Deus é Amor

Deus é Amor
Cabana da Esperança

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mística de Umbanda


Entendo que a Umbanda já é mística por natureza, por isso não usaria o termo “Umbanda Mística” e sim “Mística de Umbanda”, o que são apenas algumas considerações sobre a mística na Religião de Umbanda. A maioria das religiões têm uma vertente mística (Mística Sufi para o Islã, Mística Cabalá para Judaísmo, Mística Cristã para Catolicismo, Mística Vedanta para o Hinduismo, Mística Zen para o Budismo e etc.), outras são místicas por natureza como o Taoísmo, na Umbanda tanto a Mística quanto a Magia caminham lado a lado com a liturgia e o ritual, onde cada um dos adeptos alcança maior ou menor grau em sua prática.
O Místico é aquele que busca a união com o Todo, aquele que busca integrar-se ao Todo, aquele que abre mão de si mesmo para que o Todo se manifeste, na experiência mística. E assim também pode ser entendido por exemplo a mística da incorporação onde abrimos mão de nós mesmos para que uma outra consciência se manifeste. No caso da incorporação de Orixá abrimos mão de ser a parte para nos integrarmos a um mistério maior totalmente integrado ao Todo.
Compartilhar sentimentos, virtudes e qualidades com aqueles que já alcançaram uma realidade maior é no mínimo experimentar “O Vinho do Místico”, experimentar a sagrada loucura de viver o que pode ser sentido, mas pouco pode ser explicado.
Assim como podemos descrever uma cachoeira fisicamente e nossas sensações diante de tal esplendor, no entanto nos faltam palavras para uma real explicação das sensações. Só quem esteve em uma cachoeira pode entender o que é sentido diante da mesma, mesmo porque cada um sente diferente assim como cachoeiras também são diferentes. Há, inclusive, pessoas capazes de ir a uma cachoeira e ver apenas os mosquitos, lhe incomodando, a água fria que desencoraja o mergulhar ou o frio da mesma brisa, que para outros, é a voz do canto e encanto de Oxum.
Mística é sentir que nós, Oxum, a cachoeira e Deus somos apenas UM, místico é o que deixando a BANDA de lado se une no UM da UMBANDA, o UM que é o TODO o UM que é TUDO.
Místico é aquele que ama a Deus e aos Orixás com o AMOR dos apaixonados, um amor que não se explica, um amor que está além das palavras, um amor que cala a alma, como a “Voz do Silêncio” de Blavatsk.
Aurélio Buarque de Holanda dá 5 definições para místico e eu fico apenas com a quinta que melhor traduz a essência deste texto:
“5. Aquele que, mediante a contemplação espiritual, procura atingir o estado estático de união direta com a divindade.”
Jostein Gaarder, Victor Hellern e Henry Notaker, no “O Livro das Religiões”, definem:
“A experiência mística pode ser caracterizada, resumidamente, como uma sensação direta de ser um só com Deus ou com o espírito do universo. Apesar de a oração e o sacrifício implicarem uma grande distância entre Deus e o homem – ou entre Deus e o Mundo -, o místico tenta transpor este abismo. Em outras palavras: o místico não sente a existência desse abismo. Ele é ‘absorvido’ em Deus, ‘se perde’ em Deus, ou ‘desaparece’ em Deus…(Um místico indiano disse certa vez: ‘ quando eu existia, não existia Deus – agora Deus existe, e eu não existo mais’. Ele ‘se perdeu’ em Deus).”
Segundo Faustino Teixeira, no livro “No Limiar do Mistério: Mística e Religião”:
“Na raiz grega do termo ‘mística’ (mystikós) encontra-se o verbo myein , que significa ‘fechar os lábios e os olhos’. O místico é alguém familiarizado com a visão interior, que ultrapassa a consciência ordinária, ele vive a radicalidade da presença de algo absolutamente novo e gratuito; vive uma experiência que toca a dimensão profunda e escondida da realidade.”
A relação do místico com Deus está além da servidão, do medo ou da obrigação, o místico é um encantado pelo Amor Divino. Para ele ou ela, qualquer que seja a sua religião, a mesma se tornará única e exclusivamente a Religião do Amor, como dizia o Místico Sufi Rumi, criador da ordem dos dervixes dançantes ou girantes.
No entanto a mística se fundamenta em prática e não somente em teorias, o próprio Rumi costumava dizer:
“Se esse conhecimento pudesse ser obtido simplesmente pelo que dizem outros homens, não seria necessário entregar-se a tanto trabalho e esforço, e ninguém se sacrificaria tanto nessa busca. Alguém vai a beira do mar e só vê água salgada, tubarões e peixes. Ele diz: ‘Onde está essa pérola de que falam?
Talvez não haja pérola alguma’. Como seria possível obter pérola simplesmente olhando o mar? Mesmo que tivesse de esvaziar o mar cem mil vezes com uma taça, a pérola jamais seria encontrada. É preciso mergulhar para encontrá-la.”
Todo Místico terá um olhar diferenciado para a religião, Dionísio o Areopagita, deixou escrito um dos mais célebres textos da Mística Cristã, onde coloca a sua oração à Deus desta forma:
“Ó vós, trindade além do ser, conduzi-nos à altura da revelação mística, sublime além de todo pensamento e luz; onde os mistérios simples, absolutos e imutáveis da divina verdade estão escondidos, na translúcida escuridão daquele silêncio que se revela em segredo. Pois esta escuridão, embora da mais profunda obscuridade, é, contudo, radiantemente clara e, embora além do toque e da visão, ela transborda nossas mentes invisíveis com esplendores de transcendente beleza. Esta é minha oração. Quanto a ti, amado Timóteo, empenhando -te sinceramente na contemplação mística, abandona os sentidos, os trabalhos do intelecto, e tudo o que possa ser sentido e sabido, e tudo o que não é e é. Pois, desse modo, tu podes alcançar ignorando, até o ponto que é possível, a unidade daquele que está além de todo ser e conhecimento.”
E sobre este texto, no livro “Teologia Mística”, Osho, também um Místico, Filósofo, Poeta e Teólogo Hindú comenta:
“Dionísio é um dos maiores budas de todos os tempos. E quando acontece de um erudito oriental, por acaso, por acaso absoluto, encontrar-se com uma pessoa como Dionísio ele começa a pensar que este deve ter ‘tomado emprestado’ do Oriente. Esta parece ser uma presunção tácita: que o oriente tem algum monopólio sobre o espiritualismo. Ninguém tem nenhum monopólio. Oriente e Ocidente não podem fazer qualquer diferença no crescimento espiritual do homem. Jesus pôde tornar-se um buda em Jerusalém, Lao Tzu pôde tornar-se um buda na China; Dionísio pôde tornar-se um buda em Atenas. Não há nenhuma necessidade de se tomat nada emprestado de ninguém.”
Seguindo a linha de raciocínio e pensamento de Osho, também temos a oportunidade de nos tornarmos um Buda na Umbanda. Alcançarmos a iluminação em qualquer lugar que seja, termos a experiência mística.
E lendo estas linhas podemos ver muito de Umbanda em cada uma delas no entanto é certo que cada um se relaciona de forma diferente com Deus e os Orixás e Guias da Umbanda. Que estas linhas venham ao encontro dos corações que têm na Umbanda a sua Religião do Amor e em Deus a manifestação deste Amor através dos Orixás e Guias. “Chamar Deus de Mãe é um ideal mais elevado do que chamá-lO de Pai e chamá-lO de amigo é ainda mais elevado, mas o mais elevado é chamá-lO como amado.”

