escolhidas pelo reencarnante. Naturalmente, sempre haverá a orientação dos mentores espirituais encarregados desse trabalho.
Em outros casos, o Espírito não tem condições de escolha nem de planejamento e sua reencarnação será compulsória, sem escolhas. No mundo espiritual, em cada hospital, em cada colônia, há um departamento que cuida dos detalhes em favor dos Espíritos candidatos ao retorno à carne, nos casos de reencarne natural. Há, nesses departamentos, modelo de corpos físicos, de acordo com a missão de cada um, e também aí é planejado a família terrena. Nenhum Espírito reencarna em família com a qual não tenha vínculos de amor ou resgate. A lei natural é que nunca recebemos um estranho em nossa família.
No processo de reencarne natural, tudo é previamente programado e tudo obedece a detalhes importantes, como, por exemplo, a linha mestra das tarefas e da missão que o Espírito reencarnante deve cumprir em sua jornada terrena. O Espírito toma conhecimento de suas responsabilidades, conhece de antemão as provas a que será submetido e as pessoas do meio com as quais irá se relacionar. Sabe também que sempre contará cm a ajuda do “anjo guardião” que o irá inspirar nas decisões nos momentos difíceis e de incerteza.
Existem os processos que não obedecem a esta ordem natural das coisas: são as reencarnações compulsórias, aplicadas aos Espíritos reencarnantes, muitos deles dotados de alto grau de inteligência e, alguns, conhecedores do Evangelho e das Leis, mas devotados ao mal. Após análise criteriosa da Espiritualidade Superior, perdem temporariamente a condição do livre-arbítrio e passam por experiências reencarnatórias de grande aprendizado para eles.
Normalmente são portadores de idiotia, de doenças congênitas que os deixam em condições entrevadas durante toda a existência. Será inesquecível o aprendizado para esse Espírito eterno, dotado de inteligência, mas portador de um equipamento defeituoso. A suspensão temporária do livre-arbítrio provém da misericórdia divina, que ampara esses Espíritos de quedas e derrotas espetaculares.
Existem ainda as reencarnações complementares: são Espíritos que não completaram o período que lhes foi destinado viver, abreviaram a existência ou por não terem cuidado da saúde física pelo abuso de substâncias tóxicas, provocando o desencarne. Reencarnam para completar o período em débito.
Vemos, na obra mediúnica de Carlos Baccelli, pelo Espírito Inácio Ferreira, a citação de Espíritos desencarnados comensais de criaturas encarnadas que vampirizavam… Não haviam se habilitado a viver fora do corpo. O tempo em que demoravam no Mundo Espiritual era apenas o suficiente para uma nova existência física, a que retornavam de maneira automática.
No mesmo livro, lemos: “Muitos destes irmãos reencarnam sem que se reconheçam… Vivem na órbita psíquica daqueles com os quais se afinizam e de repente… caem nas malhas da reencarnação. (…) Não temos como acolher esta gente toda na vida espiritual e nem programar reencarnação para todos. Para a grande maioria dos Espíritos, o que funciona é a Lei”.
Em “Memórias de Um Suicida”, de Yvonne A. Pereira, lemos, no capítulo VIII – Novos Rumos, a descrição de várias circunstâncias reencarnatórias, inclusive as de Espíritos internados no manicômio e que, incapazes de raciocinar, seguiam para a reencarnação impelidos pela necessidade imperiosa de uma melhoria e algum progresso.
Diz-nos Yvonne Pereira que os técnicos do Departamento de Reencarnação daquela colônia e seus colaboradores, todos criteriosamente inspirados na Justiça e na Misericórdia das Leis Soberanas do Onipotente Criador, supriam a incapacidade de discernimento desses Espíritos para escolherem o futuro, estabelecendo em conselho o que melhor lhes convinha, com o beneplácito do Mestre Jesus.
Entretanto, outros Espíritos, com o desenvolvimento moral e mental necessário, assistiam a aulas, na colônia citada (Maria de Nazaré), para aquisição de esclarecimentos sobre a reencarnação.
A constituição física do Espírito reencarnante depende das necessidades do seu aprendizado. Sabemos que todas as experiências da vida ficam registradas do perispírito. Se, por exemplo, abusou do fumo, terá marcado, em sua forma perispiritual, nas vias respiratórias e nos pulmões, a dificuldade própria desse vício. Essas manchas ou defeitos do perispírito só desaparecerão quando transferidas para o corpo físico, que funciona como mata-borrão do perispírito.
Na reencarnação natural em que o Espírito tem condições, ele mesmo escolhe quais as manchas perispirituais que passarão para o corpo. Esse processo acontecerá até que a “túnica nupcial” fique branca (perispírito sem manchas).
Como vimos, o corpo físico é o instrumento que o Espírito usará para se livrar das manchas do perispírito e aí contamos com a Genética.
Os genes representariam uma fita magnética com possibilidades de registro das experiências de toda ordem que a espécie humana desenvolve em seus campos de trabalhos e lutas.
Em “Missionário da Luz”, André Luiz cita os mapas cromossômicos, no departamento de reencarnação.
E sempre haverá um espermatozóide adequado para fertilizar o óvulo com o material genético apropriado às necessidades do Espírito reencarnante.
Do que foi exposto, fica evidente a justiça da Reencarnação e a concordância entre as Leis de Deus e a Ciência da Hereditariedade.
Sugerimos aqui a leitura do capítulo referente a esse assunto em o “O Livro dos Espíritos”, nas perguntas citadas na bibliografia.
Bibliografia:
1. MISSIONÁRIOS DA LUZ, de F.C.Xavier-André Luiz, Edição FEB, 8-1993, páginas 205 e 206;
2. MEMÓRIAS DE UM SUICIDA, de Yvonne do Amaral Pereira, Edição FEB, páginas 258, 259, 350 e 351;
3. CREPÚSCULO DE OUTUNO, de Antonio Demarchi/ Irmão Virgílio, Lúmen Edit. Ltda., 1a. Edição, páginas 135 a 143;
4. O LIVRO DS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Questões 171, 196 e 337;
5. DO OUTRO LADO DO ESPELHO, de Carlos A. Baccelli, Edit. Didier, 1a edição.
6. DINÂMICA PSI, de Jorge Andréa, Sociedade Espírita F. V. Lorenz, 3ª edição, 1999, página 107.