√ POR ALEXANDRE CUMINO
Fonte : http://umbandista.com.br/mistica-de-umbanda/

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A Umbanda pratica o Jesus consolador



A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.

Fonte: http://espiritualidadeeumbanda.blogspot.com.br/

Concentração e Incorporação



(Acredito que a concentração é o ponto chave para uma boa incorporação)

Uma das dificuldades dos integrantes das reuniões mediúnicas diz respeito à concentração.

A capacidade de controlar, direcionar e manter o pensamento dentro das finalidades da reunião é, para a maioria, um esforço muito grande e que nem sempre dá bons resultados. Não raro os pensamentos se dispersam, fixam-se em fatos do dia-a-dia e acabam por tornar alguns sonolentos, enquanto outros estão distraídos e longe dos objetivos propostos para um trabalho sério. Alguns poucos, então, conseguem uma boa concentração e estes sustentarão os trabalhos programados, porém, como é óbvio, sem alcançar melhor produtividade devido aos bloqueios vibratórios existentes no ambiente.

A nossa cultura ocidental não dá ênfase à necessidade do controle mental, pois é fundamentada em uma mentalidade racional, extremamente prática, extrovertida e imediatista valorizando a horizontalidade da vida terrestre, exatamente oposta ao Oriente, cuja mentalidade se estrutura de forma intuitiva, mística e introvertida e que realça a essência espiritual do ser humano, incentivando a busca da verticalidade.

Nos últimos tempos tem-se notado um sensível aumento no interesse por algumas práticas orientais, ressaltando-se a meditação, cujos benefícios estão sendo procurados pelos ocidentais, que despertaram para a necessidade de uma busca interior, ou seja, o autoconhecimento.

A concentração que é praticada nas reuniões mediúnicas, evidentemente, tem conotações próprias e não deve ser tomada aqui como as realizadas nas práticas orientais, embora os aspectos semelhantes nas suas bases, quais sejam a disciplina mental, o controle e equilíbrio dos pensamentos. Exatamente por terem estes mesmos fundamentos é que citaremos algumas definições de autores do Oriente, visto que a sabedoria oriental é multimilenar e pode beneficiar-nos sobremaneira através desses pontos comuns.

Concentração - Conceito: Concentrar, segundo o dicionário Aurélio, significa "fazer convergir para um centro ou para um mesmo ponto. Aplicar a atenção a algum assunto".

Um autor oriental, Mouni Sadhu, esclarece que o poder de concentração consiste na "habilidade para manter inabalavelmente sua percepção sobre um tema escolhido, pelo tempo que você decidir continuar com ele" (Do livro "Meditação").

É exatamente essa capacidade de concentrar nos objetivos da reunião mediúnica que irá favorecer a realização dos trabalhos.

Leon Denis, em sua magistral obra "No Invisível", alerta:

"Conforme o seu estado psíquico,os assistentes favorecem ou embaraçam a ação dos Espíritos"

                    
Dificuldades de Concentração

Deixamos a palavra com Leon Denis, que assinala o motivo principal da dificuldade de concentrar:

"Na maior parte dos homens os
pensamentos flutuam sem cessar.
Sua mobilidade constante e sua
variedade infinita pequeno acesso
oferecem às influências superiores.
É preciso saber concentrar-se, pôr
o pensamento acorde com o
pensamento divino.(...)"
("O Problema do Ser, do Destino e da Dor", cap. XX)

A reunião mediúnica apresenta ainda outras conotações que são peculiares ao tipo de atividade que ali se desenvolve.

Assim, a dificuldade de concentrar-se nos objetivos elevados que o exercício da mediunidade requer é resultado da pouca prática que a maioria das pessoas têm de fixarem seus pensamentos em assuntos edificantes, em ideais e idéias nobres durante o seu dia-a-dia. Estão com a mente sempre ocupada pelos problemas e questões do cotidiano, por coisas supérfluas e interesses imediatistas, pelo noticiário e programa da TV, por literatura e músicas teor inferior, por conversações extremamente banais e irresponsáveis, e não conseguem esvaziá-la desses assuntos para dar campo às influências benéficas dos Espíritos Superiores, dos Mentores que assessoram os trabalhos.

Ensina Leon Denis:

"As preocupações de ordem material criam correntes
vibratórias horizontais, que põem obstáculo às radiações
etéreas e restringem nossas percepções. Ao contrário,
a meditação, a contemplação e o esforço constante
para o bem e o belo formam correntes ascensionais,
que estabelecem as relações com os planos superiores
e facilitam a penetração em nós deo eflúvios divinos ".

A Importância da Concentração Mediúnica

"Nesse sentido, consideremos a concentração mental de modo diverso dos que a comparam a interruptor, de fácil manejo que, acionado, oferece passagem à energia comunicante, sem mais cuidados... A concentração, por isso mesmo, deve ser um estado habitual da mente em Cristo e não uma situação passageira junto ao Cristo".

Nossos pensamentos têm determinado teor vibratório, de acordo com os sentimentos que os tipificam.

É imprescindível compreendermos que o pensamento é energia viva "construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros(Emmanuel - "Roteiro", cap.28).

Este é o processo natural de sintonia e que predomina no curso de nossa existência.

Nas tarefas mediúnicas esta sintonia apresenta peculiaridades próprias. É essencial que exista uma afinizaçào, uma sintonia entre os participantes para que se estabeleça uma sincronia de forças, a conhecida "corrente vibratória".

Pode-se inferir, desde agora, o quanto é importante a concentração individual, visto que a qualidade dos trabalhos de intercâmbio depende fundamentalmente da participação consciente e responsável de cada um.

Recordemos Leon Denis, quando leciona a respeito:

"São favoráveis as condições de experimentação quando o médium e os assistentes constituem um grupo harmônico, isto é, quando pensam e vibram em uníssono. No caso contrário, os pensamentos emitidos e as forças exteriorizadas se embaraçam e anulam reciprocamente..."(No Invisível)

Ele acrescenta ainda que o médium em meio a essas correntes contrárias fica bloqueado, sem condições de atuar mediunicamente ou bastante prejudicado na filtragem das mensagens.

Em "O livro dos Médiuns", o Codificador ressalta a necessidade da concentração ao referir-se à reunião como um ser coletivo, resultante das qualidades e propriedades de seus membros e esta tanto mais força terá quanto maior homogeneidade vibratória houver. Ele afirma que o poder de associação dos pensamentos de todos é que contribuirá para a comunicação dos Espíritos, "mas a fim de que todos esses pensamentos concorram para o mesmo fim, preciso é que vibrem em uníssono; que se confundam, por assim dizer em um só, o que não pode dar-se sem a concentração"(Item 331).

Portanto, cada participante precisa estar consciente de sua contribuição para que haja êxito nas atividades programadas pela Espiritualidade Maior.

João Cleófas (Espírito), m seu excelente livro "Intercâmbio Mediúnico", desenvolve o pensamento de Kardec e Denis, em linguagem moderna:

"A média que resulta das fixações mentais dos membros que constituem o esforço da sessão mediúnica oferece os recursos para as realizações programadas.

A concentração individual, portanto é de alta relevância, porque a mente que sintoniza com as idéias superiores vibra em freqüências elevadas"

Como Obter Uma Boa Concentração

A concentração não requer um esforço físico. Pessoas que tentam concentrar franzindo a testa, fechando os olhos com força ou denotando qualquer outro tipo de tensão muscular não alcançarão a finalidade a que se propõem.

Ao contrário do que imaginam, a concentração exige um relaxamento e passa por alguns estágios, quais sejam:

1. Relaxamento - O relaxamento do corpo físico serve para preparar e favorecer a calma, a tranqüilidade interior.

2. Abstração - Abstrair-se do mundo exterior, de tudo ao seu redor.

3. Interiorização - Fazer silêncio interior, abstraindo-se também dos conteúdos psicológicos(emoções, pensamentos, imagens, lembranças, etc).

4. Fixar a mente - A mente se fixa e a atenção volta-se exclusivamente para o objetivo da reunião.

5. Aquietar a mente - Neste ponto a mente se aquieta e, no caso dos médiuns, oferece espaço para a sintonia mental com o Espírito que irá transmitir a comunicação.

Afirma João de Cleófas:

"A concentração, é, pois, a fixação da mente numa idéia positiva, idealista, ou na repetição meditada da oração que edifica, e que, elevando o pensamento às fontes geradoras da vida, dá e recebe, em reciprocidade, descargas positivas de alto teor de energias santificadoras."(Intercâmbio Mediúnico)

Pensamentos Intrusos

Todos os que se iniciam nos exercícios de concentração ou de meditação percebem que é difícil controlar os pensamentos e que, com freqüência, vêem-se assaltados por pensamentos intrusos, inconvenientes e inoportunos.

Deixemos a lição a respeito com um dos mestres orientais:

"No início toda a sorte de maus pensamentos podem ocorrer, se levantarão na sua mente. Você se sobressaltará.

Ficará atormentado. Isto é um bom sinal. É sinal de progresso espiritual. Voe está evoluindo espiritualmente. Esses pensamentos, com a continuidade (dos exercícios), morrerão com o tempo". (Trechos do livro "Concentração e Meditação", de Swami Sivananda).

Ele também aconselha que a pessoa não lute contra a sua mente durante a concentração.

O mais acertado é aceitar com tranqüilidade e estabelecer o hábito de retorno, isto é, retornar aos objetivos propostos.

No livro de Mira y Lopes, "Curso Prático de Concentração Mental" o autor refere-se ao"hábito de retorno", para disciplinar a mente.