TOMILHO ERVA DE OGUM E OXÓSSI

TOMILHO
Tomilho – O escritor inglês William Shakespeare dizia que a rainha das fadas morava em um pé de tomilho. Se a criatura mágica em questão for a Fada do Dente, faz todo o sentido: do tomilho é extraído o timol, substância usada tanto na fabricação de pasta de dente quanto em antisépticos bucais. Mas os poderes mágicos do tomilho não param por aí. Por seu sabor picante, mentolado e ligeiramente amargo, essa erva tem largo uso na cozinha, emprestando sabor a peixes, carnes, molhos e licores.
Os “poderes” do tomilho se estendem, claro, à medicina popular. Seu chá ameniza a tosse, alivia cólicas menstruais, facilita a digestão de alimentos gordurosos e pode ser usado no tratamento de asma e bronquite. Para prepará-lo, use folhas e cabinhos de flores frescas, deixadas por alguns minutos em uma xícara de água fervente, e ofereça ao doente três vezes por dia (não é recomendado para grávidas). O chá também diminui a queda de cabelo: aplique o líquido frio enquanto massageia o couro cabeludo, por uns 10 minutos, antes de passar o condicionador. Suas folhas esmagadas viram ainda uma pasta que acelera a cicatrização de pequenos cortes e acalma a coceira causada pela picada de insetos. A planta é uma verdadeira farmácia!

Ao contrário de muitas ervas cultivadas em horta, o tomilho não é anual e tem um ciclo de vida bastante longo se bem cuidado. Semeie em vaso preparado com duas partes de terra, uma de areia e uma de húmus de minhoca ou composto orgânico bem misturados. Mantenha o vaso em local ensolarado e fresco. Regue a planta sempre que notar a terra seca, com mais frequência nas primeiras semanas após o plantio, mas tomando cuidado para evitar o encharcamento, já que o tomilho prefere solo seco.

FONTE: http://www.umbandadobem.com/ewe-orisa/ewe-orisa-tomilho-erva-de-ogum-e-oxossi/

Magnetização da água

Magnetização da água

 

A água é, de todos os corpos inertes, o que mais facilmente se magnetiza e que também comunica melhor a energia de que é portadora.

A água, por si mesma, já é, como o ar, a luz, o calor, um dos elementos primordiais da nossa vida planetária; magnetizando-a, aumenta-se consideravelmente a energia das suas propriedades vitais. Na opinião de todos aqueles que se ocupam de magnetismo sob o ponto de vista curador, a água magnetizada representa um papel muito importante na medicina magnética; de todas as magnetizações intermediárias é a que produz efeitos mais surpreendentes e mais úteis à saúde.