André Luiz, sintetizando o esforço que os integrantes dos grupos mediúnicos devem realizar, anota em seu livro "Os Mensageiros" a palavra de Aniceto, relativa ao nosso tema:

"Boa concentração exige vida reta. Para que os nossos  pensamentos se congreguem uns aos outros, fornecendo o potencial, de nobre união para o bem, é indispensável o trabalho preparatório de atividades mentais na meditação de ordem superior. A atitude íntima de relaxamento(este termo tem neste contexto o significado de descaso), ante as lições evangélicas recebidas, não pode conferir ao crente, ou ao cooperador, a concentração de forças espirituais no serviço de elevação tão-só porque estes se entreguem apenas por alguns minutos na semana, a pensamentos compulsórios de amor cristão.(...)."(Cap. 47)

A Doutrina Espírita é um convite permanente à transformação moral, levando a um processo natural de auto-descobrimento e propiciando condições para a realização desse encontro pessoal. Toda essa mudança, quando ocorre naquele que já interiorizou os princípios espíritas, denota um amadurecimento que favorece a uma nova compreensão da vida e a uma necessidade premente da busca da verticalidade. Quando existe essa conscientização o indivíduo torna-se cônscio de usas responsabilidades procurando, então, adquirir hábitos equilibrados, o que irá favorecer a sua concentração enquanto integrante de um grupo mediúnico.

Deixemos com Emmanuel a palavra final:

"Receberás, portanto, variados apelos, nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinam contigo, tentando influenciar-te através de ondas inúmeras em que se revela a gama infinita dos pensamentos da Humanidade, mas se buscas o Cristo, não ignoras em que altura lhe brilha a faixa." ("Seara dos Médiuns", Faixas pág. 125).
Fonte : http://espiritualidadeeumbanda.blogspot.com.br/


A UMBANDA E O EVANGELHO DE JESUS

A Umbanda vivencia o Evangelho de Jesus em sua essência através da manifestação do amor e da caridade prestada pela orientação dos guias e protetores que recebem a irradiação dos Orixás. Encontramos no terreiro da verdadeira Umbanda entidades que trabalham com humildade, de forma serena, caritativa e gratuita; espíritos bondosos que não fazem distinção de raça, cor ou religião, e acolhem todos que buscam amparo e auxílio espiritual, conforto para dores, aflições e desequilíbrios das mais variadas ordens.
A Umbanda convida o homem a se transformar. Assim sendo, o consulente recebe esclarecimento sobre sua real condição de espírito imortal, ou seja, é levado a entender que é o único responsável pelas próprias escolhas, e que deve procurar progredir na escala evolutiva da vida, superando a si mesmo. Mas para transformar- se é preciso estar pronto para compreender as energias que serão manipuladas, porque elas trabalham com o ritmo interno. Ouvir a intuição é, portanto, ouvir a si próprio; é saber utilizar os recursos necessários que estão disponíveis para efetuar a mudança do estado de consciência.
Por isso, transformar significa reverter o apego em desapego, as faltas em fartura, a ingratidão e o ressentimento em perdão.. É não revidar o mal, mas sempre praticar o bem.
Dar sem esperar reconhecimento ou gratidão. A beleza da vida está justamente na “individualidade” , no ser único, criado por Deus para amar. E este ser único está ligado à coletividade pelos laços do coração e da evolução, a fim de aprender a compartilhar, respeitar, educar e ser feliz.
Somos o somatório dos nossos atos de ontem: por ter cometido inúmeros excessos, estamos conhecendo a escassez, ou melhor, sempre atuamos à margem, não conseguindo nos equilibrar no caminho reto, pois o processo de evolução é lento, não dá saltos, respeita o livre arbítrio, o grau de consciência e o merecimento de cada um.
A Umbanda pratica o Jesus consolador, e, silenciosamente, vai evangelizando pelo Brasil afora, levando Suas máximas: “A água mais límpida é a que corre no centro do rio, pois as margens sempre contêm impurezas”. “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”, pois Ele nos envia o Seu amor incondicional, que não impõe condições, porque não julga, não cobra, apenas Se doa e espera pelo nosso despertar para as verdades espirituais, para o homem de bem que existe dentro de cada um de nós.
Quando Jesus se aproximou de João Batista, que, com os joelhos encobertos pela água do Rio Jordão, mais uma vez falava do Messias, ao olharem-se um ao outro, uma força poderosa instalou-se sobre todos os circunstantes. Jesus então aproximou-Se de João Batista, e este ajoelhou-se aos pés do cordeiro de Cristo. Mansamente Ele o levantou e agachou-Se sinalizando para que João O batizasse. Nesse instante único, vibraram intensamente sobre Jesus, no centro do seu chacra coronário, o Cristo Cósmico e todos os Orixás. Foi preciso que o Messias fosse “iniciado” por um mestre do amor na Terra, para que se completasse Sua união com o Pai, e ambos fossem um. Esse é um dos quadros históricos mais expressivos e simbólicos que avalizam os amacis na Umbanda.


Texto extraído do livro “Umbanda Pé no Chão – Um guia de estudos orientados pelo espírito Ramatís ( Editora Conhecimento) - recebido por e-mail enviado em 18/03/2009 por Mãe Vanessa Cabral - Dirigente do Templo Universalista Pena Branca (Filiada da T.U.Caboclo Pery).
Fonte : http://espiritualidadeeumbanda.blogspot.com.br/

JUIZ VOLTA ATRÁS, DIZ QUE UMBANDA É RELIGIÃO, MAS ÁTILA NUNES AFIRMA QUE O FOCO É A RETIRADA DO YOUTUBE DE VÍDEOS OFENSIVOS



O deputado Átila Nunes e o vereador Átila Alexandre Nunes se reuniram na última terça-feira com o procurador federal Jaime Mitropoulos no Ministério Público Federal, visando como reverter a decisão do juiz da 17ª Vara Federal que negou a retirada dos vídeos ofensivos à Umbanda e ao Candomblé postados no Youtube pelo Google.
Apesar do juiz ter voltado atrás na declaração de que a Umbanda e o Candomblé não eram religiões, o deputado Átila Nunes afirmou que “o foco é a retirada dos vídeos, e não as declarações do juiz sobre a legitimidade  de nossa fé, já que não precisamos desse reconhecimento judicial para o que é óbvio e independe de ato judicial”
Já para o vereador Átila Alexandre Nunes, o que realmente interessa é a retirada dos vídeos ofensivos, que apelam para o ódio religioso, incitando a discriminação, a hostilidade e a violência. “O Google não tem o direito de compactuar com essas de intolerância religiosa, já que ninguém pode ser objeto de discriminação por parte do Estado ou de particulares”  – disse o vereador.
Para o deputado Átila Nunes, “o Google, ao permitir a veiculação dos vídeos ofensivos às famílias umbandistas e candomblecistas, ofende a dignidade humana e nega os princípios da Carta das Nações Unidas, sendo uma violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais proclamados na Declaração Universal de Direitos Humanos”.
Para o parlamentar, a liberdade de manifestar a própria religião está sujeita ao respeito dos direitos e da reputação das pessoas, “sendo dever se proibir toda propaganda a favor de ódio religioso que constitua incitamento à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência”.
O procurador Jaime Mitropoulos disse aos dois parlamentares que a Lei 12.288, de 20 de julho de 2010 prevê e expressamente determina que o Poder Público deve proteger as religiões de matrizes africanas, em face de discursos de ódio disparados através dos meios de comunicação. “O poder público deve coibir a utilização dos meios de comunicação social para a difusão de proposições, imagens ou abordagens que exponham pessoa ou grupo ao ódio ou ao desprezo por motivos fundados na religiosidade de matrizes africanas” – salientou o procurador.

Magia da Corrente

Mensagem de Pai Maneco

Li e usei:

“Ninguém é tão forte como todos nós juntos"
A corrente é a grande força do terreiro. Uma vez alguém perguntou ao Pai Maneco a importância de um terreiro bonito e confortável.
Meu filho, se esta casa cair, vocês vão se reunir lá fora, olhando para o céu estrelado, e vão continuar trabalhando. Mas se a corrente se dissolver, o terreiro, mesmo belo e sólido, vai fechar. Na verdade acho a corrente mais merecedora de cuidados que estas paredes frias. Nunca trabalhei sozinho, só com a corrente. Quem trabalha sozinho, um dia ou outro, vai se complicar".


Fonte : http://www.paimaneco.org.br/orientacoes/para-mediuns

terça-feira, 20 de maio de 2014

Cambone de Umbanda

Gostaria de abordar um trabalho de extrema importância no terreiro que é o de cambone, mas sem deixar de lembrar de uma passagem curiosa, quando era pequena meu pai sempre tinha o costume de desmontar os relógios da casa na intenção de “melhorar seu desempenho”, relógios do tipo à corda, e sempre era a mesma estória, ele desmontava, “lubrificava” e montava novamente, mas sempre sobravam peças …. e lógico o relógio não funcionava, ai começava a discussão com minha mãe que argumentava o erro em não saber remontar e ele dizia que eram peças “dispensáveis”, mas ora, o relógio não funcionava ou então funcionava com problemas.
O trabalho de Umbanda no atendimento ao consulente também funciona como um relógio, que tanto no astral com na parte material depende do bom funcionamento de sua engrenagem. Parte importante, como todas as outras é justamente a do cambone, já tão bem abordada no JUS em outras oportunidades, mas nesta, coloco a visão de um próprio cambone.
Existe toda uma expectativa no início dos trabalhos, cada casa tem seu ritmo, mas o que não muda é aquela adrenalina e ansiedade (benéfica) à espera da linha de trabalho a ser chamada, muitas vezes por tempo de trabalho e por dedicação e afinidade, o cambone se sente um misto de peça importante com um filho de todas as entidades que na casa se manifestam. É, muitas vezes, eu como muitos outros temos esse sentimento, de atenção com tudo, preparar o espaço para a chegada dos Guias Espirituais, pembas, blocos de anotação, velas, charutos, tudo tem de estar a contento, a assistência, ansiosa, tem que ser bem recebida e conduzida aos Guias, todo o trabalho transcorre numa dinâmica de atenção, concentração e doação, dependendo muito do amor e da dedicação de todos, inclusive de nós cambones, ai entra também o sentimento de ser filho de cada um dos Guias espirituais, que com o tempo só de olhar sabem como estamos como um pai que olha o filho pequeno, os cumprimentos e o abraço de um, a palavra do outro, a “chamada” de um terceiro, e ai a gente vai, crescendo como crianças dentro de uma grande família de sábios, anciões, companheiros, pais e mães espirituais.
Chegando até mesmo um ponto, em que ao meio de inúmeros Guias, o cambone ouvir mentalmente o chamado de um ou outro Guia Espiritual mais afinizado com o cambone, solicitando sua presença ali ao seu lado. Isso não tem preço ! Não digo que cada dia de trabalho tem um aprendizado, mas sim, cada atendimento, sendo este ligado apenas um médium e suas entidades ou como também os cambones que atendem vários médiuns sem ser específico de um só.
Muito depende do funcionamento de cada casa, mas o trabalho de ser cambone é uma escola, um aprendizado sem fim, que aos atentos, faz aumentar a fé, descobrir-se e sentir amado e especial.
Existem dias, em que o cansaço e eventuais dificuldades atrapalham, mas são nesses dias, em que a espiritualidade te recompensa com um abraço de um pai querido, um ramo de alecrim imantado ou uma rosa para despachar.
Enfim, cada gesto dessa grande corrente, não só de pais e mães espirituais, mas como também os “colegas”, irmãos de trabalho que se ajudam e muitas vezes, sob a coordenação de um guia espiritual fazem o revezamento de descarregos para os mais necessitados da corrente.
Ser cambone é ser importante para o bom funcionamento do trabalho, exige ser atento, concentrado, estudar, aprende e se incorporar à dinâmica de trabalho da Umbanda, estar preparado para toda um esforço físico, mental e espiritual de trabalho e acima de tudo amar a Deus e o que faz .
Hoje, de um modo geral, por todo o trabalho de doutrina, esclarecimento e preparação, nós cambones somos vistos como parte importante da engrenagem de funcionamento de uma casa, mas apelo aos irmãos, colegas de trabalho, que se vejam, não com soberbia na importância do seu trabalho em uma casa, mas como privilegiados e abençoados por tanta generosidade que recebem em cada auxilio às entidades, sem precisar mencionar do auxilio que cada cambone, como médium de umbanda recebe de seus próprios amparadores espirituais. Percebam e internalizem para poderem retransmitir, a gratidão, os pequenos gestos de humildade e delicadeza, a generosidade e o trabalho extremamente gratificante e engrandecedor de servir ao Pai, servido a muitos.
Se tiverem amor pelo trabalho de cambone, receberão amor enquanto forem membros neste ponto da hierarquia, e no futuro também colherão amor e doarão amor de toda a corrente. Hoje me despeço desse trabalho, com tristeza por deixa-lo, mas com gratidão por ter sido tão maravilhoso, e rogo que cada dia do novo trabalho seja tão perfeito, tão bom e me traga tanta felicidade como me trouxe ser cambone.
√ POR SHEILA NASCIMENTO
Fonte : http://umbandista.com.br/cambone-de-umbanda/