Entre os acessórios dos tratamentos magnéticos, eu encaro a água magnetizada como um dos mais preciosos; empreguei-a muitas vezes, e com a maior vantagem. (Dr. Roullier, 1817)

A água magnetizada é um dos agentes mais poderosos e salutares que se podem empregar; vi-a produzir efeitos tão maravilhosos que eu receava iludir-me, e só pude acreditar depois de milhares de experiências. Os magnetizadores não fazem muito uso da água magnetizada; entretanto ela lhes pouparia muitas fadigas, dispensariam os seus doentes de vários remédios, e acelerariam a cura se dessem a esse meio todo o valor que merece. (Deleuze)

Os efeitos produzidos pela água magnetizada são múltiplos, às vezes são até absolutamente opostos; alternativamente tônica ou laxativa a água magnetizada fecha ou abre as vias de eliminação conforme as necessidades do organismo, pois toda a magnetização direta ou indireta tem por fim o equilíbrio das correntes, e conseguintemente o das funções. O efeito será tônico, quando houver excesso nas funções de eliminação; será laxativo, quando as funções de condensação forem exageradas.

A água magnetizada possui a preciosa vantagem de substituir qualquer espécie de purgantes e de agir naturalmente nas constipações mais recentes. Tomada regularmente, em jejum e nas refeições durante muitas semanas seguidas, acaba quase sempre restabelecendo o equilíbrio das funções e triunfando da inércia intestinal a mais rebelde. Por este meio, restabelece o curso normal das fezes em pessoas impossibilitadas que permaneciam no leito há muitos anos, sem que conseguissem defecar, a não ser por meio de purgantes e clisteres. Algumas vezes, os efeitos purgativos da água magnetizada são muito pronunciados.

No tratamento de um reumatismo articular agudo, não somente as bebidas magnetizadas fizeram cessar uma constipação renitente, mas ainda provocaram trinta e uma dejeções abundantes e infectas, em menos de cinco dias. Longe de enfraquecerem o doente, elas trouxeram uma melhora tal em seu estado, que ele pode levantar-se, apesar de não ter tomado alimento durante os dez dias que esteve no leito.

No tratamento de um tumor do ouvido, complicado de uma hemiplegia da face, a água magnetizada produziu, no espaço de dezoito dias, três a oito evacuações diárias: estas dejeções líquidas não fatigaram de maneira alguma o doente, e livraram-no definitivamente do corrimento purulento do ouvido, primeira causa da hemiplegia, que desapareceu por sua vez cinco meses depois.

Se a água magnetizada tomada internamente, favorece as digestões e secreções, impede o retorno dos acessos nas febres intermitentes e pode reconstituir o organismo por completo, como se fora o melhor dos fortificantes; o seu emprego externo em loções e compressas não tem menos efeitos soberanos, para as feridas, os dartros, as queimaduras, as erisipelas e as moléstias de olhos.

A água magnetizada deve ser empregada como acessório de todo tratamento para auxiliar a ação magnética direta. Receita-se como bebida nas refeições ou nos intervalos; emprega-se também em banhos e loções.

Magnetiza-se a água da maneira seguinte, conforme os recipientes que a contêm:

Para magnetizar um copo d’água, toma-se com a mão esquerda, e com a direita faz-se imposições e passes na superfície do líquido e ao longo das paredes do copo.

Para magnetizar uma jarra ou uma garrafa d’água, deve-se colocá-la desarrolhada na mão esquerda, e fazer com a mão direita imposições e passes na entrada do vaso e ao longo de suas paredes; se o recipiente for muito grande, de modo que não se possa tê-lo entre as mãos, coloca-se-o sobre uma mesa diante de si, envolve-se-o do melhor modo que for possível com os dedos abertos, depois faz-se em seguida imposições e passes com as duas mãos na entrada do recipiente e ao longo das suas paredes.

Para magnetizar um banho, passa-se a mão aberta pela superfície da água, duma extremidade à outra da banheira, mergulha-se-a durante alguns minutos; depois, estende-se as mãos fora da água, para o centro, fazendo passes sucessivos muito lentos sobre a superfície da água.

Proporciona-se o tempo da magnetização ao volume de água e ao tamanho do recipiente. São necessários de dois a cinco minutos para magnetizar um copo ou uma garrafa, e cerca de dez minutos para magnetizar um banho.

Do livro Magnetismo Curador – Alphonse Bué

- Lembramos que, neste caso, a água magnetizada diz respeito à magnetização através do Magnetismo Animal, ou seja, fluido vital oriundo do ser humano, através da imposição das mãos. Em nada tem a ver com águas magnetizadas (imantadas) através de purificadores, jarras ou aparelhos com ímãs.


Fonte:http://www.ceuesperanca.com.br/

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Doutrina de Umbanda, ainda é preciso muita perseverança!