“Gira Nova”, “Gira Diferente”


É muito comum grande parte dos centros de Umbanda dedicarem um dia da semana aos trabalhos ou giras de atendimento, assim como outros realizam quinzenalmente ou mensalmente, o que eu considero essa freqüência uma particularidade de cada casa.

Independente da quantidade de trabalhos que uma casa realiza, considero que toda gira de Umbanda é uma “gira diferente”, uma “gira nova”.
Mas os médiuns são os mesmos, teve defumação como de costume, cantaram os pontos, tocaram atabaque, houve a manifestação dos Guias, tomei passe…Estava tudo igual ! O que pode ser diferente ?
A diferença está na energia, no movimento, na vibração, na necessidade, no amparo…Muitas coisas são imperceptíveis para nós, mas para a espiritualidade nada passa despercebido. Todo o tempo da vida é respeitado, afinal, estamos vivos e essa dádiva deve ser saboreada a todo instante com o livre arbítrio que temos, com a responsabilidade pelas escolhas que fazemos e com o amparo da espiritualidade.
Às vezes a vida parece estagnar em um determinado estágio, parece não “desenrolar” ou progredir, mas não devemos esquecer que tudo tem a sua hora certa e que parada a vida nunca está: o intervalo entre o “estagnado” e o movimento é onde mais se aprende (paciência é uma dádiva, assim como determinação e auto-reflexão).
E os guias espirituais sempre tem uma palavra moldada para as nossas necessidades, sejam elas de natureza psicológica, sentimental, condução dos nossos caminhos; seja para uma nova questão ou para aquilo que estava “estagnado”: eles sempre tem algo novo para o mesmo também.
Portanto, pense sobre a próxima gira, “nova gira”, “gira diferente” e reflita isso para a sua vida, ela também está em constante movimento. Pensamento positivo para o mesmo, para o novo e para todas as escolhas que fizer. O amparo da espiritualidade está conosco nas dificuldades assim como nos momentos felizes
√ POR DANA / UMBANDA NO PEITO

Os Ciclos e a Evolução

A vida é repleta de sinais claros sobre como devemos nos portar e agir para evoluir. Mas vejo pessoas questionando qual o seu verdadeiro caminho, o que devem fazer para cumprir sua missão, aquilo que foi acordado no astral. E a resposta sempre é muito simples: VIVER de forma natural e tranqüila, compreendendo quais são nossas reais conquistas, já que somos eternos.
Geralmente, quando caminhamos rumo a nossa evolução estamos tranqüilos e conscientes de que nunca estamos sós. Podemos ter muitos afazeres, mas os realizamos alegre e calmamente. Alguns ‘adultos’ perderam o prazer de viver, pois acreditam que somente sofrendo estão trabalhando. Acham que a maturidade é penosa, que todas as crenças e aprendizados de sua infância e juventude eram ilusões inúteis. Estão em desentendimento com eles mesmos.
A evolução é como uma escada, cada degrau apoia o próximo. Como chegar ao Céu sem valorizar o mais simples degrau próximo a Terra? Impossível. Esta estrutura é interna ao nosso Ser. Em cada fase de nossa vida aprendemos o que é necessário para fortificar nossos degraus, solidificando assim nossa escada. O que aconteceria se a cada nova fase nós destruíssemos os degraus anteriores?
O que passamos (em uma só experiência) neste plano material: encarnamos, nascemos, crescemos, amadurecemos, envelhecemos e desencarnamos, este é o ciclo mais utilizado. Vamos falar sobre cada fase natural (bem resumido):
• Encarnar: nosso espírito é preparado para acoplar em um corpo físico, que nos foi gerado por um pai e uma mãe, percebemos o que nos rodeia, mas como nossa consciência foi nublada não compreendemos, apenas absorvemos;
• Nascer: após algum tempo, quando já estamos devidamente harmonizados com nosso novo corpo, nascemos. Muitas sensações, contato com o mundo denso e nossa semi-consciência vai adaptando nossos sentidos, buscando interpretar o que nos cerca. Somos instintivos;
• Crescer: num primeiro momento somente conseguimos assimilar aquilo que é concreto, que é real aos cinco sentidos básicos (tato, olfato, paladar, audição e visão), ainda estamos aprendendo a lidar com nosso corpo. Temos uma percepção de quais sensações nos agradam e quais não. Esta dualidade vai aprimorando nossos sentimentos. Somos intuitivos. Em seguida passamos a perceber as emoções; descobrimos que entre os extremos existem nuances (ex.: entre o branco e o preto, existem muitos tons de cinza; entre o grande e o pequeno…; entre o doce e o amargo…, etc.). Nos tornamos sensitivos, e começamos a perceber o sentimento daqueles que nos cercam, conseguimos interagir socialmente de forma mais clara, e com muita ingenuidade. Até aqui somos guiados pelos, teoricamente, mais experientes;
• Amadurecer: trilhamos nossos caminhos, tentando harmonizar os nossos sentidos com os daqueles que nos cercam. Não somos mais totalmente guiados, e ter que descobrir o próprio caminho gera grandes incertezas: “qual a melhor decisão?”, “será que estou correto?”. Quando alguém não compreende nossas dúvidas, ficamos irritados, e até revoltados. Mas a vida continua e vamos aprendendo a lidar com as decisões. Nos fortificamos. Chegamos a um ponto em que acreditamos poder decidir pelos outros, mas isto faz parte de nossa evolução, ainda não sabemos tudo o que precisamos. A vida bem ‘vivida’ nos proporcionará. Este é o momento de ter a experiência de ser pai ou mãe e aprender a “amar ao próximo como a si mesmo”, respeitando o livre arbítrio do outro, função primordial da criação. E vem a flexibilidade;
• Envelhecer: a memória revisita nossos caminhos, nossas decisões e passamos a compreender melhor nossas trajetórias. Nossas consciências ganham um grande impulso. Isto ocorre quando continuamos percebendo nosso instinto, intuição, sentimento e força, com flexibilidade e respeito por tudo e todos que nos cercam. Atingindo a sabedoria, que ‘somente’ é: conhecer de forma equilibrada e ordenada, com amor e respeito, o que fazer para gerar no outro aquilo que já foi gerado em si mesmo;
• Desencarnar: ao vivenciar tudo o que é necessário para o nosso aprimoramento (alguns sequer precisam passar por todo o ciclo), desencarnamos e voltamos ao plano espiritual, levando conosco nossas verdadeiras conquistas, nossa escada com mais alguns sólidos degraus.
Reencarnar é uma forma de nossa consciência revisitar nossas fases. Assim temos a oportunidade de, em poucos anos, passar por experiências que poderiam levar séculos ou milênios no astral. A vida do encarnado ‘imita’ as fases da vida espiritual (nascer, crescer, amadurecer, etc.). Pois um dia fomos gerados por nossos Pais e Mães Orixás Ancestrais, e evoluímos passando pelos planos: fatoral, essencial, elemental, dual, encantado, até chegar aqui no plano natural e no futuro atingir o celestial.
O quando chegaremos lá não é importante e vai depender de nossas realizações. O senso comum costuma dizer que a idade faz a transição de fase. Isto é um erro grave. Não é a quantidade de tempo que passamos em cada fase que nos diz quando podemos ir para a próxima, mas a qualidade daquilo que realizamos e aprendemos.
Durante a vida podemos nos traumatizar, nos amarrar em determinada fase, impedindo o progresso natural para a próxima. O que demonstra uma falha na construção de um degrau. Assim nas giras de Umbanda apresentam-se entidades que trazem de forma potencializada, a consciência e a energia de cada fase de nossa evolução. E se nos permitirmos interagir com estas entidades, os laços que nos impedem de viver plenamente serão desatados. De acordo com nossos merecimentos e nossas necessidades. Sem milagres.
Por exemplo: as crianças que se apresentam na Umbanda, são espíritos Encantados (5º Plano da Vida), ou que no máximo, encarnaram duas vezes, mas nunca atingiram o amadurecimento. Estes espíritos irradiam uma energia muito pura, trazem a verdadeira ingenuidade, desagregam os negativismos daqueles que ‘brincam’ com eles. Liberando centros energéticos nos corpos físicos e espirituais, permitindo a evolução sustentada.
Tudo tem um real motivo. Ao seguir nossa Paz interior, observando o que nos rodeia, compreendemos que nada é acaso. Valorizamos todos os detalhes. Priorizamos a forma com que trilhamos o caminho, como construímos nossa escada. Com prazer elevamos nossas conquistas e auxiliamos outros a subirem, nos tornando verdadeiros instrumentos de Deus.
√ POR ALEXANDRE N. GIMENEZ
http://umbandista.com.br/os-ciclos-e-a-evolucao-2/

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A Missão da Umbanda - Ramatís