Doutrina de Umbanda, ainda é preciso muita perseverança!|Texto de Géro Maita

Doutrina de Umbanda, ainda é preciso muita perseverança!
Hoje encontramos 108 anos depois da fundação da Umbanda no Brasil com o advento do Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma vasta gama de “escolas do espírito” dentro de terreiros, preocupadas mais com o preparo do médium neófito de Umbanda do que propriamente com o fenômeno mediúnico da incorporação umbandista.
Isso a nosso ver é algo extremamente positivo, pois bem sabemos o quanto o preparo faz a diferença e gera “excelência” no atendimento de terreiro, mas principalmente no lado moral e na disciplina do médium.
Hoje não “se bate mais cabeça”, por que todos batem, não se enche a cara de cachaça no trabalho de terreiro ou quem sabe alimentam espíritos viciados no tabaco. Com os estudos, as práticas pautadas no bom senso e o amadurecimento da mediunidade, se pode compreender a dinâmica energética que estes elementos adquirem dentro do terreiro.
O médium não mais olha o elemento e não sabe como o mesmo age em sua contraparte etérea. Hoje temos os estudos das pedras, benzimentos, ervas, fogo e fundamentos sagrados da Umbanda que deixam o amadurecimento magista em cada médium e claro a segurança de se saber o que e com o que se esta mexendo.
No desenvolvimento mediúnico, abandona-se o velho giro e entra o estudo e o desenvolvimento da doutrina mediúnica de Umbanda, onde a casa através de sacerdotes responsáveis preparam os iniciantes da jornada da vida, dentro da caridade de Umbanda.
Ainda encontraremos hoje às escolas de ensino a distância conhecidas como EAD’s. Seu compromisso é levar ensino de boa qualidade às regiões onde o mesma não chega ou nem exista. E mediante este cenário vamos vendo se realizar o “MANIFESTAR DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE” anunciado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois sabemos que para “manifestar”, antes é preciso “preparar”.
Mas, ainda existem dirigentes que movidos por uma onda de orgulho, vaidade e manipulação, proíbem seus médiuns de aprenderem, pesquisarem sobre a fé que professam, e o pior, dentro da própria casa que dirigem em momento algum usam o espaço para preparar ensinando o estudo da doutrina de Umbanda.
- Manipulação do medo
- Ameaças constantes
- Especulação financeira
- Visão da ignorância
Estes são alguns dos atributos que encontramos com os manipuladores da fé e do bom senso vestindo o brando e usando a “carteirada” de pai, mãe, dirigente, zelador de terreiro para se sobreporem ao médium que procura o estudo.
E quando o médium mostra “ousadia” e procura estudo o que julgamos totalmente normal, simplesmente são afastados de suas atividades na casa.
Acreditamos que aqueles que desta maneira procedem com a responsabilidade da direção de um terreiro manipulando, pregando a doutrina do medo e afastando o médium interessado somente em aprender, estão caídos em um poço de orgulho, arrogância, maldade e principalmente desrespeito com as leis de Umbanda.
Segundo o próprio Caboclo das Sete Encruzilhadas: “TODAS AS ENTIDADES SERÃO OUVIDAS, E NÓS APRENDEREMOS COM AQUELES ESPÍRITOS QUE SOUBEREM MAIS E ENSINAREMOS ÀQUELES QUE SOUBEREM MENOS E A NENHUM VIRAREMOS AS COSTAS E NEM DIREMOS NÃO, POIS ESTA É A VONTADE DO PAI”
Se nem aos espíritos se daria as costas e se negaria o aprendizado, perguntamos: Por que isso é feito com os médiuns?
Simples, por que existem pessoas que não amam a Umbanda, vivem do ego e nele vão sucumbir dentro de suas próprias ilusões.
É preciso compreender-se que os tempos são outros, que a própria espiritualidade trabalha em prol do crescimento e não do atraso da humanidade.
A casa que renega e pune o médium que hoje procura ensino, cai dentro de outro preceito agora ditado pelo Mestre Jesus “” Tudo o que a sua mão encontrar para fazer, faça-o com todo o seu coração. ”
O Dirigente que se nega a fazer a parte doutrinária dentro de sua casa, quebra este grande preceito e sua paga é a cobrança de sua própria consciência perante aos Orixás.
É hora de mudanças na mediunidade da Umbanda.
É preciso perseverar.
Com um abraço fraterno
Géro Maita
Sacerdote do CENTRO ESPIRITUALISTA DE UMBANDA ESPERANÇA

Fonte: http://www.umbandadobem.com/