O crescimento da umbanda, o processo de inclusão social do culto nascente, na coletividade
urbanizada após o período colonial, é movido por refinada psicologia do Astral superior.
Oportuniza indispensável refrigério para almas desafetas desde idos remotos - dominados e
dominadores, escravos torturados e senhores despóticos -, equilibrando a balança da justiça
cósmica, que determina o ciclo carnal como abençoado desbaste das inferioridades espirituais. O
que aos vossos olhos parece desventura, é justa experiência retificadora para espíritos rebeldes que
extrapolam as estreitas portas das religiões terrenas; são retalhos que estão vagarosamente sendo
costurados na colcha que religará os espíritos com o Eterno.
A compreensão da origem cósmica da umbanda, de seu esoterismo e gênese, fortalecerá a
convergência de todas as doutrinas na Terra, expressadas nas escolas orientais e ocidentais.
Mudam os nomes, permanecem por ora os preconceitos, mas a essência divina é uma só,
independentemente de como os homens a denominam em sua estreita religiosidade. Tudo se
transforma no Cosmo, e nada é definitivo. Cada vez mais os rituais externos voltam-se para o
interno. Por sua vez, os filhos da fé umbandista, interiorizando-se, descobrem aos poucos o Deus
vivo dentro de cada um, levando-os inexoravelmente a concluir que Ele em tudo está e tudo é. Esse
estado de consciência, de todos no Um e um no Todo, acalma as consciências, fazendo-as concluir
que só de mãos dadas, cultivando o amor, é possível se libertarem da prisão das reencarnações
sucessivas.
Ao mesmo tempo, do Alto, provindo do triângulo fluídico que sustenta a umbanda - formas
astrais de pretos velhos, caboclos e crianças -, condensam-se os sete raios cósmicos, ditos orixás,
aspectos do Incriado, espargindo suas vibrações divinas sobre todos os terreiros, manifestando-se
nos médiuns por intermédio dessas entidades estruturais e, ininterruptamente, abrigando no plano
oculto todas as formas utilizadas pelos espíritos para se manifestarem no meio denso. Os orixás
propiciam a manifestação do Incriado nos planos concretos das formas, interpenetrando e se
fazendo sentir por meio dos corpos sutis e chacras dos terrícolas, condição indispensável à
evolução da coletividade espiritual retida no Planeta Azul.
É missão da umbanda ser instrumento de iluminação e despertar o Cristo interno,
mostrando que a potencialidade para encontrar o caminho e a verdade do espírito imortal está
dentro de cada um de seus filhos de fé. Não se mostra como o único caminho, ou mais um tratado
doutrinário definitivo; serve sim como mediadora na Terra para auxiliar os que buscam a união
com o Divino.


Postado por GÉRO MAITA às 10:52 AM

Sua felicidade só depende de você.



Sobre a absurda decisão do juiz que afirma que Umbanda e Candomblé não são religiões.

Nenhuma notícia recente, causou tanta comoção entre os seguidores dos cultos afros, como a decisão do juiz Eugenio Rosa de Araujo, da 17a Vara Federal do Rio de Janeiro.

O juiz decidiu não acatar denúncia do Ministério Público Federal contra os programas de Rádio e TV que estimulam a perseguição religiosa, alegando que a Umbanda e o Candomblé não são religiões.

E isso, apesar das provas insofismáveis de que tais vídeos dito evangélicos no Youtube realmente são ofensivos às religiões afros, onde pastores incitam seus seguidores a fecharem os terreiros de seus bairros.

Onde errou o juiz na sua decisão? Vamos por partes. 

O cunho da ação não era para conceituar o que é ou não religião. A ação pretendia tão somente, impedir a veiculação de vídeos que incitam a discriminação religiosa e a violência contra os seguidores da Umbanda e do Candomblé. 

Foi isso que pretendeu o Ministério Público Federal em sua atuação com fiscal da lei. Mais nada. Em nenhum momento desejamos que a Justiça julgasse se a Umbanda e o Candomblé são religiões. Apenas pediu-se a proibição da veiculação dos vídeos discriminatórios.

O juiz, que deveria se ater no julgamento à denúncia de discriminação, resolveu ultrapassar a questão a ser julgada. Pior do que isso: desviou-se da questão principal - a discriminação - e concentrou-se em análises antropológicas de cunho religioso, ignorando o foco principal: o vilipêndio religioso.

É óbvio que, para todos nós, que lutamos tanto contra a discriminação e a falta de respeito por parte de fanáticos religiosos das seitas eletrônicas, a decisão do juiz Eugenio Rosa de Araujo, da 17a Vara Federal do Rio causa espanto. É um desastre!

Primeiro, porque ao em vez de decidir sobre a questão lhe foi apresentada (o vilipêndio religioso), o juiz optou por divagar sobre o que seria religião.

Não levou em conta o que diz a nossa Constituição. Não levou em conta também a legislação federal que estabelece como dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade, reconhecendo a todo cidadão brasileiro, a defesa de sua dignidade e seus valores religiosos e culturais (Lei 12.288/10)

E mais: não levou em conta a existência da Umbanda e do Candomblé, como religiões impiedosamente perseguidas ao longo de décadas.

Nos últimos 30 anos, umbandistas e candomblecistas sofreram - e sofrem - cruelmente, ofensas de igrejas eletrônicas, ditas evangélicas, que utilizam os horários das concessões públicas de Rádio e TV, sob o beneplácito da agencia reguladora do governo federal, a Anatel, que não faz cumprir a Lei Geral das Comunicações, que proibe essa prática.

Como está salientado no recurso contra a decisão do juiz, desconsiderou-se "por completo a noção de que as religiões de matrizes africanas estão ancoradas nos princípios da oralidade, temporalidade, senioridade, na ancestralidade, não necessitando de um texto básico para defini-las".

Nos próximos dias, milhares de umbandistas e candomblecistas estarão mobilizados contra essa decisão judicial, que poderia ser classificada como equivocada, num país dito democrático, que se propõe a respeitar as diversidades.

A reação pacífica dos umbandistas e candomblecistas chegarão às ruas. Em todo país, irmãos de fé deverão se posicionar contra a absurda decisão do Juizado da 17a Vara Federal do Rio de Janeiro.

Por outro lado, vivemos numa democracia. E será graças a ela, que será questionada esta surpreendente decisão judicial.

O primeiro ato será na Associação Brasileira de Imprensa nesta 4a feira às 17 horas, na Rua Araujo Porto Alegre, 71, no Centro do Rio de Janeiro.

E temos certeza, de que outros atos de protesto serão organizados no resto do país.

Para os irmãos que moram no Rio de Janeiro, sua participação é indispensável.